No dia seguinte, acordei com uma ressaca daquelas. Tentei recordar-me das coisas que haviam acontecido na noite anterior, e rapidamente olhei para o outro lado da minha cama... O menino encantador, que nem me preocupei em perguntar o nome!!! Por surpresa, e frustração, ele não estava lá. Em seu lugar, uma flor que eu sabia ter sido retirada do mini-jardim que eu tinha em minha janela, e um bilhete, carinhoso, que dizia:
“Linda bebedora de “maçã selvagem”: Espero que o sono dominante tenha lhe recobrado o juízo e a memória, e que as conseqüências não sejam tão dolorosas.
Assim que acordar, me ligue, para dizer que está bem.
9995-7736 – Ricardo
Ps: Dormindo, você fica angelicamente mais bonita.”
Ricardo... Aquele era o nome do meu “anjo da guarda”... Tudo bem que àquela altura, eu não tinha a mínima idéia se ele foi meu anjo ou meu carrasco. E meu lado maquiavélico torcia para que ele fosse o carrasco. E então, me verifiquei por inteiro para procurar algum vestígio da noite anterior. Fora a ressaca, nada demais. Nenhum abuso, nenhum hematoma. “Droga!”, pensei por um momento, mas depois me adverti pelo pensamento... Que loucura! O que eu queria? Que eu tivesse sido estuprada?
Levantei, finalmente, depois de duas ou três tentativas sem sucesso. Passei cinco minutos sentada à beira da cama, juntando forças para completar o processo. Assim que consegui permanecer ereta, fui à caça do meu telefone, para ligar. Ligar, ou esperar? Eis a questão... Claro que ligar, né cabeça! – pensei comigo mesma – afinal de contas, ele nunca vai ligar se você não deu seu telefone.
...
Esses eram apenas os primeiros acontecimentos da pior fase da minha vida, mas desses momentos eu gostava de lembrar. Pena que era tão doloroso continuar pensando. E talvez por isso essa época tenha sido totalmente apagada da minha mente. Ou, pelo menos, eu pensava que estava apagada, pois foi só aquela ligação acontecer, e tudo voltou a flamejar na minha mente, como lava expulsa do olho do vulcão.
Acabei me dispersando em meus pensamentos e o banho durou muito mais do que vinte minutos... Não sabia mais o que era água e o que era lágrima, que rolava sobre meu rosto. A cena ali desenhada era assustadoramente perturbador. Imaginem uma mulher de trinta anos estatelada no banheiro, tomando banho por horas, sem ter nenhuma reação humana. Nada se movia, eu era uma inércia de movimentos e de reações. Um estado de choque que tomou conta do meu corpo, por reviver aquelas cenas que um dia foram esquecidas. A água quente ainda rolava pelo meu corpo, e pelo chão, enquanto as imagens do passado eram revividas em outro plano mental.
...
segunda-feira, 31 de maio de 2010
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Medo de Sonhar de novo - 5ª parte
Foi quando, ao chegar ao bar, para a minha quarta dose de drink (aquilo era realmente bom), que fui abordada por ele pela primeira vez. Aguardando o barman preparar a minha bebida, senti um sussurro vindo em minha direção, do qual não entendi muito bem, e me virei em direção àquela voz.
-Desculpe... Como é?
-Calma, só acho que você não deveria beber tanto assim – aquela voz era encantadoramente sedutora.
-Não, to perguntando porque não ouvi mesmo, relaxa! Mas acho que quem tem que decidir até onde eu agüento sou eu, não?
-Desculpe, não quis ser intrometido...
-Tudo bem!
Quando fitei seu rosto com firmeza, e pude dispersar os embaçados da visão turva de álcool, senti um arrepio tomar conta do meu corpo. Ele não era a pessoa mais bonita que havia cruzado o meu caminho, mas com certeza, alguma coisa nele atraia meus olhos. Desviei o olhar, assim que percebi que estava olhando para ele como uma adolescente idiota, e tentei voltar para a pista. E como uma bêbada errante e estúpida, tropecei no primeiro passo, dando a oportunidade dele agarrar-me rapidamente pela cintura, evitando uma queda: -Tem certeza de que ainda vai beber isso? – Ao voltar meus olhos para o meu copo, vi que todo aquele líquido doce e viciante havia sido espalhado pelo chão. –É, acho que não! – Nos olhamos e um riso de ambos foi inevitável.
Ele me recomendou sentar um pouco, e prometeu companhia até que eu pudesse dar conta dos meus passos, que insistiam em errar o caminho. Fiquei um pouco perturbada com aqui, pois parecia que eu tinha desaprendido a andar, e envergonhada pelo vexame. Aquilo era realmente um motivo e tanto para que eu ficasse ali, paradinha, admirando a “paisagem”. Eu já juntaria o útil ao agradável.
A conversa desenrolou fluidamente, e parecia que nos conhecíamos de tempos. Ele tinha um poder imenso de falar sobre tudo, e eu, mais uma vez, me peguei observando aquela figura encantadora com cara de panaca. Percebi que tinha que me policiar quanto a isso, mas ele sempre me desconcentrava e a cena se repetia.
E ele, ah! Ele ministrava as palavras como um palestrante de sucesso. Tinha como magia, o poder de prender a minha atenção em cada gesto, em cada banalidade pronunciada, em cada riso. Tinha um enorme conhecimento do poder de persuasão, e me convencia de seus pensamentos e seus pontos de vista. E facilmente ele me convenceu de me levar para casa. Tudo bem, o meu condicionamento mental não estava dos melhores, e naquele estado eu provavelmente seria convencida por outras pessoas. Mas eu ainda estava consciente o suficiente para negar, se o pedido viesse de alguém que eu não quisesse.
...
-Desculpe... Como é?
-Calma, só acho que você não deveria beber tanto assim – aquela voz era encantadoramente sedutora.
-Não, to perguntando porque não ouvi mesmo, relaxa! Mas acho que quem tem que decidir até onde eu agüento sou eu, não?
-Desculpe, não quis ser intrometido...
-Tudo bem!
Quando fitei seu rosto com firmeza, e pude dispersar os embaçados da visão turva de álcool, senti um arrepio tomar conta do meu corpo. Ele não era a pessoa mais bonita que havia cruzado o meu caminho, mas com certeza, alguma coisa nele atraia meus olhos. Desviei o olhar, assim que percebi que estava olhando para ele como uma adolescente idiota, e tentei voltar para a pista. E como uma bêbada errante e estúpida, tropecei no primeiro passo, dando a oportunidade dele agarrar-me rapidamente pela cintura, evitando uma queda: -Tem certeza de que ainda vai beber isso? – Ao voltar meus olhos para o meu copo, vi que todo aquele líquido doce e viciante havia sido espalhado pelo chão. –É, acho que não! – Nos olhamos e um riso de ambos foi inevitável.
Ele me recomendou sentar um pouco, e prometeu companhia até que eu pudesse dar conta dos meus passos, que insistiam em errar o caminho. Fiquei um pouco perturbada com aqui, pois parecia que eu tinha desaprendido a andar, e envergonhada pelo vexame. Aquilo era realmente um motivo e tanto para que eu ficasse ali, paradinha, admirando a “paisagem”. Eu já juntaria o útil ao agradável.
A conversa desenrolou fluidamente, e parecia que nos conhecíamos de tempos. Ele tinha um poder imenso de falar sobre tudo, e eu, mais uma vez, me peguei observando aquela figura encantadora com cara de panaca. Percebi que tinha que me policiar quanto a isso, mas ele sempre me desconcentrava e a cena se repetia.
E ele, ah! Ele ministrava as palavras como um palestrante de sucesso. Tinha como magia, o poder de prender a minha atenção em cada gesto, em cada banalidade pronunciada, em cada riso. Tinha um enorme conhecimento do poder de persuasão, e me convencia de seus pensamentos e seus pontos de vista. E facilmente ele me convenceu de me levar para casa. Tudo bem, o meu condicionamento mental não estava dos melhores, e naquele estado eu provavelmente seria convencida por outras pessoas. Mas eu ainda estava consciente o suficiente para negar, se o pedido viesse de alguém que eu não quisesse.
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quinta-feira, 27 de maio de 2010
Medo de Sonhar de novo - 4ª parte
Rio de Janeiro, 15 de outubro de 2004. Aquela com certeza seria a noite da minha vida! Estava esperando por aquela festa desde que eu soube do projeto, na faculdade. Havia uma expectativa boa nos olhos dos alunos naquela tarde; podia-se perceber a ansiedade em cada corpo jovem que passava diante dos meus olhos. Todo o Campus estava em polvorosa, doidos para que a noite caísse, e a festa começasse.
E a noite veio, e os preparativos na república das meninas estava a todo vapor: eram vestidos, blusinhas e calças espalhados pela casa, sem contar as peças íntimas! Essas, com certeza, eram a parte mais importante da vestimenta, nas festas de república. Afinal de contas, você não poderia nunca na sua vida correr o risco de aparecer na frente de um carinha que você saiba que vai rolar um “algo a mais” com uma lingerie furreca!
Roupas escolhidas; maquiagem feita; sapatos nos pés... Todas as meninas da república, finalmente, depois de 3 horas de produção, estavam prontas. Algumas ainda inseguras com as suas dúvidas sobre cores e texturas, mas agora já estava na hora de irmos, e não havia mais tempo para trocas. E então, fomos para a festa da floresta.
A Festa da Floresta é uma festa feita pelo grupo que cursa Biologia, lá na faculdade. Eles organizam esse evento dentro do espaço reservado para os estudos biológicos mesmo, ou seja, dentro de uma espécie de “bosque particular”, que muitas pessoas não têm a mínima idéia de que aquele local existe dentro da área das atividades acadêmicas. Ela acontece uma vez a cada ano, e é famosíssima entre os estudantes, dentre tudo pela liberdade que proporciona, por não ser uma festa “entre quatro paredes”. E a liberdade se estende para os adeptos de qualquer coisa. É, realmente, uma festa muito... liberal e natural.
Chegando no espaço do Bosque, cada uma das 5 meninas da república recebeu um colar cheio de flores coloridas, e foram advertidas contra “os perigos da floresta”. Uma forma descontraída de recepcionar os convidados. Juntamente com o colar, algumas propostas de drinks clássicos, mas aparentemente exóticos, batizados com nomes de animais e plantas.
Eu, como sempre, fui verificar a pista de dança, pois é realmente o que eu gosto de fazer: dançar! Verifiquei minuciosamente o estilo das músicas com o DJ, a fim de preparar meu repertório de passos. Observei também cada pessoa que já estava animadinha e arriscando algumas coisas mais ousadas no meio do salão improvisado, entre árvores e folhas caídas. Confesso que tudo aquilo era estranhamente excitante, dava asas à imaginação.
Me juntei às minhas amigas novamente, adiantando um pouco das novidades obtidas com o DJ e com as minhas bisbilhotices. Fomos eufóricas comprar algumas bebidas conhecidamente estranhas: pedi uma maçã selvagem (uma mistura louca de Bacardi de maçã verde com energético). E dali, direto para a pista de dança.
Nossa juventude transpirava pelos poros, enquanto dançávamos e nos insinuávamos para as pessoas ao redor, ou até mesmo para ninguém. As bebidas, a felicidade, tudo aqui transmitia uma energia muito boa. Consequentemente, atraíamos os olhares alheios, ainda que tímidos, ou descarados, para aquele grupo inconseqüente e louco; mas muito divertido.
Após a terceira maçã selvagem, entrei no estado de letargia mental. Confesso que não sou a pessoa mais forte do mundo, para bebidas. Mas aquilo era bom, me liberava um pouco mais, e me dava coragem para fazer coisas que, sóbria, eu não faria nem que me pagassem.
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E a noite veio, e os preparativos na república das meninas estava a todo vapor: eram vestidos, blusinhas e calças espalhados pela casa, sem contar as peças íntimas! Essas, com certeza, eram a parte mais importante da vestimenta, nas festas de república. Afinal de contas, você não poderia nunca na sua vida correr o risco de aparecer na frente de um carinha que você saiba que vai rolar um “algo a mais” com uma lingerie furreca!
Roupas escolhidas; maquiagem feita; sapatos nos pés... Todas as meninas da república, finalmente, depois de 3 horas de produção, estavam prontas. Algumas ainda inseguras com as suas dúvidas sobre cores e texturas, mas agora já estava na hora de irmos, e não havia mais tempo para trocas. E então, fomos para a festa da floresta.
A Festa da Floresta é uma festa feita pelo grupo que cursa Biologia, lá na faculdade. Eles organizam esse evento dentro do espaço reservado para os estudos biológicos mesmo, ou seja, dentro de uma espécie de “bosque particular”, que muitas pessoas não têm a mínima idéia de que aquele local existe dentro da área das atividades acadêmicas. Ela acontece uma vez a cada ano, e é famosíssima entre os estudantes, dentre tudo pela liberdade que proporciona, por não ser uma festa “entre quatro paredes”. E a liberdade se estende para os adeptos de qualquer coisa. É, realmente, uma festa muito... liberal e natural.
