segunda-feira, 18 de dezembro de 2023

Depois de quase 10 anos...

 Boa noite, bom dia... Não sei!


Muito tempo se passou, desde que estive aqui, pela última vez. Marido, filhos (com s, no plural, mesmo!), casas... Muita coisa mudou, eu mudei!

Já não sou, nem de perto, a mesma que, outrora, produzia aquelas criações que, hoje, leio com certo orgulho e um bocado de vergonha alheia. 

Meu vocabulário anda menos rebuscado, mais infantilizado, e extremamente maternizado, cheio de "nãos", "não pode", "desce daí", "socorro, pelo amor de Deus"! Sem contar os clássicos "eu vou contar até três", "se eu for aí e achar", "eu vou embora, hein?!" Rsrs

Como disse, estou longe de ser aquela mulher de outros tempos... Quanta coisa aconteceu! Quanta coisa acumulou, passou, caiu no esquecimento e, enfim... Quem era eu, e quem eu sou, já não me recordo mais.

Hoje eu sou a mãe - a mãe do fulaninho de tal e do beltraninho. Vamos chamá-los de "Peixinho" e "Tourinho", dados seus signos como referência.

Peixinho me transformou por completo - mais do que ser mãe, me incentivou a ser esposa. E me ensinou o que é o amor de mãe de uma forma nada tranquila... Talvez até dolorosa, visto as circunstâncias do seu nascimento prematuro e turbulento. Parece que dói, esse excesso de amor incondicional. Parece que assusta, desespera. É um misto de "misericórdia" com "eita porra", completamente desregulado. Facilitaria muito se a gente pudesse criar um dimer de sentimentos, após o primeiro filho!

Cinco anos depois, me vi novamente gerando outro ser. Tourinho nasceu no tempo certo, em uma gestação nada tranquila, num momento de muitos medos e insegurança mundial, sobre o futuro da humanidade. Veio de surpresa em meio a uma pandemia letal. Mas, graças à Deus, veio com a saúde a força que seu signo e codinome representam.


E hoje, por vezes, ainda me pego pensando em como eu seria, onde estaria, e o porquê a minha vida deu esse 360º....? Eu nem planejava casar... imagina ter filhos? Hahahahah Eu rio na cara do perigo!


Enfim, este post só tem a intenção de atualizar, a quem quer que seja que, por ventura, se aventure a ler novamente, este blog abandonado.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Loading............... 2015!

Bom dia, gente! Que saudades!!!! 

Depois de mais de ano, resolvi (e consegui), reabrir o blog. Fiquei espantada com a quantidade de tempo sem acesso e, de primeira olhadela, até me surpreendi com textos que eu nem lembrava ter escrito. Rs.

Mas como toda virada de ano, prometemos mudanças... Aqui estou, planejando e querendo reativar os meus textos.

Como já disse anteriormente, o que aguça a minha criatividad, e a de muitos escritores e poetas, infelizmente... É a tristeza. Ela nos leva ao nosso mais profundo "eu", e nos faz enxergar nuances da vida que, enquanto preocupados com a felicidade, deixamos de ver. E, graças à Deus, 2014 foi um ano em busca da felicidade, depois de tantos cascudos tomados pela vida. Foram tantas emoções, como diria Roberto Carlos... 


Porém, estou de volta, e espero SIN-CE-RA-MEN-TE que a minha felicidade não atrapalhe as minhas analogias críticas, tampouco a minha criatividade com os poemas e letras de música. E por que não dizer, os contos??? Será que teremos novidades por aí? Será? Rsrsrs.

Me esforçarei e PROMETO tentar trazer coisas boas!!!

Beijocas a todos que leem, leram ou irão ler; e um Feliz 2015! ;)

segunda-feira, 8 de julho de 2013

O sofrimento alheio

É natural, do ser humano. A minha dor é maior que a sua; a sua vida é melhor que a minha; meus problemas são devastadores, e você deveria parar de reclamar, porque o seu problema, não é nada comparado ao que eu já enfrentei nessa vida...

