Alguém acredita em amor à primeira vista??? E amor pós primeiro beijo? Pois acreditem, tentaram me convencer disso. Claro, com alguns fatores extra osculação. (Rs)
Melhor ainda, foi a proposta que seguiu o trabalho de convencimento. Vou me fazer mais clara.
Como sempre, escrevo aqui não somente as coisas que surgem na minha mente, como alguns relatos e passagens, ainda que modificadas, da minha própria vida. Afinal de contas, todo escritor transmite às suas obras um pouco de si mesmo.
O que aconteceu comigo foi um tanto... Não, bastante inusitado. Eu simplesmente não esperava por essa.
Há um bom tempo atrás (isso é princípio de história longa, está preparado(a)??), adicionei muitos desconhecidos em minha rede de amigos, a fim de inflar as minhas amizades virtuais, e quem sabe, torná-las reais. Dentre essas pessoas, adicionei o primo de um amigo meu, que não cabe citar nomes... Coisas que, aliás, eu não os faço!!!
Esse primo de amigo tinha um comportamente bastante... rude para comigo. As diferenças de mundo em que vivemos pareciam criar uma atmosfera à parte... Dois mundos diferentes dentro da mesma Terra... Melhor, dentro do mesmo bairro. E a cada lição de moral passada, eu lia um "sua mongol... sua idiota... Sua isso e sua aquilo". Até hoje não entendi o porque aquele comportamento não me convenceu de banir aquele ser desprezível da minha lista de amigos.
As lições de moral advinham do comportamento daquele menino rebelde, mais novo que eu, que achava que poderia comprar o mundo com o dinheiro do pai. Achava que esse financiamento gratuito lhe proporcionaria toda a proteção do mundo, inclusive "vida eterna" com uso de drogas e altos riscos com velocidades em carros e motos. Acho que permaneci ali, porque queria convencê-lo, mostrá-lo que o mundo era muito maior do que aquele mundinho fechado dele.
Sempre acreditei que as pessoas passam em nossas vidas, trazendo um mínimo de conhecimento maior, para as nossas vidas. Uma experiência, um carinho diferente, uma nova visão de mundo. E acho que isso me prendeu a ele.
Mesmo sabendo de todas as coisas erradas e certas que ele fazia, permiti que um beijo acontecesse, em uma visita surpresa. Provavelmente fiz aquilo para ver se ele conseguia o que queria e parava de perturbar a minha mente.
E foi só... E não foi só...
Brigas e discussões, e gelos e impaciências... o menino sumiu no mapa... E a sua presença era tão importante para mim, que eu nem senti que ele tinha sumido por mais de quatro meses!!!! E depois desse tempo todo, me surpreendi com as atualizações da página de relacionamento que temos em comum: Vida nova!!! Olha... não é que ele estava sumido?
Hã?? Como?? O que foi que eu perdi?? A curiosidade aguçada, fui procurar saber o que havia acontecido... Depois de tanto tempo... O menino tinha se convertido, entrado para igreja, feito as pazes com pai e madrasta, e toda a família.
Eu fiquei sinceramente feliz... Não pela conversão religiosa de alguém, mas por saber que ele estava se dispondo a modificar a vida, e pronto a encarar o mundo que existia fora daquela bolha de plástico que era seu mundinho particular. E expressei isso à ele.
Foi o suficiente para que ele me visitasse em um fim de semana muito presente. Ao vir, e me achar em casa, pediu para conversar e eu não neguei... Estava extremamente curiosa e a fim de conhecer aquele ser de mesmo corpo, e de nova alma.
E foi assim que eu ouvi, dentre declarações e revelações, um "eu te amo"! Epa, como assim? Quatro meses sumido, um beijo de anos atrás e "eu te amo"??? Meu Deus, que mundo foi esse que ele entrou?
A pessoa estava realmente me assustando... Sua empolgação, disposição a me convencer, felicidade e insinuações, e investidas à conseguir um novo beijo... Me faziam rir por fora, e me desesperar por dentro. Será que as drogas afetaram tanto assim o seu cérebro? Será que a abstinência causa loucura?
Acho que sim, porque logo após a revelação do amor quase que platônico, veio uma proposta maior ainda... - Casa comigo???
Ai, foi demais para os meus fios loiros tingidos por química, e os morenos da raíz que já cresceu... CASAR??? Uma gargalhada brotou do fundo do meu ser, e jorrou da minha boca. Falei que as coisas não funcionam assim, que as pessoas não amam tão loucamente, que se casam tão apressadamente, e que conquistam o sentimento alheio daquela forma. Prometi pensar, e a cada segundo gasto com o assunto, tenho vontade de rir de novo.
Será que estou sendo cruel? Será que a loucura existe? Quem será o certo e o errado nessa história, isso se esses lados existirem.
Eu não sei, mas meu prazo para pensar está acabando, e algumas cobranças estão começando a surgir na minha página de relacionamentos. E eu vou me preparar bem, para não ser má. Óbvio que o relacionamento não existe, não vai existir... Não casaria com alguém que diz que me ama, sem ao menos me conhecer mais do que meus amigos me conhecem. Mas, se a loucura for real, melhor fazer pensar que eu me preocupei com isso. E daí por diante, nem amizade mais. Vai que essa pessoa continue cismada comigo??
Enfim, quanto às cenas dos próximos capítulos, pretendo deixá-los informados... Mas nunca acreditem em alguém que você saia e puff! "Eu te amo!"
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