Chegando no espaço do Bosque, cada uma das 5 meninas da república recebeu um colar cheio de flores coloridas, e foram advertidas contra “os perigos da floresta”. Uma forma descontraída de recepcionar os convidados. Juntamente com o colar, algumas propostas de drinks clássicos, mas aparentemente exóticos, batizados com nomes de animais e plantas.
Eu, como sempre, fui verificar a pista de dança, pois é realmente o que eu gosto de fazer: dançar! Verifiquei minuciosamente o estilo das músicas com o DJ, a fim de preparar meu repertório de passos. Observei também cada pessoa que já estava animadinha e arriscando algumas coisas mais ousadas no meio do salão improvisado, entre árvores e folhas caídas. Confesso que tudo aquilo era estranhamente excitante, dava asas à imaginação.
Me juntei às minhas amigas novamente, adiantando um pouco das novidades obtidas com o DJ e com as minhas bisbilhotices. Fomos eufóricas comprar algumas bebidas conhecidamente estranhas: pedi uma maçã selvagem (uma mistura louca de Bacardi de maçã verde com energético). E dali, direto para a pista de dança.
Nossa juventude transpirava pelos poros, enquanto dançávamos e nos insinuávamos para as pessoas ao redor, ou até mesmo para ninguém. As bebidas, a felicidade, tudo aqui transmitia uma energia muito boa. Consequentemente, atraíamos os olhares alheios, ainda que tímidos, ou descarados, para aquele grupo inconseqüente e louco; mas muito divertido.
Após a terceira maçã selvagem, entrei no estado de letargia mental. Confesso que não sou a pessoa mais forte do mundo, para bebidas. Mas aquilo era bom, me liberava um pouco mais, e me dava coragem para fazer coisas que, sóbria, eu não faria nem que me pagassem.
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Medo de Sonhar de novo - 3ª parte
Sobressaltada, acordei com o telefone tocando novamente. E esquecendo os episódios anteriores, não me preocupei em olhar quem me ligava, apenas atendi. –Alô!, e a resposta foi apenas um silêncio mudo e forçado do outro lado. Levantei rapidamente da minha posição sonolenta e arrisquei mais algumas tentativas de comunicação, e nada. Então coloquei o telefone rente aos meus olhos. Era aquela ligação de novo! Retornei o telefone aos meus ouvidos, correspondendo ao silencio que vinha do lado oposto. Então pude perceber a respiração de alguém.
-Olha, tem alguém ai? Se não falar nada, eu vou desligar!
-Tu, tu, tu, tu, tu...
Era ele, eu tinha certeza! Aparecendo na minha vida mais uma vez, para me infernizar. As lembranças que aquela ligação me trazia não eram nada agradáveis. Uma onda de pânico tomou conta de mim, e sem pensar direito no que fazer, desliguei o celular.
Involuntariamente a minha vontade, algumas lágrimas escaparam dos meus olhos, e eu me recostei novamente sobre meu sofá. Não, não era possível que tudo aquilo recomeçaria, mais uma vez! E de algumas lágrimas, vi uma cachoeira descer pelo meu rosto. Fiquei ali, parada e chorando, no sofá, por um longo momento. Não conseguia entender aquilo tudo, não conseguia achar um por quê.
Mas enxuguei as minhas lágrimas, e fui me recompor. Desde a última vez que ele apareceu na minha vida, tinha prometido a mim mesma que não me abalaria por ele, nunca mais. Fui tomar um banho, eu precisava relaxar. Estava tensa demais para mentalizar qualquer coisa, e até mesmo deixar a mente vazia era um esforço maior do que o que eu poderia conseguir.
Dessa vez, as massagens corporais não tinham a intenção de aliviar o estresse do dia a dia, mas sim de expulsar da minha memória aquelas lembranças. E quanto mais eu tentava me libertar, mas elas ardiam na minha mente
...
-Olha, tem alguém ai? Se não falar nada, eu vou desligar!
-Tu, tu, tu, tu, tu...
Era ele, eu tinha certeza! Aparecendo na minha vida mais uma vez, para me infernizar. As lembranças que aquela ligação me trazia não eram nada agradáveis. Uma onda de pânico tomou conta de mim, e sem pensar direito no que fazer, desliguei o celular.
Involuntariamente a minha vontade, algumas lágrimas escaparam dos meus olhos, e eu me recostei novamente sobre meu sofá. Não, não era possível que tudo aquilo recomeçaria, mais uma vez! E de algumas lágrimas, vi uma cachoeira descer pelo meu rosto. Fiquei ali, parada e chorando, no sofá, por um longo momento. Não conseguia entender aquilo tudo, não conseguia achar um por quê.
Mas enxuguei as minhas lágrimas, e fui me recompor. Desde a última vez que ele apareceu na minha vida, tinha prometido a mim mesma que não me abalaria por ele, nunca mais. Fui tomar um banho, eu precisava relaxar. Estava tensa demais para mentalizar qualquer coisa, e até mesmo deixar a mente vazia era um esforço maior do que o que eu poderia conseguir.
Dessa vez, as massagens corporais não tinham a intenção de aliviar o estresse do dia a dia, mas sim de expulsar da minha memória aquelas lembranças. E quanto mais eu tentava me libertar, mas elas ardiam na minha mente
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quarta-feira, 26 de maio de 2010
Medo de Sonhar de novo - 2ª parte
Biiiip, biiiiip, biiiiiip... (Ei, eeeeeei, acorda menina! Tá na hora!)
Hã, hã... O que? Ahhhh, despertador!!! Huuuuuuuum... Bom dia pra mim!
Essa era uma das vantagens de ter sua independência e morar sozinha! Você pode acordar de bom humor, de mau humor, acordar feliz e dar bom dia para o espelho, ou acordar triste e não ter a obrigação de sorrir para os outros.
Levantei-me e me deparei com o espelho novamente. Lembrei do último pensamento antes de dormir (estou ficando velha) e agora, emendei com um “Preciso arrumar alguém, antes que o tempo me leve”. Foi quando fui tomada pela onda de medo que me atacou naquela madrugada. Lembrei da ligação, e ainda assim, não me recordava se tudo aquilo não passava de um sonho. De qualquer forma, retornei a ligação da minha mãe, querendo saber se ela estava melhor.
-Alô!
-Oi mãe... Tudo bem com a senhora?
-Oi querida! Tudo sim, e você? Dormiu?
-Dormi sim... E a senhora? Sem mais sonhos?
-Sim, minha filha! Dormi como um bebê!
-(risos) Ok, mãe, só te liguei para saber se a senhora estava bem! Bom dia!
-Nossa, as coisas mudaram de ordem hoje?! (risos) Bom dia, minha filha! Bom dia para você também. Beijos, tchau!
-Tchau!
E assim, iniciei mais um dia de labuta. Mas sempre dispersa em meus pensamentos. Todo o tempo livre que eu tinha, era acometida com lembranças da noite anterior, aquele telefonema realmente mexeu com a minha cabeça. Resolvi, então, checar mais uma vez as ligações do meu telefone e... -Ué? Cadê a ligação? Fiquei mais confusa do que estava... O medo se transformou num colapso mental. Eu não entendia o que havia acontecido. Como? Quando? Onde? POR QUÊ?
Já não sabia mais o que pensar, a partir dali, e não tinha mais condições de trabalhar. Comecei a me sentir mal, e pedi dispensa, para voltar para casa.
À caminho de casa, pela distração dos novos fatos que eu não conseguia aceitar devidamente, avancei o sinal e quase bati com o carro... Depois de meia hora de sermão sobre como dirigir no trânsito, pelo motorista que se livrou por pouco de uma bela batida em seu carro, e eu, pelo belo custo que economizei, fui dispensada do falatório e tentei me concentrar no objetivo de chegar à casa VIVA!
Resolvi comer um pouco, assim que cheguei a casa. Meu estômago acusou o que a minha percepção não notou: por eu estar ocupada demais em pensar no que havia acontecido, e procurar explicações lógicas, acabei esquecendo-me de comer. Mais um ronco, e bom, acho melhor esquentar alguma coisa rápido!
Liguei a TV, sentei em meu sofá-cama e ali pude imergir na inércia de pensamentos turbulentos. Assistindo à todas aquelas informações, meu pensamento foi divagando, até perder-se completamente nos anúncios de novas coleções de outono-inverno e tendências comestíveis. Acabei adormecendo sob o controle remoto e almofadas decorativas.
...
Hã, hã... O que? Ahhhh, despertador!!! Huuuuuuuum... Bom dia pra mim!
Essa era uma das vantagens de ter sua independência e morar sozinha! Você pode acordar de bom humor, de mau humor, acordar feliz e dar bom dia para o espelho, ou acordar triste e não ter a obrigação de sorrir para os outros.
Levantei-me e me deparei com o espelho novamente. Lembrei do último pensamento antes de dormir (estou ficando velha) e agora, emendei com um “Preciso arrumar alguém, antes que o tempo me leve”. Foi quando fui tomada pela onda de medo que me atacou naquela madrugada. Lembrei da ligação, e ainda assim, não me recordava se tudo aquilo não passava de um sonho. De qualquer forma, retornei a ligação da minha mãe, querendo saber se ela estava melhor.
-Alô!
-Oi mãe... Tudo bem com a senhora?
-Oi querida! Tudo sim, e você? Dormiu?
-Dormi sim... E a senhora? Sem mais sonhos?
-Sim, minha filha! Dormi como um bebê!
-(risos) Ok, mãe, só te liguei para saber se a senhora estava bem! Bom dia!
-Nossa, as coisas mudaram de ordem hoje?! (risos) Bom dia, minha filha! Bom dia para você também. Beijos, tchau!
-Tchau!
E assim, iniciei mais um dia de labuta. Mas sempre dispersa em meus pensamentos. Todo o tempo livre que eu tinha, era acometida com lembranças da noite anterior, aquele telefonema realmente mexeu com a minha cabeça. Resolvi, então, checar mais uma vez as ligações do meu telefone e... -Ué? Cadê a ligação? Fiquei mais confusa do que estava... O medo se transformou num colapso mental. Eu não entendia o que havia acontecido. Como? Quando? Onde? POR QUÊ?
Já não sabia mais o que pensar, a partir dali, e não tinha mais condições de trabalhar. Comecei a me sentir mal, e pedi dispensa, para voltar para casa.
À caminho de casa, pela distração dos novos fatos que eu não conseguia aceitar devidamente, avancei o sinal e quase bati com o carro... Depois de meia hora de sermão sobre como dirigir no trânsito, pelo motorista que se livrou por pouco de uma bela batida em seu carro, e eu, pelo belo custo que economizei, fui dispensada do falatório e tentei me concentrar no objetivo de chegar à casa VIVA!
Resolvi comer um pouco, assim que cheguei a casa. Meu estômago acusou o que a minha percepção não notou: por eu estar ocupada demais em pensar no que havia acontecido, e procurar explicações lógicas, acabei esquecendo-me de comer. Mais um ronco, e bom, acho melhor esquentar alguma coisa rápido!
Liguei a TV, sentei em meu sofá-cama e ali pude imergir na inércia de pensamentos turbulentos. Assistindo à todas aquelas informações, meu pensamento foi divagando, até perder-se completamente nos anúncios de novas coleções de outono-inverno e tendências comestíveis. Acabei adormecendo sob o controle remoto e almofadas decorativas.
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Medo de Sonhar de novo - 1ª parte
Depois de um dia exaustivo de trabalho, ao chegar em casa, tive aquela sensação de "lar doce lar". Retirei meus sapatos e os coloquei no local usual. Fui ao banheiro e me despi, e em seguida tomei uma deliciosa ducha, com água morna, sabonetes e shampoo. Fiz questão de massagear cada parte do meu corpo, como se expurgasse aquele cansaço, aquele peso de um dia árduo.
Voltei para o meu quarto, enrolada em uma toalha púrpura, vesti meus paramentos próprios para dormir. Com a toalha agora enrolada nos cabelos, fitei meu espelho e pensei: "Nossa... como o tempo passa! Estou ficando velha!". Fiz meus últimos rituais noturnos, me estiquei perante a cama, e deitei gostosamente naquele aconchego que só a nossa cama propicia. Alguns socos leves para ajeitar o travesseiro e, pronto! "Agora é só esperar o sono vir!".
Acordei com o telefone tocando. Assustada, fui logo verificar a bina, para saber quem era o ser que me perturbava tão tarde da noite. Não pude acreditar quando vi aquele nome gravado na tela do celular, porque aquilo não era humanamente possível. Resolvi não atender, e uma confusão mental tomou conta de mim.