Hoje, passeando pelas redes sociais, estive refletindo sobre dois perfis, distintos, que encaram problemas sociais diferentes... E pensei no quanto isso me afeta, e se eu estou fazendo o certo em minha vida. Vim pensando sobre isso, porque recentemente estou num conflito interno, que pouco ou nada transparece aos olhos de quem, há uns anos, me viu pelas telas do computador. Tenho parado de me expor, de fato... Conselho de amigos que, delicadamente, me disseram que mesmo quem não me conhece, sabe demais da minha vida... Só olhar o meu perfil!

Uma dessas pessoas é  alguém com quem pouco convivi, mas aprendi a olhar sob uma forma diferente da usual, quando ainda trabalhávamos no mesmo lugar. Como pode, seis anos de diferença fazerem TANTA diferença? Essa pessoa hoje encontra-se divorciada, por duas vezes, é bem sucedida, profissionalmente, e mãe. Quando a conheci, achei que ela era a mulher mais bonita que eu já tinha visto em toda a minha vida; porém, um tanto... Nariz em pé!

E de fato, era. Nada que fugisse às regras da forma como foi criada, do berço onde se criou, da educação que lhe foi dada. Uma moça estilo "paquita", cria de um bairro nobre, típica patricinha nojentinha, das quais eu sempre procurei manter distância. E, alguns anos depois de conhecê-la, a conheci de uma outra forma. Sempre muito elegante - é, essa parte eu nunca deixei de admirar - veio solta, leve, recém divorciada, à uma "night" com as amigas. Muito mais magra, abatida, mas trazia em si um sorriso no rosto, um esforço de reerguida.

A pessoa estava naquele momento de redescoberta do seu EU, que involuntariamente acaba se anulando em partes, quando se está muito tempo como casal de outra pessoa. Não que isso seja ruim, mas é um processo árduo, de reconstrução do seu eu único, solteiro. É saber se você realmente gosta de um certo vinho chileno que provou com ele, é voltar a dançar o pagode de antes de namorar. É vestir o longo porque gosta, e não porque é moralmente correto à família dele.

Quando ela finalmente encontrou o seu brilho singular, ela se acertou com um "caso" de uma night... Os encontros se tornaram compromisso, e em pouco tempo vinha um casamento, seguido de um "baby" lindo! Os dois pareciam casal de comercial de margarina. Perfeitos, lindos, intocáveis. Será que eles brigavam??? E brigariam por que, se tudo entre eles parecia tão sublime?

Foi quando, recentemente, depois de uma postagem um tanto quanto suspeita, resolvi entrar em seu perfil e vi que, realmente, o casamento havia terminado. E eu pensei: de novo? E me arrependi de ter pensado daquela forma, ao imaginar por todo sofrimento pelo qual ela deve estar passando, mais uma vez, e ainda com o peso de ter um filho pra não transparecer dor, e que ainda é fruto daquele relacionamento que não deu certo...

Em outra vertente, dentro da minha família, tivemos uma perda lastimável! Um rebento que não chegou a respirar, prematuramente deixando a vida, e devastando a vida dos que o geravam. Uma recente e mínima aproximação me fez presenciar momentos de intimidade além do que eu poderia imaginar. Brigas, todos os casais têm! Mas sempre admirei, por exemplo, meus pais, que independente de onde e quando acontecia... Lavavam a roupa suja em casa.

Óbvio que o fato rendeu um discurso de desculpas por mensagem eletrônica. Pouco me importei com o fato em si, e fiz questão de deixar claro que mesmo não gostando de presenciar tais fatos, não criticava. A vida à dois nunca é um mar de rosas... E assim como uma briga, perder um filho ainda não gerado completamente é de uma dor tão grande quanto se já estivesse em vida. Meus sentimentos, mesmo que não expressos, pessoalmente, à famila!

E então pensei... A distância entre as idades também não é a maior do mundo, e esta também é uma mulher que sofre... Sofre pela perda de um ente já querido, e como foi querido, pois seria o rebento macho, completaria um casal, realizaria o sonho da maior parte das mães que querem ter mais de um filho. Tão dilacerada quanto.

Bom, e eu, estou aqui, nos meus 26 quase 27 anos, me lamentando internamente porque estou à beira dos 30, e ainda não resolvi a minha vida amorosa ou financeira, de fato. Observo, aguardo, espero, e deixo passar oportunidades que talvez tivesses me dado um outro destino, hoje!