Levantei e fui preparar o café, ainda que muito antes do horário de todos os dias. Liguei as luzes da casa, e a TV, para verificar se tudo corria normalmente. E aparentemente, nada havia saído dos eixos. Fui organizar algumas coisas do trabalho, para ocupar a mente. Com uma ligação daquelas, era certo que eu não voltaria a dormir tão cedo.
Mais uma vez o telefone tocou, e um arrepio tomou conta de todo o meu corpo. Hesitei um pouco antes de verificar novamente o telefone, mas a curiosidade era maior que o receio. Ufa! Era a minha mãe.
-Alô, querida?
-Oi mãe!
-Tá tudo bem por ai?
-Aparentemente sim, por quê?
-Sonhei com você quase agora. Não era um sonho muito bom, e eu fiquei preocupada. Resolvi checar.
-Ah...
-Já estava acordada?
-Já sim, mãe... Acordei por causa de um sonho também (menti). Mas fique tranqüila, está tudo bem! Boa noite mãe (tentei me desvencilhar).
-Ok, querida! Boa noite! E vá dormir, mocinha...
-Tá boooom! Boa noite!
Só mais tarde saberia que não deveria ter mentido para ela. Mas até ali, eu mesma não sabia distinguir ao certo o que era sonho e o que era realidade. Mas, resolvi checar as últimas chamadas registradas do meu celular. E não é que aquele nome que causava arrepios estava realmente gravado na memória das chamadas perdidas?
Sentindo o meu corpo quase nocauteado pelo cansaço da semana, resolvi tentar voltar para a cama e aproveitar os últimos momentos de relaxamento que eu tinha, se é que depois daquela ligação, eu conseguiria.Mas sim, fui arrebatada por um sono pesado, que não me deu tempo nem de completar a última respiração longa, antes de fechar completamente os olhos.
...
Voltei para o meu quarto, enrolada em uma toalha púrpura, vesti meus paramentos próprios para dormir. Com a toalha agora enrolada nos cabelos, fitei meu espelho e pensei: "Nossa... como o tempo passa! Estou ficando velha!". Fiz meus últimos rituais noturnos, me estiquei perante a cama, e deitei gostosamente naquele aconchego que só a nossa cama propicia. Alguns socos leves para ajeitar o travesseiro e, pronto! "Agora é só esperar o sono vir!".
Acordei com o telefone tocando. Assustada, fui logo verificar a bina, para saber quem era o ser que me perturbava tão tarde da noite. Não pude acreditar quando vi aquele nome gravado na tela do celular, porque aquilo não era humanamente possível. Resolvi não atender, e uma confusão mental tomou conta de mim.
Levantei e fui preparar o café, ainda que muito antes do horário de todos os dias. Liguei as luzes da casa, e a TV, para verificar se tudo corria normalmente. E aparentemente, nada havia saído dos eixos. Fui organizar algumas coisas do trabalho, para ocupar a mente. Com uma ligação daquelas, era certo que eu não voltaria a dormir tão cedo.
Mais uma vez o telefone tocou, e um arrepio tomou conta de todo o meu corpo. Hesitei um pouco antes de verificar novamente o telefone, mas a curiosidade era maior que o receio. Ufa! Era a minha mãe.
-Alô, querida?
-Oi mãe!
-Tá tudo bem por ai?
-Aparentemente sim, por quê?
-Sonhei com você quase agora. Não era um sonho muito bom, e eu fiquei preocupada. Resolvi checar.
-Ah...
-Já estava acordada?
-Já sim, mãe... Acordei por causa de um sonho também (menti). Mas fique tranqüila, está tudo bem! Boa noite mãe (tentei me desvencilhar).
-Ok, querida! Boa noite! E vá dormir, mocinha...
-Tá boooom! Boa noite!
Só mais tarde saberia que não deveria ter mentido para ela. Mas até ali, eu mesma não sabia distinguir ao certo o que era sonho e o que era realidade. Mas, resolvi checar as últimas chamadas registradas do meu celular. E não é que aquele nome que causava arrepios estava realmente gravado na memória das chamadas perdidas?
Sentindo o meu corpo quase nocauteado pelo cansaço da semana, resolvi tentar voltar para a cama e aproveitar os últimos momentos de relaxamento que eu tinha, se é que depois daquela ligação, eu conseguiria.Mas sim, fui arrebatada por um sono pesado, que não me deu tempo nem de completar a última respiração longa, antes de fechar completamente os olhos.
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terça-feira, 25 de maio de 2010
Diário 7 - Desabafo do coração
Boa tarde a todos!!!
Parte da minha "alegria momentânea" de hoje vem do fato de eu ter descoberto meios secundários para reencontrá-los no meu horário normal... Agora posso matar as saudades um pouco mais frequentemente.
Porém, digo momentânea, porque hoje recebi uma notícia muito triste, mas para que eu me faça entender, eu preciso voltar no tempo, e deixá-los informados.
Já faz muito tempo que ando maturando uma ideia que me consome todos os dias. Independente de todas as coisas que acontecem no meu dia a dia, sempre tive uma grande vontade (reprimida) de sair de casa. Conquistar a independência sempre é algo muito comum entre as mulheres de hoje em dia.
A expressão "maturando" foi usada, porque internamente, tinha resolvido comigo mesma que essa ideia só seria exteriorizada quando eu me sentisse completamente capaz de arcar com as consequências que esse ato poderia me trazer, na minha vida pessoal, profissional, social. Ou seja, em todos os setores da minha vida. Só não esperava que eu recebesse a reação que recebi, quando me achei devidamente adulta.
Por falta de tempo, e pela praticidade, escrevi um e-mail contando esse meu desejo interno de sair de casa, para a minha mãe, juntamente a uma proposta recebida de uma amiga, de ir morar com ela.
Sim, eu sei... O assunto é delicado demais para ser tratado dessa forma, e escrever um e-mail nunca é a forma mais sociável, sadia e interessante de abordar qualquer assunto. Mas só queria deixá-la a par dos novos acontecimentos.
Achei que tomar uma atitude dessas, mostrá-la o quão responsável quero me tornar, por mim mesma; as atitudes maduras; essa ânsia de conhecer o mundo afora, só a deixariam orgulhosa de mim, vendo que tinha alcançado êxito na criação de um dos seus filhos, que agora está pronto para voar com as suas próprias asas. E me enganei redondamente.
Ao invés disso, recebi um e-mail ríspido, banhado em veneno, com pontas afiadas, a fim de machucar e envenenar meu sonho de infância. Sem querer, arranhei a face da minha mãe, e recebi como resposta um soco na boca do estômago.
Fui mal interpretada, e talvez precipitada em minhas palavras, e o baque de uma ruptura no cordão umbilical imaginário fez com que a leonina que habita em minha mãe reagisse, querendo proteger a cria, contra tudo e todos. E a minha esperança de menina mulher, que aguardava ansiosa por um sorriso de apoio, foi atingida pela ira das patas da leoa.
Respirei fundo, contei até 100, 200... Relutei contra a vontade de deixar que o marejar dos olhos transbordassem, e se transformassem numa cachoeira sem fim. Porque é nisso que eu me transformo, quando desato a chorar.
Pela minha decisão, estou intimada a fazer parte de um julgamento familiar que ocorrerá próximo ao fim de semana, onde eu, pelo visto, sou réu cofesso.
Não critico o olhar de mãe. Não a culpo por ter me magoado dessa forma. Sei que, como eu disse a ela, a galinha quando choca seus ovos, quer os pintinhos bem debaixo das suas asinhas. A resposta foi que pata de galinha não mata pinto. Mas pintinhos viram pintos, e depois galos/galinhas.
O que ela não entende é que NÃO HÁ um motivo em especial em eu querer sair de casa. É simplesmente o MEU QUERER, é achar que já estou mais do que macaca velha para ficar dependendo de pai e mãe. É perceber que já tenho que começar a dar os meus próprios passos sozinha. É seguir uma lei natural da vida, independente do motivo que acompanhe essa atitude. Não é abandono de lar, enjoo da mesma casa, erro de criação e principalmente, não é falta de amor!
É simplesmente saber que hoje em dia, não criamos filhos para nós mesmos, e sim para o mundo. E que cada um tem seu tem e sua hora de perceber quando é chegado o momento de encarar o mundo de frente. E eu acho que o meu chegou.
Posso sim, cometer burradas, enfiar os pés pelas mãos mas, quem nunca os cometeu, que atire a primeira pedra!
Parte da minha "alegria momentânea" de hoje vem do fato de eu ter descoberto meios secundários para reencontrá-los no meu horário normal... Agora posso matar as saudades um pouco mais frequentemente.
Porém, digo momentânea, porque hoje recebi uma notícia muito triste, mas para que eu me faça entender, eu preciso voltar no tempo, e deixá-los informados.
Já faz muito tempo que ando maturando uma ideia que me consome todos os dias. Independente de todas as coisas que acontecem no meu dia a dia, sempre tive uma grande vontade (reprimida) de sair de casa. Conquistar a independência sempre é algo muito comum entre as mulheres de hoje em dia.
A expressão "maturando" foi usada, porque internamente, tinha resolvido comigo mesma que essa ideia só seria exteriorizada quando eu me sentisse completamente capaz de arcar com as consequências que esse ato poderia me trazer, na minha vida pessoal, profissional, social. Ou seja, em todos os setores da minha vida. Só não esperava que eu recebesse a reação que recebi, quando me achei devidamente adulta.
Por falta de tempo, e pela praticidade, escrevi um e-mail contando esse meu desejo interno de sair de casa, para a minha mãe, juntamente a uma proposta recebida de uma amiga, de ir morar com ela.
Sim, eu sei... O assunto é delicado demais para ser tratado dessa forma, e escrever um e-mail nunca é a forma mais sociável, sadia e interessante de abordar qualquer assunto. Mas só queria deixá-la a par dos novos acontecimentos.
Achei que tomar uma atitude dessas, mostrá-la o quão responsável quero me tornar, por mim mesma; as atitudes maduras; essa ânsia de conhecer o mundo afora, só a deixariam orgulhosa de mim, vendo que tinha alcançado êxito na criação de um dos seus filhos, que agora está pronto para voar com as suas próprias asas. E me enganei redondamente.
Ao invés disso, recebi um e-mail ríspido, banhado em veneno, com pontas afiadas, a fim de machucar e envenenar meu sonho de infância. Sem querer, arranhei a face da minha mãe, e recebi como resposta um soco na boca do estômago.
Fui mal interpretada, e talvez precipitada em minhas palavras, e o baque de uma ruptura no cordão umbilical imaginário fez com que a leonina que habita em minha mãe reagisse, querendo proteger a cria, contra tudo e todos. E a minha esperança de menina mulher, que aguardava ansiosa por um sorriso de apoio, foi atingida pela ira das patas da leoa.
Respirei fundo, contei até 100, 200... Relutei contra a vontade de deixar que o marejar dos olhos transbordassem, e se transformassem numa cachoeira sem fim. Porque é nisso que eu me transformo, quando desato a chorar.
Pela minha decisão, estou intimada a fazer parte de um julgamento familiar que ocorrerá próximo ao fim de semana, onde eu, pelo visto, sou réu cofesso.
Não critico o olhar de mãe. Não a culpo por ter me magoado dessa forma. Sei que, como eu disse a ela, a galinha quando choca seus ovos, quer os pintinhos bem debaixo das suas asinhas. A resposta foi que pata de galinha não mata pinto. Mas pintinhos viram pintos, e depois galos/galinhas.
O que ela não entende é que NÃO HÁ um motivo em especial em eu querer sair de casa. É simplesmente o MEU QUERER, é achar que já estou mais do que macaca velha para ficar dependendo de pai e mãe. É perceber que já tenho que começar a dar os meus próprios passos sozinha. É seguir uma lei natural da vida, independente do motivo que acompanhe essa atitude. Não é abandono de lar, enjoo da mesma casa, erro de criação e principalmente, não é falta de amor!
É simplesmente saber que hoje em dia, não criamos filhos para nós mesmos, e sim para o mundo. E que cada um tem seu tem e sua hora de perceber quando é chegado o momento de encarar o mundo de frente. E eu acho que o meu chegou.
Posso sim, cometer burradas, enfiar os pés pelas mãos mas, quem nunca os cometeu, que atire a primeira pedra!
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Um vírus letal, vital
Eu já sabia que em alguma hora eu me curaria dessa doença, mas não esperava que fosse desse jeito. Não tinha a mínima idéia de como as coisas aconteceriam. E não esperava sofrer tanto com uma despedida não realizada.
Os momentos juntos, ainda que raros, foram responsáveis por uma constante alegria que habitava meu ser, promoveram a felicidade instantânea, sempre acompanhada de situações inusitadas.
A sua presença, sussurrando juras nada eternas me causavam um arrepio dorsal, uma moleza corpórea que muitas vezes me fazia parecer enfêrma. Acho até que eu estava realmente adoecendo. Minha consciência deveria estar surda, porque todos os alertas contra essas reações foram feitos, e ainda assim, a enfermidade tomou conta de mim.
É, eu estava adoecendo, e rapidamente. E eu percebi, pois as outras pessoas reparavam que a minha fisionomia mudara. Meu comportamento também. Aquele vírus tinha se instalado no coração, e lá, meu querido amigo, é terra onde ninguém pisa... Nem nós mesmos.
Talvez esse vírus insolente tenha se aproveitado do meu momento de imunidade baixa... Mal havia acabado de me levantar de uma gripe amorosa mortal, e me vi predisposta a deixar que meu coração fosse inundado de uma nova alegria, mais viva, mais espoleta, que arrebatava. Quando eu peguei essa virose, estava tão distraída, que nem ouvi o alarme que soava em minha cabeça. Quando eu percebi, já era tarde demais.
Óbvio que a minha resistência é muito boa, e isso me fez ter mais tempo, antes que esse vírus fizesse um estrago geral, causando uma perda total de sentidos. Até que eu percebesse que estava adoecendo, não me vi em fase terminal, e tenho que agradecer por isso.
Mas também fico feliz em saber que ainda sou saudável o suficiente, para poder adoecer... Tinha receio de ter perdido a melhor parte de mim para as cicatrizes de um passado que prefiro nem comentar. Cachorro morto não se chuta.
Voltando ao assunto, ao perceber o estado em que me encontrava, procurei especialistas no caso, consultei pessoas que conheciam o vírus que me invadia, para saber quais as precauções tomar. Queria saber se seria melhor deixar o vírus em mim, ou tentar expulsá-lo com métodos receitados.
Esse ser minúsculo não tinha tomado só o coração, mas também os pensamentos. Eu queria deixá-lo viver, lá dentro... Internamente, eu gostava de me sentir daquele jeito, mas todas as vezes que os sintomas passavam, eu caia em depressão e isso não era legal. E, enfim, eu acordei e decidi que iria tomar as providências necessárias. Desisti de tê-lo em mim, expurguei o vírus da minha vida, e espero que meu sistema imunológico tenha armazenado as suas informações, para me proteger de uma nova investida.
No fim, descobri que gostar de alguém é como adquirir um vírus. Um vírus que pode ter dois lados... É como se quando você quisesse estar doente, aquilo te propiciasse uma alegria imensa, mas quando você não quer viver aquilo, um tormento a cada sintoma tomasse conta de você.
E então, quem sabe um dia eu queira estar doente, mas por um vírus que me faça bem. Um vírus que seja letal, mas vital.
Os momentos juntos, ainda que raros, foram responsáveis por uma constante alegria que habitava meu ser, promoveram a felicidade instantânea, sempre acompanhada de situações inusitadas.
A sua presença, sussurrando juras nada eternas me causavam um arrepio dorsal, uma moleza corpórea que muitas vezes me fazia parecer enfêrma. Acho até que eu estava realmente adoecendo. Minha consciência deveria estar surda, porque todos os alertas contra essas reações foram feitos, e ainda assim, a enfermidade tomou conta de mim.
É, eu estava adoecendo, e rapidamente. E eu percebi, pois as outras pessoas reparavam que a minha fisionomia mudara. Meu comportamento também. Aquele vírus tinha se instalado no coração, e lá, meu querido amigo, é terra onde ninguém pisa... Nem nós mesmos.
Talvez esse vírus insolente tenha se aproveitado do meu momento de imunidade baixa... Mal havia acabado de me levantar de uma gripe amorosa mortal, e me vi predisposta a deixar que meu coração fosse inundado de uma nova alegria, mais viva, mais espoleta, que arrebatava. Quando eu peguei essa virose, estava tão distraída, que nem ouvi o alarme que soava em minha cabeça. Quando eu percebi, já era tarde demais.
Óbvio que a minha resistência é muito boa, e isso me fez ter mais tempo, antes que esse vírus fizesse um estrago geral, causando uma perda total de sentidos. Até que eu percebesse que estava adoecendo, não me vi em fase terminal, e tenho que agradecer por isso.
Mas também fico feliz em saber que ainda sou saudável o suficiente, para poder adoecer... Tinha receio de ter perdido a melhor parte de mim para as cicatrizes de um passado que prefiro nem comentar. Cachorro morto não se chuta.
Voltando ao assunto, ao perceber o estado em que me encontrava, procurei especialistas no caso, consultei pessoas que conheciam o vírus que me invadia, para saber quais as precauções tomar. Queria saber se seria melhor deixar o vírus em mim, ou tentar expulsá-lo com métodos receitados.
Esse ser minúsculo não tinha tomado só o coração, mas também os pensamentos. Eu queria deixá-lo viver, lá dentro... Internamente, eu gostava de me sentir daquele jeito, mas todas as vezes que os sintomas passavam, eu caia em depressão e isso não era legal. E, enfim, eu acordei e decidi que iria tomar as providências necessárias. Desisti de tê-lo em mim, expurguei o vírus da minha vida, e espero que meu sistema imunológico tenha armazenado as suas informações, para me proteger de uma nova investida.
No fim, descobri que gostar de alguém é como adquirir um vírus. Um vírus que pode ter dois lados... É como se quando você quisesse estar doente, aquilo te propiciasse uma alegria imensa, mas quando você não quer viver aquilo, um tormento a cada sintoma tomasse conta de você.
E então, quem sabe um dia eu queira estar doente, mas por um vírus que me faça bem. Um vírus que seja letal, mas vital.
Desprendimento pessoal
Aprendendo novas lições com meus amigos, descobri que há, de alguma forma, como trabalhar o desprendimento pessoal. Como assim? Uma forma de você não se apegar às pessoas de uma maneira intensa, que possa causar transtornos.
Que tipos de transtorno? Ciúmes, brigas, gostar demais, desilusão... Sim, as pessoas que fazem parte da nossa vida, mesmo que não sejam de um relacionamento amoroso, nos desiludem. Isso porque nós, involuntariamente, depositamos nas outras pessoas expectativas que não deveriam ser depositadas. Esperamos demais das atitudes dos outros, e quando as atitudes não vêm, o sofrimento é praticamente inevitável. Isso é um comportamento normal e natural do ser humano, não se desespere!!!
Com isso, vi que talvez, entrando na onda da prática do desprendimento pessoal, a gente aprenda a fazer mais e esperar menos dos outros. Esperando menos, a gente se desilude menos, sofre menos e... Aproveita mais o bom da vida... Aliás, a gente produz mais, uma vez que o nosso comportamento passa de esperar à praticar. Praticando mais, as pessoas vêem que de você saem as atitudes esperadas, e a vida vira um ciclo... “Roda mundo, roda gigante”, como dizia Chico Buarque!
Por isso, meus queridos, vamos todos praticar o desprendimento pessoal... Sendo a vida um ciclo, as coisas começarão a acontecer, mas a primeira atitude deve partir de nós mesmos!
Que tipos de transtorno? Ciúmes, brigas, gostar demais, desilusão... Sim, as pessoas que fazem parte da nossa vida, mesmo que não sejam de um relacionamento amoroso, nos desiludem. Isso porque nós, involuntariamente, depositamos nas outras pessoas expectativas que não deveriam ser depositadas. Esperamos demais das atitudes dos outros, e quando as atitudes não vêm, o sofrimento é praticamente inevitável. Isso é um comportamento normal e natural do ser humano, não se desespere!!!
Com isso, vi que talvez, entrando na onda da prática do desprendimento pessoal, a gente aprenda a fazer mais e esperar menos dos outros. Esperando menos, a gente se desilude menos, sofre menos e... Aproveita mais o bom da vida... Aliás, a gente produz mais, uma vez que o nosso comportamento passa de esperar à praticar. Praticando mais, as pessoas vêem que de você saem as atitudes esperadas, e a vida vira um ciclo... “Roda mundo, roda gigante”, como dizia Chico Buarque!
Por isso, meus queridos, vamos todos praticar o desprendimento pessoal... Sendo a vida um ciclo, as coisas começarão a acontecer, mas a primeira atitude deve partir de nós mesmos!
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Quanto tempo o tempo tem?
E o mundo dá voltas, e parte e volta ao mesmo ponto de onde iniciou sua jornada. Ainda assim, a carga de experiências e conhecimentos adquiridos a cada volta que damos, nos torna novas pessoas, ainda que as mesmas.
Surpreendo-me com a velocidade e voracidade que o tempo tem em consumir todo o tempo reservado a outras coisas, que não a trabalho ou compromissos. Já não tenho todo o tempo do mundo para dar atenção aos meus amigos, para papear e jogar conversa fora na esquina. Mas sempre que posso, procuro dar atenção, mesmo que virtualmente; mas ainda assim, para mim, não é suficientemente bom.
Não tenho tempo para ir ao comércio do meu bairro, a fim de procurar novas roupas, novos sapatos, novas tendências da moda. Mas sempre que posso, vou dando o meu “jeitinho” de brasileiro, apertando aqui ou ali, indo a outros centros comerciais, como os do Centro da Cidade. Mas ainda assim, para mim, não é suficientemente bom.
Já não sei mais o que é namorar em casa, e por esse motivo hoje me encontro solteira. Não gosto da ideia de namorar apenas para corresponder a um status da sociedade de “não encalhada”. Estar com outras pessoas exige atenção, dedicação, carinho, afeto, respeito... Coisas que, recentemente, não tenho encontrado nem para e por mim, direito. Meu sono, minhas necessidades físicas, tudo isso violado ou parcialmente retirado de mim, por mim mesma, por uma exigência emergencial de mundo.
E então, o que fazer para melhorar? Parar de trabalhar? Não nos relacionarmos com outras pessoas? Ignorar as nossas necessidades? Olha amo muito meus amigos e meus casos, mas acho que seria injusto cobrá-los as minhas contas, e pedir abrigo em suas casas.
Infelizmente, por mais que eu pense em uma solução saudável, não consigo chegar a uma conclusão lógica sobre o que poderia ser a solução de todos os problemas do mundo. Mas não sou Deus, e acho que seria muita prepotência minha achar que eu poderia ter essa resposta. Tudo bem que o significado do meu nome pode me salvar, mas não estou muito para piadinhas sem graça.
Bom, conformada, pelo menos, eu já estou... Vou aguardando ansiosamente o dia em que eu poderei me aposentar, curtir mais o meu tempo... Viajar, ter a família junta, conhecer novas coisas, comer coisas antes não vivenciadas. Tudo de uma vez só... Por enquanto, vejo o que posso, conheço quem acho interessante e viajo sempre que for possível, pois a vida não pode parar.
Surpreendo-me com a velocidade e voracidade que o tempo tem em consumir todo o tempo reservado a outras coisas, que não a trabalho ou compromissos. Já não tenho todo o tempo do mundo para dar atenção aos meus amigos, para papear e jogar conversa fora na esquina. Mas sempre que posso, procuro dar atenção, mesmo que virtualmente; mas ainda assim, para mim, não é suficientemente bom.
Não tenho tempo para ir ao comércio do meu bairro, a fim de procurar novas roupas, novos sapatos, novas tendências da moda. Mas sempre que posso, vou dando o meu “jeitinho” de brasileiro, apertando aqui ou ali, indo a outros centros comerciais, como os do Centro da Cidade. Mas ainda assim, para mim, não é suficientemente bom.
Já não sei mais o que é namorar em casa, e por esse motivo hoje me encontro solteira. Não gosto da ideia de namorar apenas para corresponder a um status da sociedade de “não encalhada”. Estar com outras pessoas exige atenção, dedicação, carinho, afeto, respeito... Coisas que, recentemente, não tenho encontrado nem para e por mim, direito. Meu sono, minhas necessidades físicas, tudo isso violado ou parcialmente retirado de mim, por mim mesma, por uma exigência emergencial de mundo.
E então, o que fazer para melhorar? Parar de trabalhar? Não nos relacionarmos com outras pessoas? Ignorar as nossas necessidades? Olha amo muito meus amigos e meus casos, mas acho que seria injusto cobrá-los as minhas contas, e pedir abrigo em suas casas.
Infelizmente, por mais que eu pense em uma solução saudável, não consigo chegar a uma conclusão lógica sobre o que poderia ser a solução de todos os problemas do mundo. Mas não sou Deus, e acho que seria muita prepotência minha achar que eu poderia ter essa resposta. Tudo bem que o significado do meu nome pode me salvar, mas não estou muito para piadinhas sem graça.
Bom, conformada, pelo menos, eu já estou... Vou aguardando ansiosamente o dia em que eu poderei me aposentar, curtir mais o meu tempo... Viajar, ter a família junta, conhecer novas coisas, comer coisas antes não vivenciadas. Tudo de uma vez só... Por enquanto, vejo o que posso, conheço quem acho interessante e viajo sempre que for possível, pois a vida não pode parar.
Um beijo, quatro meses, e eu te amo!
Alguém acredita em amor à primeira vista??? E amor pós primeiro beijo? Pois acreditem, tentaram me convencer disso. Claro, com alguns fatores extra osculação. (Rs)
Melhor ainda, foi a proposta que seguiu o trabalho de convencimento. Vou me fazer mais clara.
Como sempre, escrevo aqui não somente as coisas que surgem na minha mente, como alguns relatos e passagens, ainda que modificadas, da minha própria vida. Afinal de contas, todo escritor transmite às suas obras um pouco de si mesmo.
O que aconteceu comigo foi um tanto... Não, bastante inusitado. Eu simplesmente não esperava por essa.
Há um bom tempo atrás (isso é princípio de história longa, está preparado(a)??), adicionei muitos desconhecidos em minha rede de amigos, a fim de inflar as minhas amizades virtuais, e quem sabe, torná-las reais. Dentre essas pessoas, adicionei o primo de um amigo meu, que não cabe citar nomes... Coisas que, aliás, eu não os faço!!!
Esse primo de amigo tinha um comportamente bastante... rude para comigo. As diferenças de mundo em que vivemos pareciam criar uma atmosfera à parte... Dois mundos diferentes dentro da mesma Terra... Melhor, dentro do mesmo bairro. E a cada lição de moral passada, eu lia um "sua mongol... sua idiota... Sua isso e sua aquilo". Até hoje não entendi o porque aquele comportamento não me convenceu de banir aquele ser desprezível da minha lista de amigos.
As lições de moral advinham do comportamento daquele menino rebelde, mais novo que eu, que achava que poderia comprar o mundo com o dinheiro do pai. Achava que esse financiamento gratuito lhe proporcionaria toda a proteção do mundo, inclusive "vida eterna" com uso de drogas e altos riscos com velocidades em carros e motos. Acho que permaneci ali, porque queria convencê-lo, mostrá-lo que o mundo era muito maior do que aquele mundinho fechado dele.
Sempre acreditei que as pessoas passam em nossas vidas, trazendo um mínimo de conhecimento maior, para as nossas vidas. Uma experiência, um carinho diferente, uma nova visão de mundo. E acho que isso me prendeu a ele.
Mesmo sabendo de todas as coisas erradas e certas que ele fazia, permiti que um beijo acontecesse, em uma visita surpresa. Provavelmente fiz aquilo para ver se ele conseguia o que queria e parava de perturbar a minha mente.
E foi só... E não foi só...
Brigas e discussões, e gelos e impaciências... o menino sumiu no mapa... E a sua presença era tão importante para mim, que eu nem senti que ele tinha sumido por mais de quatro meses!!!! E depois desse tempo todo, me surpreendi com as atualizações da página de relacionamento que temos em comum: Vida nova!!! Olha... não é que ele estava sumido?
Hã?? Como?? O que foi que eu perdi?? A curiosidade aguçada, fui procurar saber o que havia acontecido... Depois de tanto tempo... O menino tinha se convertido, entrado para igreja, feito as pazes com pai e madrasta, e toda a família.
Eu fiquei sinceramente feliz... Não pela conversão religiosa de alguém, mas por saber que ele estava se dispondo a modificar a vida, e pronto a encarar o mundo que existia fora daquela bolha de plástico que era seu mundinho particular. E expressei isso à ele.
Foi o suficiente para que ele me visitasse em um fim de semana muito presente. Ao vir, e me achar em casa, pediu para conversar e eu não neguei... Estava extremamente curiosa e a fim de conhecer aquele ser de mesmo corpo, e de nova alma.
E foi assim que eu ouvi, dentre declarações e revelações, um "eu te amo"! Epa, como assim? Quatro meses sumido, um beijo de anos atrás e "eu te amo"??? Meu Deus, que mundo foi esse que ele entrou?
A pessoa estava realmente me assustando... Sua empolgação, disposição a me convencer, felicidade e insinuações, e investidas à conseguir um novo beijo... Me faziam rir por fora, e me desesperar por dentro. Será que as drogas afetaram tanto assim o seu cérebro? Será que a abstinência causa loucura?
Acho que sim, porque logo após a revelação do amor quase que platônico, veio uma proposta maior ainda... - Casa comigo???
Ai, foi demais para os meus fios loiros tingidos por química, e os morenos da raíz que já cresceu... CASAR??? Uma gargalhada brotou do fundo do meu ser, e jorrou da minha boca. Falei que as coisas não funcionam assim, que as pessoas não amam tão loucamente, que se casam tão apressadamente, e que conquistam o sentimento alheio daquela forma. Prometi pensar, e a cada segundo gasto com o assunto, tenho vontade de rir de novo.
Será que estou sendo cruel? Será que a loucura existe? Quem será o certo e o errado nessa história, isso se esses lados existirem.
Eu não sei, mas meu prazo para pensar está acabando, e algumas cobranças estão começando a surgir na minha página de relacionamentos. E eu vou me preparar bem, para não ser má. Óbvio que o relacionamento não existe, não vai existir... Não casaria com alguém que diz que me ama, sem ao menos me conhecer mais do que meus amigos me conhecem. Mas, se a loucura for real, melhor fazer pensar que eu me preocupei com isso. E daí por diante, nem amizade mais. Vai que essa pessoa continue cismada comigo??
Enfim, quanto às cenas dos próximos capítulos, pretendo deixá-los informados... Mas nunca acreditem em alguém que você saia e puff! "Eu te amo!"
Melhor ainda, foi a proposta que seguiu o trabalho de convencimento. Vou me fazer mais clara.
Como sempre, escrevo aqui não somente as coisas que surgem na minha mente, como alguns relatos e passagens, ainda que modificadas, da minha própria vida. Afinal de contas, todo escritor transmite às suas obras um pouco de si mesmo.
O que aconteceu comigo foi um tanto... Não, bastante inusitado. Eu simplesmente não esperava por essa.
Há um bom tempo atrás (isso é princípio de história longa, está preparado(a)??), adicionei muitos desconhecidos em minha rede de amigos, a fim de inflar as minhas amizades virtuais, e quem sabe, torná-las reais. Dentre essas pessoas, adicionei o primo de um amigo meu, que não cabe citar nomes... Coisas que, aliás, eu não os faço!!!
Esse primo de amigo tinha um comportamente bastante... rude para comigo. As diferenças de mundo em que vivemos pareciam criar uma atmosfera à parte... Dois mundos diferentes dentro da mesma Terra... Melhor, dentro do mesmo bairro. E a cada lição de moral passada, eu lia um "sua mongol... sua idiota... Sua isso e sua aquilo". Até hoje não entendi o porque aquele comportamento não me convenceu de banir aquele ser desprezível da minha lista de amigos.
As lições de moral advinham do comportamento daquele menino rebelde, mais novo que eu, que achava que poderia comprar o mundo com o dinheiro do pai. Achava que esse financiamento gratuito lhe proporcionaria toda a proteção do mundo, inclusive "vida eterna" com uso de drogas e altos riscos com velocidades em carros e motos. Acho que permaneci ali, porque queria convencê-lo, mostrá-lo que o mundo era muito maior do que aquele mundinho fechado dele.
Sempre acreditei que as pessoas passam em nossas vidas, trazendo um mínimo de conhecimento maior, para as nossas vidas. Uma experiência, um carinho diferente, uma nova visão de mundo. E acho que isso me prendeu a ele.
Mesmo sabendo de todas as coisas erradas e certas que ele fazia, permiti que um beijo acontecesse, em uma visita surpresa. Provavelmente fiz aquilo para ver se ele conseguia o que queria e parava de perturbar a minha mente.
E foi só... E não foi só...
Brigas e discussões, e gelos e impaciências... o menino sumiu no mapa... E a sua presença era tão importante para mim, que eu nem senti que ele tinha sumido por mais de quatro meses!!!! E depois desse tempo todo, me surpreendi com as atualizações da página de relacionamento que temos em comum: Vida nova!!! Olha... não é que ele estava sumido?
Hã?? Como?? O que foi que eu perdi?? A curiosidade aguçada, fui procurar saber o que havia acontecido... Depois de tanto tempo... O menino tinha se convertido, entrado para igreja, feito as pazes com pai e madrasta, e toda a família.
Eu fiquei sinceramente feliz... Não pela conversão religiosa de alguém, mas por saber que ele estava se dispondo a modificar a vida, e pronto a encarar o mundo que existia fora daquela bolha de plástico que era seu mundinho particular. E expressei isso à ele.
Foi o suficiente para que ele me visitasse em um fim de semana muito presente. Ao vir, e me achar em casa, pediu para conversar e eu não neguei... Estava extremamente curiosa e a fim de conhecer aquele ser de mesmo corpo, e de nova alma.
E foi assim que eu ouvi, dentre declarações e revelações, um "eu te amo"! Epa, como assim? Quatro meses sumido, um beijo de anos atrás e "eu te amo"??? Meu Deus, que mundo foi esse que ele entrou?
A pessoa estava realmente me assustando... Sua empolgação, disposição a me convencer, felicidade e insinuações, e investidas à conseguir um novo beijo... Me faziam rir por fora, e me desesperar por dentro. Será que as drogas afetaram tanto assim o seu cérebro? Será que a abstinência causa loucura?
Acho que sim, porque logo após a revelação do amor quase que platônico, veio uma proposta maior ainda... - Casa comigo???
Ai, foi demais para os meus fios loiros tingidos por química, e os morenos da raíz que já cresceu... CASAR??? Uma gargalhada brotou do fundo do meu ser, e jorrou da minha boca. Falei que as coisas não funcionam assim, que as pessoas não amam tão loucamente, que se casam tão apressadamente, e que conquistam o sentimento alheio daquela forma. Prometi pensar, e a cada segundo gasto com o assunto, tenho vontade de rir de novo.
Será que estou sendo cruel? Será que a loucura existe? Quem será o certo e o errado nessa história, isso se esses lados existirem.
Eu não sei, mas meu prazo para pensar está acabando, e algumas cobranças estão começando a surgir na minha página de relacionamentos. E eu vou me preparar bem, para não ser má. Óbvio que o relacionamento não existe, não vai existir... Não casaria com alguém que diz que me ama, sem ao menos me conhecer mais do que meus amigos me conhecem. Mas, se a loucura for real, melhor fazer pensar que eu me preocupei com isso. E daí por diante, nem amizade mais. Vai que essa pessoa continue cismada comigo??
Enfim, quanto às cenas dos próximos capítulos, pretendo deixá-los informados... Mas nunca acreditem em alguém que você saia e puff! "Eu te amo!"
domingo, 16 de maio de 2010
Desistindo de procurar
Eu, já não sei mais o que pensar. Vejo que as pessoas gostam de iludir tanto quanto gostam de ser iludidas.
Vejo pessoas batalhando pelo direito de ir e vir, sem dever satisfação a ninguém, mas procurando um alguém, na contra mão. Dizendo que precisam se prender a uma pessoa certa, cultivando leis incertas, brincando com as pessoas, com os sentimentos, mas não admitindo que o mesmo seja feito com elas próprias.
O que está acontecendo?? Alguém poderia me explicar? Alguém poderia fazer o favor de me situar nesse mundo??
Eu já não sei mais o que penso, pois uma hora me vejo como a investidora de relacionamentos, outras a apoiadora da liberdade dos solteiros. Porque todas as fases têm suas vantagens, mas também têm desvantagens. Mas como uma amiga diz: Só não vale machucar o coleguinha!!!! E isso nem sempre é possível.
E cada vez, mais uma cicatriz... Mais uma mágoa, mais uma desilusão! E o que eu faço??? Esse tipo de relacionamento interpessoal na sociedade está mais do que arraigado.
Por isso, eu sempre repito entre meus amigos: Namorar agora, só depois dos trinta, e com um novinho de 15 anos, porque não dá mais cadeia, e eu vou poder moldar à forma desejada! Lógico, gente... Tudo de brincadeira, mas toda brincadeira tem um fundo de verdade!
Sei que não vou criar uma pessoa perfeita, nem um Frankeistein. E sei que nunca vai existir a pessoa perfeita, mas poderiam existir pessoas menos problemáticas.
Então, a partir de hoje, desisti de procurar... Cada cabeça, uma sentença. E eu vou simplesmente esperar que o destino colabore e coloque na minha vida quem deva seguir do meu lado.
Vejo pessoas batalhando pelo direito de ir e vir, sem dever satisfação a ninguém, mas procurando um alguém, na contra mão. Dizendo que precisam se prender a uma pessoa certa, cultivando leis incertas, brincando com as pessoas, com os sentimentos, mas não admitindo que o mesmo seja feito com elas próprias.
O que está acontecendo?? Alguém poderia me explicar? Alguém poderia fazer o favor de me situar nesse mundo??
Eu já não sei mais o que penso, pois uma hora me vejo como a investidora de relacionamentos, outras a apoiadora da liberdade dos solteiros. Porque todas as fases têm suas vantagens, mas também têm desvantagens. Mas como uma amiga diz: Só não vale machucar o coleguinha!!!! E isso nem sempre é possível.
E cada vez, mais uma cicatriz... Mais uma mágoa, mais uma desilusão! E o que eu faço??? Esse tipo de relacionamento interpessoal na sociedade está mais do que arraigado.
Por isso, eu sempre repito entre meus amigos: Namorar agora, só depois dos trinta, e com um novinho de 15 anos, porque não dá mais cadeia, e eu vou poder moldar à forma desejada! Lógico, gente... Tudo de brincadeira, mas toda brincadeira tem um fundo de verdade!
Sei que não vou criar uma pessoa perfeita, nem um Frankeistein. E sei que nunca vai existir a pessoa perfeita, mas poderiam existir pessoas menos problemáticas.
Então, a partir de hoje, desisti de procurar... Cada cabeça, uma sentença. E eu vou simplesmente esperar que o destino colabore e coloque na minha vida quem deva seguir do meu lado.
quarta-feira, 12 de maio de 2010
2010... Nem acabou!!!
No fim do ano passado, pensei em fazer minhas comemorações completamente diferentes das dos anos anteriores. E assim o fiz.
No Natal de 2009, viajei para a casa de meus parentes, em Brasília. Um lugar que eu nunca tinha ido anteriormente; conheci um lugar especial, e encontrei os parentes que há muito tempo não via. Foi sublime estar com eles durante aqueles dias, mesmo que tenham sido tão poucos para matar as saudades.
Voltando ao Rio, combinei com um grupo de amigas de passarmos a virada do ano em Búzios. Como eu já havia ido no ano anterior, sabia que lá eu teria a garantia de diversão. A diferença é que com a família, a gente fica mais reservado, e com amigos, as coisas mudam de figura. E com os amigos dos amigos, a coisa sai do controle...
Conheci um grupo completamente inusitado, que vou carregar na minha memória para o resto da minha vida, mesmo que tenhamos vivido altos e baixos naquele Réveillon. Muita informação, muita conversa, muita confusão, muitos problemas com o aluguel dos quartos, muitos problemas com vizinhos e vizinhas Brasilienses (rs).
Naquele Réveillon, internalizei em meus pensamentos que 2010 seria meu ano, um ano para mudar tudo que eu fiz, por “n” motivos. Primeiro porque dia 20-10 é meu aniversário... Segundo, porque seria o ano 10! E desde então venho me esforçando para fazer desse ano um dos melhores da minha vida. E tenho conseguido êxito nas minhas empreitadas.
Fico impressionada com a quantidade de gente que tenho encontrado, feito amizade, conhecido, reencontrado também. Muitas pessoas entram ou saem das nossas vidas, mas caramba! A minha lista de amigos do Orkut aumentou muito até aqui.
É claro, gostaria de citar todas as pessoas que adentraram a porta da esperança da minha vida, mas não quero cometer gafes e nem ser injusta, nem me precipitar, e muito menos correr o risco de ser mal interpretada pelos novos e velhos amigos, que possam achar que são mais ou menos privilegiados. Mas, sintam-se todos aqui, lembrados!
Também fico espantada com a quantidade de eventos, festas, aniversários, shows, boates e afins, do qual sou convidada (ou intimada) a participar, de alguma forma. Mesmo que seja para colaborar com a construção de um e-flyer, nome de evento ou idealização de festas... Ou quem sabe ser apenas mais uma dentre um público que lota espaços que praticamente não caberiam ali, em momentos normais. Mas os baladeiros conseguem quebrar qualquer lei da física!
Isso tudo serve para mostrar que sim, nós conseguimos atrair para nós mesmos exatamente aquilo que desejamos. O que queremos fazer das nossas vidas depende da nossa força de vontade, da disposição que dedicamos aos objetivos. E claro, uma vez que abrimos as portas para uma oportunidade, as outras logo aparecerão, e assim você poderá ter exatamente aquilo que quer, e tudo isso só depende de VOCÊ, de MIM, de NÓS!
Só que, hoje em dia, as coisas chegam de uma forma que me assustam... Tem dias que eu não tenho tempo nem para respirar, nem para me olhar no espelho!!! É só banho e rua, e quando não tem casa, é Rua e Rua!!!! Minha mãe que diga das noites sem sono, ou das manhãs em espera...
Enfim, as mudanças vieram porque eu quis, não é??? Eu que aguente as consequências... E que venha o resto de 2010!!!! Estou preparada!!!!
No Natal de 2009, viajei para a casa de meus parentes, em Brasília. Um lugar que eu nunca tinha ido anteriormente; conheci um lugar especial, e encontrei os parentes que há muito tempo não via. Foi sublime estar com eles durante aqueles dias, mesmo que tenham sido tão poucos para matar as saudades.
Voltando ao Rio, combinei com um grupo de amigas de passarmos a virada do ano em Búzios. Como eu já havia ido no ano anterior, sabia que lá eu teria a garantia de diversão. A diferença é que com a família, a gente fica mais reservado, e com amigos, as coisas mudam de figura. E com os amigos dos amigos, a coisa sai do controle...
Conheci um grupo completamente inusitado, que vou carregar na minha memória para o resto da minha vida, mesmo que tenhamos vivido altos e baixos naquele Réveillon. Muita informação, muita conversa, muita confusão, muitos problemas com o aluguel dos quartos, muitos problemas com vizinhos e vizinhas Brasilienses (rs).
Naquele Réveillon, internalizei em meus pensamentos que 2010 seria meu ano, um ano para mudar tudo que eu fiz, por “n” motivos. Primeiro porque dia 20-10 é meu aniversário... Segundo, porque seria o ano 10! E desde então venho me esforçando para fazer desse ano um dos melhores da minha vida. E tenho conseguido êxito nas minhas empreitadas.
Fico impressionada com a quantidade de gente que tenho encontrado, feito amizade, conhecido, reencontrado também. Muitas pessoas entram ou saem das nossas vidas, mas caramba! A minha lista de amigos do Orkut aumentou muito até aqui.
É claro, gostaria de citar todas as pessoas que adentraram a porta da esperança da minha vida, mas não quero cometer gafes e nem ser injusta, nem me precipitar, e muito menos correr o risco de ser mal interpretada pelos novos e velhos amigos, que possam achar que são mais ou menos privilegiados. Mas, sintam-se todos aqui, lembrados!
Também fico espantada com a quantidade de eventos, festas, aniversários, shows, boates e afins, do qual sou convidada (ou intimada) a participar, de alguma forma. Mesmo que seja para colaborar com a construção de um e-flyer, nome de evento ou idealização de festas... Ou quem sabe ser apenas mais uma dentre um público que lota espaços que praticamente não caberiam ali, em momentos normais. Mas os baladeiros conseguem quebrar qualquer lei da física!
Isso tudo serve para mostrar que sim, nós conseguimos atrair para nós mesmos exatamente aquilo que desejamos. O que queremos fazer das nossas vidas depende da nossa força de vontade, da disposição que dedicamos aos objetivos. E claro, uma vez que abrimos as portas para uma oportunidade, as outras logo aparecerão, e assim você poderá ter exatamente aquilo que quer, e tudo isso só depende de VOCÊ, de MIM, de NÓS!
Só que, hoje em dia, as coisas chegam de uma forma que me assustam... Tem dias que eu não tenho tempo nem para respirar, nem para me olhar no espelho!!! É só banho e rua, e quando não tem casa, é Rua e Rua!!!! Minha mãe que diga das noites sem sono, ou das manhãs em espera...
Enfim, as mudanças vieram porque eu quis, não é??? Eu que aguente as consequências... E que venha o resto de 2010!!!! Estou preparada!!!!
terça-feira, 11 de maio de 2010
Saudades de postar
Boa noite, gente!!!
Vim aqui hoje apenas para dizer o quanto eu sinto falta de estar aqui sempre, disponível, para construir meus textos e repassá-los...
É uma pena, e ficam aqui os meus sentimentos!!! Mas o mundo não acabou, apenas estou expondo os meus sentimentos... a saudade!!!
Beijos, pessoal... Vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos.
Vim aqui hoje apenas para dizer o quanto eu sinto falta de estar aqui sempre, disponível, para construir meus textos e repassá-los...
É uma pena, e ficam aqui os meus sentimentos!!! Mas o mundo não acabou, apenas estou expondo os meus sentimentos... a saudade!!!
Beijos, pessoal... Vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos.
domingo, 9 de maio de 2010
Diário 6
Boa noite, queridos!!! Como eu mesma disse, viria atualizá-los se eu tivesse novas para contar. E as tenho.
Agora, não somente estou bloqueada de novos posts, como agora nem conseguir a visualização do blog eu consigo mais, lá no trampo. Ou seja, meu contato com vocês será, a partir de agora, exclusivamente doméstico.
Infelizmente não rolou essa semana a reunião com os alunos... Eles adiaram, para a próxima quarta-feira. Mesmo não sendo o meu dia na escola, acho que vou participar sim...
Ontem foi um dia muito louco... Muitos compromissos para um dia só, e no fim das contas, não consegui fazer a metade do que eu queria.
Pela manhã, fui ao evento do Red Bull Air Race, com minha irmã e mais uma amiga dela. Lá, encontrei com uma amiga minha. Torramos na praia, com o Sol forte, e fomos almoçar depois das 16:00h. Fomos para o ap da amiga da minha irmã, em Botafogo, tomamos banho e encaramos a viagem até Campo Grande. Até ai, chegamos em casa às 20:00... Só pra nos arrumarmos e partirmos para o Baco.
O grupo foi grande, com direito a fim de aposta e tudo. E a noite foi muito divertida, além de turbulenta.
O show da Banda Truque é sempre um grande show, admito que sou fã, mas eu tenho bom gosto musical. E uma humildade fora de série também... hahaha Mas os shows da Truque são extremamente lotados, e o Baco estava da mesma forma... LO-TA-DO!!!
Pela primeira vez, eu tive uma desvantagem nesse assunto... Assim como eu, outras "Truquetes" estavam presentes... Alcoolizadas ou não. E eu fui vítima da bebedeira de uma delas, que não sei o porque, baixou um Zidane nela, e eu tomei uma cabeçada no meu maxilar. Fiquei bem, mas a dor era enorme. Tomei banho de Gelo e Caipirinha, pra ver se passava a dor!!! Hahahahaha Da mesma forma, acho que a Zidane também sofreu com gelo e caipirinha... (Rafa que o diga!)
No fim das contas, fui curar porre com coca-cola até a alma... Fiquei bem no fim da noite, mas a dor voltou. Fiquei um tanto inchada, por causa do trauma, mas nada demais... o pior é conseguir abrir a boca!!! E comer!!!
Ou seja, o que eu fiquei quietinha na semana passada, eu aprontei nessa! hahahaha
Bom, queridos, assim que eu puder, eu venho novamente!!! Beijos no coração de todos, e até as próximas atualizações.
Agora, não somente estou bloqueada de novos posts, como agora nem conseguir a visualização do blog eu consigo mais, lá no trampo. Ou seja, meu contato com vocês será, a partir de agora, exclusivamente doméstico.
Infelizmente não rolou essa semana a reunião com os alunos... Eles adiaram, para a próxima quarta-feira. Mesmo não sendo o meu dia na escola, acho que vou participar sim...
Ontem foi um dia muito louco... Muitos compromissos para um dia só, e no fim das contas, não consegui fazer a metade do que eu queria.
Pela manhã, fui ao evento do Red Bull Air Race, com minha irmã e mais uma amiga dela. Lá, encontrei com uma amiga minha. Torramos na praia, com o Sol forte, e fomos almoçar depois das 16:00h. Fomos para o ap da amiga da minha irmã, em Botafogo, tomamos banho e encaramos a viagem até Campo Grande. Até ai, chegamos em casa às 20:00... Só pra nos arrumarmos e partirmos para o Baco.
O grupo foi grande, com direito a fim de aposta e tudo. E a noite foi muito divertida, além de turbulenta.
O show da Banda Truque é sempre um grande show, admito que sou fã, mas eu tenho bom gosto musical. E uma humildade fora de série também... hahaha Mas os shows da Truque são extremamente lotados, e o Baco estava da mesma forma... LO-TA-DO!!!
Pela primeira vez, eu tive uma desvantagem nesse assunto... Assim como eu, outras "Truquetes" estavam presentes... Alcoolizadas ou não. E eu fui vítima da bebedeira de uma delas, que não sei o porque, baixou um Zidane nela, e eu tomei uma cabeçada no meu maxilar. Fiquei bem, mas a dor era enorme. Tomei banho de Gelo e Caipirinha, pra ver se passava a dor!!! Hahahahaha Da mesma forma, acho que a Zidane também sofreu com gelo e caipirinha... (Rafa que o diga!)
No fim das contas, fui curar porre com coca-cola até a alma... Fiquei bem no fim da noite, mas a dor voltou. Fiquei um tanto inchada, por causa do trauma, mas nada demais... o pior é conseguir abrir a boca!!! E comer!!!
Ou seja, o que eu fiquei quietinha na semana passada, eu aprontei nessa! hahahaha
Bom, queridos, assim que eu puder, eu venho novamente!!! Beijos no coração de todos, e até as próximas atualizações.
Tributo FR
Debruçada na janela, lanço um suspiro no ar... Estava pensando em você!
Sinto sua falta, mais do que nunca, gostaria de te ter ao meu lado... Estava pensando em você!
Suas palavras me acalmavam, suas experiências me mostravam que não temos todo tempo do mundo... Estava pensando em você!
Lembrei do seu vigor, invejava beneficamente sua vontade de viver e seus conhecimentos gerais... Estava pensando em você!
Sua ausência me faz perceber que cada pessoa é única e insubstituível... Estava pensando em você!
Nas minhas horas de angústia, queria a sua palavra amiga, o seu abraço forte, o aconchego do seu colo... Estava pensando em você!
E cada dia que passa, a saudade ameniza, mas me pego pensando em você constantemente... Mundo injusto o dos mortais, que estão sempre suscetíveis à perda.
Eu te perdi tão rápido quanto ganhei, e hoje sofro a perda de uma pessoa tão especial, que irradiava vida, independente das adversidades. Que vivia cada momento, como se fosse o último, parecendo prever que sua estadia em terra seria mais curta do que o tempo previsto normalmente, pelas pessoas que vivem. Mas para morrer, basta estar vivo!
E você estava tão viva, que acho que suas reservas, seu "score" de vida se esgotou muito rapidamente. E você deixou saudades...
Amiga Flávia Regina: sei que qualquer tipo de homenagem póstuma não será suficiente para trazê-la de volta, mas servirá para mostrar aos que ainda estão aqui que você foi mais do que uma estrela, foi um Sol em minha vida. Mostra que você foi mais do que especial, mais do que amiga... Não existirão palavras para descrever o que você poderia ser para mim. Assim como foi para outras pessoas com certeza... E eu ainda te amo, e sei que um dia, a gente pode se encontrar por ai. Ainda que pareça atrasado, sei que nunca deixei de te mostrar que você era importante para mim, e que eu a amava!
Aos que não conheceram: Flávia Regina estudou comigo no IESK - Instituto de Educação Sarah Kubitschek, em Campo Grade, e faleceu aos 22 anos de idade, em 2002, devido a um câncer no cérebro. Deixou como lembrança dois filhos, e saudades em todos que a conheceram.
Aos familiares, sempre os meus sentimentos... Aos amigos, a solidariedade recíproca de todos.
E a mim, a saudade e o conforto ao coração.
Sinto sua falta, mais do que nunca, gostaria de te ter ao meu lado... Estava pensando em você!
Suas palavras me acalmavam, suas experiências me mostravam que não temos todo tempo do mundo... Estava pensando em você!
Lembrei do seu vigor, invejava beneficamente sua vontade de viver e seus conhecimentos gerais... Estava pensando em você!
Sua ausência me faz perceber que cada pessoa é única e insubstituível... Estava pensando em você!
Nas minhas horas de angústia, queria a sua palavra amiga, o seu abraço forte, o aconchego do seu colo... Estava pensando em você!
E cada dia que passa, a saudade ameniza, mas me pego pensando em você constantemente... Mundo injusto o dos mortais, que estão sempre suscetíveis à perda.
Eu te perdi tão rápido quanto ganhei, e hoje sofro a perda de uma pessoa tão especial, que irradiava vida, independente das adversidades. Que vivia cada momento, como se fosse o último, parecendo prever que sua estadia em terra seria mais curta do que o tempo previsto normalmente, pelas pessoas que vivem. Mas para morrer, basta estar vivo!
E você estava tão viva, que acho que suas reservas, seu "score" de vida se esgotou muito rapidamente. E você deixou saudades...
Amiga Flávia Regina: sei que qualquer tipo de homenagem póstuma não será suficiente para trazê-la de volta, mas servirá para mostrar aos que ainda estão aqui que você foi mais do que uma estrela, foi um Sol em minha vida. Mostra que você foi mais do que especial, mais do que amiga... Não existirão palavras para descrever o que você poderia ser para mim. Assim como foi para outras pessoas com certeza... E eu ainda te amo, e sei que um dia, a gente pode se encontrar por ai. Ainda que pareça atrasado, sei que nunca deixei de te mostrar que você era importante para mim, e que eu a amava!
Aos que não conheceram: Flávia Regina estudou comigo no IESK - Instituto de Educação Sarah Kubitschek, em Campo Grade, e faleceu aos 22 anos de idade, em 2002, devido a um câncer no cérebro. Deixou como lembrança dois filhos, e saudades em todos que a conheceram.
Aos familiares, sempre os meus sentimentos... Aos amigos, a solidariedade recíproca de todos.
E a mim, a saudade e o conforto ao coração.
Pessoas Hiperbólicas
Hoje as pessoas são extremistas e extremosas... Tudo é um exagero, tudo é um motivo para drama. Perco-me em quantas vezes me fiz atriz, ou acompanhei cenas de outras pessoas, que se usam do artifício de interpretar uma hipérbole, para fins comuns ou individuais.
Afinal de contas, quem nunca tornou uma simples dor de cabeça em uma gripe suína, apenas para curtir mais alguns momentos dentro de casa?
O lado ruim dessa vida potencialmente explorada artisticamente é que o drama está sempre tão presente, que quando esse recurso se fizer realmente necessário, talvez não tenha a reação desejada.
Esses dias, por exemplo, tive uma experiência um tanto quanto perigosa, que denominei "experiência de quase morte". Pisei em um fio recentemente "remendado", mas não de forma correta, que acabou causando um curto, embaixo do meu pé, assim que pisei. O fio estourou, queimou a fita isolante e deixou o meu pé tão preto como o de um carvoeiro. Só aqui, utilizei várias palavras exageradas, para dar mais ênfase ao texto, torná-lo mais... atrativo. Mas uma vez que eu realmente passe por uma situação de perigo (não que essa não tenha sido, mas uma mais grave), e quiser usar as mesmas palavras para descrever o que ocorreu, talvez eu não seja mais levada tão a sério.
Por que estou falando sobre isso, aqui? Porque tenho em meu circulo de amizades muitos artistas; não apenas aqueles que usam da arte como trabalho em seu dia a dia, mas artistas que se aproveitam do assunto em questão, para conseguir aquilo que desejam, e que não pensam nas consequências que podem acarretar com essas atitudes.
Muitos teatros acabam corrompendo a mente e o coração de quem atua. De certa forma, as pessoas ficam tão presas nos personagens que elas criam que acabam por acreditar que toda aquela encenação é a vida real. Brincam com a vida alheia, e entram no jogo como personagens. Acreditam que aquela é a vida própria deles. Juntam a ficção com a vida real.
Mas esquecem que esse jogo perigoso que tramam em suas mentes envolve outras pessoas, seus pensamentos e sentimentos. Essas pessoas se divertem com os resultados que obtêm, mas creio que um dia, serão vítimas do próprio veneno.
Creio que Pagarão, de alguma forma, pagarão um preço justo por brincarem, como se fossem Deuses. Não se brinca com a vida das pessoas, em hipótese alguma! A moral da história é que a gente pode sim, usar umas hipérboles aqui ou ali, mas usá-las com sabedoria e moderação é sempre recomendado. ;)
Afinal de contas, quem nunca tornou uma simples dor de cabeça em uma gripe suína, apenas para curtir mais alguns momentos dentro de casa?
O lado ruim dessa vida potencialmente explorada artisticamente é que o drama está sempre tão presente, que quando esse recurso se fizer realmente necessário, talvez não tenha a reação desejada.
Esses dias, por exemplo, tive uma experiência um tanto quanto perigosa, que denominei "experiência de quase morte". Pisei em um fio recentemente "remendado", mas não de forma correta, que acabou causando um curto, embaixo do meu pé, assim que pisei. O fio estourou, queimou a fita isolante e deixou o meu pé tão preto como o de um carvoeiro. Só aqui, utilizei várias palavras exageradas, para dar mais ênfase ao texto, torná-lo mais... atrativo. Mas uma vez que eu realmente passe por uma situação de perigo (não que essa não tenha sido, mas uma mais grave), e quiser usar as mesmas palavras para descrever o que ocorreu, talvez eu não seja mais levada tão a sério.
Por que estou falando sobre isso, aqui? Porque tenho em meu circulo de amizades muitos artistas; não apenas aqueles que usam da arte como trabalho em seu dia a dia, mas artistas que se aproveitam do assunto em questão, para conseguir aquilo que desejam, e que não pensam nas consequências que podem acarretar com essas atitudes.
Muitos teatros acabam corrompendo a mente e o coração de quem atua. De certa forma, as pessoas ficam tão presas nos personagens que elas criam que acabam por acreditar que toda aquela encenação é a vida real. Brincam com a vida alheia, e entram no jogo como personagens. Acreditam que aquela é a vida própria deles. Juntam a ficção com a vida real.
Mas esquecem que esse jogo perigoso que tramam em suas mentes envolve outras pessoas, seus pensamentos e sentimentos. Essas pessoas se divertem com os resultados que obtêm, mas creio que um dia, serão vítimas do próprio veneno.
Creio que Pagarão, de alguma forma, pagarão um preço justo por brincarem, como se fossem Deuses. Não se brinca com a vida das pessoas, em hipótese alguma! A moral da história é que a gente pode sim, usar umas hipérboles aqui ou ali, mas usá-las com sabedoria e moderação é sempre recomendado. ;)
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Boa noite!
Gente, recado de última hora...
Como eu trabalho com internet o tempo todo, e aproveito disso para fazer as minhas atualizações aqui, sempre que posso... Tenho a triste notícia de que fiquei sabendo que a partir de hoje o site aparece para mim, mas estou bloqueada de postar. Fiquei muito triste, já que essa foi uma das intenções que tive, ao criar o blog, como pode ser visto no meu primeiro texto.
Maaaaas, não se desesperem!!! Farei, sempre que possível, meus textos no trampo, e depois me enviarei por e-mail. Assim, sempre que eu puder acessar em casa,eu os postarei, sem sombra de dúvida!!!
Meus queridos, fico grata pelo carinho, sempre... Obrigada àqueles que me param no condomínio e me parabenizam pelo blog. Fico contente, grata e orgulhosa de mim... Vejo que não perdi muito o tato com a escrita, mesmo depois de tanto tempo afastada desse hábito.
Bom, qualquer novidade, os deixarei informados!!! Beijos no coração!!!
Como eu trabalho com internet o tempo todo, e aproveito disso para fazer as minhas atualizações aqui, sempre que posso... Tenho a triste notícia de que fiquei sabendo que a partir de hoje o site aparece para mim, mas estou bloqueada de postar. Fiquei muito triste, já que essa foi uma das intenções que tive, ao criar o blog, como pode ser visto no meu primeiro texto.
Maaaaas, não se desesperem!!! Farei, sempre que possível, meus textos no trampo, e depois me enviarei por e-mail. Assim, sempre que eu puder acessar em casa,eu os postarei, sem sombra de dúvida!!!
Meus queridos, fico grata pelo carinho, sempre... Obrigada àqueles que me param no condomínio e me parabenizam pelo blog. Fico contente, grata e orgulhosa de mim... Vejo que não perdi muito o tato com a escrita, mesmo depois de tanto tempo afastada desse hábito.
Bom, qualquer novidade, os deixarei informados!!! Beijos no coração!!!
terça-feira, 4 de maio de 2010
Dora
Nos olhos, a mesma expressão fria, como de todas as outras vezes... Ela se prepara na frente do espelho, para mais uma peça teatral, vivida na vida real. Começa a treinar algumas caretas, e pronto! Assim será bastante convincente - pensa.
Vestida em um tubinho carmim, fazendo jogo com a bolsa de festa, o salto agulha com detalhes dourados tilintam pela rua, com os passos curtos, porém ágeis. Suas passadas vão aumentando, aumentando, até chegar perto de uma corrida em marcha atlética. Ela sente que um corpo maior que ela se aproxima; mas isso era exatamente o que ela queria.
Embora seus movimentos encenassem um pânico, aquela frigidez no olhar permanecia. Aqueles olhos negros não manifestavam nenhum sentimento de pavor; não brilhavam. Simplesmente faziam parte do jogo de imagens do belo rosto de Dora.
Era incontrolável. Dora já havia planejado minuciosamente os passos que daria naquela noite de sexta-feira. Tinha mecanicamente articulado cada rua que visitaria, para, assim, atrair sua vítima. Ela iria atacar, não havia dúvidas, e Dira não tinha poderes sobre as ações de sua aliada. Dirá sabia que não era a primeira vez, e que talvez não fosse a última. Ela queria parar, mas Dora usava sua falta de sentimentos para persuadi-la mentalmente.
Os passos atrás de Dora ficavam cada vez mais nítidos aos seus ouvidos. Ela se deliciava interiormente com a expectativa da chegada do grande momento, da hora do ataque. Dirá, no entanto, se desesperava, e queria sair dali, mas Dora a segurava.
Finalmente, a voz grave soou da sombra que se projetava por detrás de Dora, e neste instante, um dos raros momentos de emoção refletiu em seus olhos: uma faísca flamejante, quase infernal, brotava na escuridão da viela, e era sim, os dos olhos de Dora. Ao ser abordada, na passarela que se estendia de um lado da linha ferroviária ao outro, ela deu um leve sorriso de canto de boca, e uma parte das pérolas brancas guardadas por seus lábios surgiu, sem ser percebida pelo rapaz.
Na estupidez de movimentos, o rapaz não fazia a mínima idéia que aquilo era totalmente planejado, uma mentira grotesca, como um teatro de fantoches. Ainda assim, Dora tentava insistentemente convencer-se de que era boa atriz, e que convencia todo um público. O homem estava ansioso, Tentava agarrá-la de todas as formas, tentando controlar seus movimentos rápidos, preocupados em se debater velozmente. Ele usou da força, travando-lhe as pernas e a colocando de costas para ele... Aquela posição o excitava ainda mais, e ele não quis perder tempo com roupas, rasgando o vestido para abrir caminho até onde seu desejo pudesse ser saciado.
E Dora deixou que seu corpo fosse usado daquela forma, ali, naquele local, numa passarela, para que seu plano pudesse ser totalmente concluído. Para isso, ela precisaria de provas, e nada melhor que algumas escoriações e hematomas, ou suas intimidades violentamente exploradas. Dirá gritou, e Dora gemeu, urrou; e novamente a chama sinistra habitou seus olhos.
Num jogo de cintura difícil de ser compreendido, Dora se desvencilhou da armadilha criada por aquele homem da noite, que mal sabia seu destino. Aproveitando se da altura, e da grade frágil e mal conservada, ela finge que se desequilibra e puxa o rapaz, o empurrando em seguida, a queda, em si, não o matou, mas logo em seguida veio um trem, para terminar o serviço e colaborar para sua trágica morte na linha férrea.
Dora dominava completamente a situação e Dirá não teve oportunidade de expressar seus sentimentos, seu desespero, seu ódio por tudo aquilo estar acontecendo mais uma vez. Mas Dora pouco se importava, estava radiante, com um grande sorriso no rosto, vangloriando-se de mais uma vitória, para o mundo. Mas seu teatro mambembe tinha que terminar.
Avaliou as avarias causadas, provocou mais algumas, complementares, apenas; modificou suas feições para o mais alto grau de dor e angústia. Ela irá até a delegacia, contar história de contos de fadas e blá blá blás, convencerá o delegado que foi em legítima defesa, e sairá, mais uma vez, ilesa, do seu grande teatro. E se regozijará no deleite de mais um crime concluído, mais um desejo de morte saciado, mais uma vítima culpada eliminada.
Agora posso ver a crueldade de Dora refletida em seus olhos novamente; eles permanecerão frígidos e opacos até que sua próxima vítima cruze seu caminho. Até lá, Dira retomará o controle de seu corpo, convivendo com aquele ser desprezível dentro de si.
Vestida em um tubinho carmim, fazendo jogo com a bolsa de festa, o salto agulha com detalhes dourados tilintam pela rua, com os passos curtos, porém ágeis. Suas passadas vão aumentando, aumentando, até chegar perto de uma corrida em marcha atlética. Ela sente que um corpo maior que ela se aproxima; mas isso era exatamente o que ela queria.
Embora seus movimentos encenassem um pânico, aquela frigidez no olhar permanecia. Aqueles olhos negros não manifestavam nenhum sentimento de pavor; não brilhavam. Simplesmente faziam parte do jogo de imagens do belo rosto de Dora.
Era incontrolável. Dora já havia planejado minuciosamente os passos que daria naquela noite de sexta-feira. Tinha mecanicamente articulado cada rua que visitaria, para, assim, atrair sua vítima. Ela iria atacar, não havia dúvidas, e Dira não tinha poderes sobre as ações de sua aliada. Dirá sabia que não era a primeira vez, e que talvez não fosse a última. Ela queria parar, mas Dora usava sua falta de sentimentos para persuadi-la mentalmente.
Os passos atrás de Dora ficavam cada vez mais nítidos aos seus ouvidos. Ela se deliciava interiormente com a expectativa da chegada do grande momento, da hora do ataque. Dirá, no entanto, se desesperava, e queria sair dali, mas Dora a segurava.
Finalmente, a voz grave soou da sombra que se projetava por detrás de Dora, e neste instante, um dos raros momentos de emoção refletiu em seus olhos: uma faísca flamejante, quase infernal, brotava na escuridão da viela, e era sim, os dos olhos de Dora. Ao ser abordada, na passarela que se estendia de um lado da linha ferroviária ao outro, ela deu um leve sorriso de canto de boca, e uma parte das pérolas brancas guardadas por seus lábios surgiu, sem ser percebida pelo rapaz.
Na estupidez de movimentos, o rapaz não fazia a mínima idéia que aquilo era totalmente planejado, uma mentira grotesca, como um teatro de fantoches. Ainda assim, Dora tentava insistentemente convencer-se de que era boa atriz, e que convencia todo um público. O homem estava ansioso, Tentava agarrá-la de todas as formas, tentando controlar seus movimentos rápidos, preocupados em se debater velozmente. Ele usou da força, travando-lhe as pernas e a colocando de costas para ele... Aquela posição o excitava ainda mais, e ele não quis perder tempo com roupas, rasgando o vestido para abrir caminho até onde seu desejo pudesse ser saciado.
E Dora deixou que seu corpo fosse usado daquela forma, ali, naquele local, numa passarela, para que seu plano pudesse ser totalmente concluído. Para isso, ela precisaria de provas, e nada melhor que algumas escoriações e hematomas, ou suas intimidades violentamente exploradas. Dirá gritou, e Dora gemeu, urrou; e novamente a chama sinistra habitou seus olhos.
Num jogo de cintura difícil de ser compreendido, Dora se desvencilhou da armadilha criada por aquele homem da noite, que mal sabia seu destino. Aproveitando se da altura, e da grade frágil e mal conservada, ela finge que se desequilibra e puxa o rapaz, o empurrando em seguida, a queda, em si, não o matou, mas logo em seguida veio um trem, para terminar o serviço e colaborar para sua trágica morte na linha férrea.
Dora dominava completamente a situação e Dirá não teve oportunidade de expressar seus sentimentos, seu desespero, seu ódio por tudo aquilo estar acontecendo mais uma vez. Mas Dora pouco se importava, estava radiante, com um grande sorriso no rosto, vangloriando-se de mais uma vitória, para o mundo. Mas seu teatro mambembe tinha que terminar.
Avaliou as avarias causadas, provocou mais algumas, complementares, apenas; modificou suas feições para o mais alto grau de dor e angústia. Ela irá até a delegacia, contar história de contos de fadas e blá blá blás, convencerá o delegado que foi em legítima defesa, e sairá, mais uma vez, ilesa, do seu grande teatro. E se regozijará no deleite de mais um crime concluído, mais um desejo de morte saciado, mais uma vítima culpada eliminada.
Agora posso ver a crueldade de Dora refletida em seus olhos novamente; eles permanecerão frígidos e opacos até que sua próxima vítima cruze seu caminho. Até lá, Dira retomará o controle de seu corpo, convivendo com aquele ser desprezível dentro de si.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Sono
Um sono tem me perseguido constantemente...
Tá ali, na espera, à espreita, me observando...
Me rodeia, dá rasantes, pouco a pouco se aproxima, sorrateiramente.
E ele roda, roda, me enrola, me testa... começa a aparecer timidamente e vai travando uma batalha minuto após o outro com meus olhos que não se cansam de tentar! (Fiquem estáticos, abertos!!!) Cada piscar é um tormento ao empurrá-los para cima novamente.
Eu digo para ele: NÃO, eu não vou! Mas o sono é surdo, ou se faz de surdo. Ele não me escuta! Ele não me dá bola... A única coisa que o interessa, em mim, é tentar levar a minha alma para o seu mundo...
E lá vem ele... Todo prosa, vendo que está conseguindo o que queria...
Meus olhos estão ardendo, piscar demora quase 15 segundos. Preguiça, respiração lenta... Bocejos seguidos... Ai meu Deus! Ele vai me pegar!!! Não desisto... Luto luto e...
zzzzzzzzzzzzzzzzz...
Tá ali, na espera, à espreita, me observando...
Me rodeia, dá rasantes, pouco a pouco se aproxima, sorrateiramente.
E ele roda, roda, me enrola, me testa... começa a aparecer timidamente e vai travando uma batalha minuto após o outro com meus olhos que não se cansam de tentar! (Fiquem estáticos, abertos!!!) Cada piscar é um tormento ao empurrá-los para cima novamente.
Eu digo para ele: NÃO, eu não vou! Mas o sono é surdo, ou se faz de surdo. Ele não me escuta! Ele não me dá bola... A única coisa que o interessa, em mim, é tentar levar a minha alma para o seu mundo...
E lá vem ele... Todo prosa, vendo que está conseguindo o que queria...
Meus olhos estão ardendo, piscar demora quase 15 segundos. Preguiça, respiração lenta... Bocejos seguidos... Ai meu Deus! Ele vai me pegar!!! Não desisto... Luto luto e...
zzzzzzzzzzzzzzzzz...
Diário 5
Bom dia!
Segunda-feira, início de mês, já estamos quase na metade de um ano...
Ontem foi a minha prova do concurso... Relativamente, achei uma prova muito fácil. Aliás, fácil demais para o meu gosto... E olha que eu nem consegui estudar o suficiente para achar alguma prova fácil, e isso pode representar certos problemas. Mas, como ainda tem a prova prática, vamos ver no que vai dar isso tudo... Estou bastante ansiosa!!! E tomara que eu passe.
Além disso, meu fim de semana foi bem tranquilo, comparado aos últimos que tive. Sexta, fiquei em casa corrigindo provas e mais provas... Fiquei atolada em papel!!!! Sábado de noitinha, fui para a casa da Jacque, uma amiga do trabalho, que mora perto do campus da faculdade onde fui fazer a prova. Foi bom, porque a hora em que meus amigos da faculdade estavam pegando o trêm, eu estava acordando!!! Mais tempo para o descanso.
Essa semana tenho algumas coisas em mente, e em pauta, para realizar. Como disse anteriormente, tenho a quita de pizza com os alunos da 2002. Domingo, temos o Dia das Mães. Sábado meu amigo vai tocar, e como sempre, ele deve chamar, mas dessa vez, por mais que eu seja tiete total da banda, não sei se vou. Justamente, porque, geralmente, ao sair sábado, só volto pra casa no domingo de manhã, e domingo JÁ É o Dia da minha mamãe, né? Mas vamos ver... O mundo é uma caixinha de surpresas.
No mais, sempre esperando que as coisas aconteçam da melhor forma possível... Termino aqui com a frase do meu orkut: De hoje em diante, só quero boas notícias... de problemas, já bastam os meus!
Beijos e até a próxima!
Segunda-feira, início de mês, já estamos quase na metade de um ano...
Ontem foi a minha prova do concurso... Relativamente, achei uma prova muito fácil. Aliás, fácil demais para o meu gosto... E olha que eu nem consegui estudar o suficiente para achar alguma prova fácil, e isso pode representar certos problemas. Mas, como ainda tem a prova prática, vamos ver no que vai dar isso tudo... Estou bastante ansiosa!!! E tomara que eu passe.
Além disso, meu fim de semana foi bem tranquilo, comparado aos últimos que tive. Sexta, fiquei em casa corrigindo provas e mais provas... Fiquei atolada em papel!!!! Sábado de noitinha, fui para a casa da Jacque, uma amiga do trabalho, que mora perto do campus da faculdade onde fui fazer a prova. Foi bom, porque a hora em que meus amigos da faculdade estavam pegando o trêm, eu estava acordando!!! Mais tempo para o descanso.
Essa semana tenho algumas coisas em mente, e em pauta, para realizar. Como disse anteriormente, tenho a quita de pizza com os alunos da 2002. Domingo, temos o Dia das Mães. Sábado meu amigo vai tocar, e como sempre, ele deve chamar, mas dessa vez, por mais que eu seja tiete total da banda, não sei se vou. Justamente, porque, geralmente, ao sair sábado, só volto pra casa no domingo de manhã, e domingo JÁ É o Dia da minha mamãe, né? Mas vamos ver... O mundo é uma caixinha de surpresas.
No mais, sempre esperando que as coisas aconteçam da melhor forma possível... Termino aqui com a frase do meu orkut: De hoje em diante, só quero boas notícias... de problemas, já bastam os meus!
Beijos e até a próxima!
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