Será que o que não é hoje, talvez fosse melhor, se o passado tivesse tomado outros rumos? Será que as dores e os sofrimentos por o que quer que seja que eu sofra, não apareceriam, ou seriam maiores? E se eu já tivesse casado? Estaria ainda hoje com a mesma pessoa, ou colecionaria uma série de ex? Se tivesse filhos, estariam todos bem e saudáveis? Teria eu perdido algum?

O sofrimento alheio não me torna uma pessoa mais feliz, pelo contrário, me faz pensar no futuro que eu quero pra mim, sobre o que eu quero mudar, e se realmente eu quero mudar.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Vem pra rua, que a rua é a melhor arquibancada do Brasil!

Prezada Sra. Dilma,

Venho por meio desta, expor minha opinião, sobre os últimos fatos ocorridos em nosso país. Não, não venho falar sobre Copa das Confederações, não venho falar sobre a proximidade do próximo Carnaval, não venho, tampouco, discursar sobre as cidades turísticas e os pacotes de Reveillón! Venho pelo movimento nas ruas, os protestos, as manifestações, as vaias. Venho por todas as hashtags usadas em redes sociais, e convites a ir às ruas, sobre esse assunto.

Cara presidenta, se és tida como exemplo de marco de uma revolução na história de nosso país, penso que deverias estar orgulhosa de seu povo!!! Afinal, és a primeira presidente mulher, num país relativamente novo; também fostes uma militante de protestos, de movimentos e manifestações nas ruas. Inclusive, lembro-me de, ao ler um pouco sobre a sua história, que não só fizestes parte, como teria sido torturada e presa, por tais motivos. Por que tanta careta, então?

Senhora, não vês que os filhos são o reflexo de seus pais? E como atual mãe do Brasil, teus “filhos” estão correndo atrás dos direitos que lhes cabem. Deixe-os crescerem, lutarem, conquistarem seus objetivos.

Como mãe, não te lembras da revolta que causa em cada criança, quando nega alguma coisa? Sou a favor das negações. Mas das negativas corretas. Não negue cidadania aos seus filhos! Não negue educação, saúde, livre arbítrio, boas condições de trabalho, transporte público com excelência. Não negue aos seus filhos os direitos que lhes são, assim, de direito.

Hoje, a nação resolveu buscar a felicidade. Numa revolução silenciosa, que visa melhorias nada egoístas. Egoístas são as melhorias que atingem apenas a menor parte da população, os seus filhos mais próximos, dos Ministérios, Senados, e subdivisões de poder. Ainda penso que todos deveriam ter iguais condições de trabalho e favorecimento aos dos restante da população. Dê aos mesmos casas de menos de 60m², salários mínimos, direito a atendimento público de saúde, educação, transporte... TRANSPORTE!

Não são apenas 0,20 centavos, MADRASTA! São os 0,20 centavos de reais gastos todos os dias por MILHÕES de seus filhos, dia após dia, em ônibus lotados até a última partícula de oxigênio se esgotar, que não veem o retorno às suas vidas; é o tomate saindo por DOZE REAIS O QUILO, e eu não perceber nenhuma praga na lavoura, nenhuma reclamação do plantio, é o trabalhador pagar os impostos mais caros do planeta, é um senhor ficar QUATRO ANOS na fila do SUS, esperando um transplante de rim... E é porque o SISTEMA SANGUE-SUGA que tu e os teus mantém com esses míseros 0,20 centavos, sustenta regalias de salários altos, belas moradias e carros luxuosos, viagens, caixas-dois, dinheiros em cueca, mensalões, inflações... E até essa quantidade ridícula de Botox que tens enxertado na face!

Senhora, és economista! Sabe quanto isso rende aos cofres públicos? Para que eu me aposente com quase 70 anos, para receber, sei lá, um terço do meu salário? Pra eu precisar pagar planos de saúde CARÍSSIMOS, porque sim, velhos pagam mais que os mais novos, não sei se a senhora está ciente! Pagar porque o sistema público quase nunca oferece o serviço que mereço, pela quantidade de imposto que eu pago, até na bala de 0,10 centavos que comprei??? É, acho que sabes bem...


Sra. Dilma Rousseff, acredite, ninguém recebe vaias sem motivo! Há uma insatisfação latente sendo retirada da inércia, nesse momento... E está muito claro e evidente que o gigante acordou, que os filhos não fogem mais à luta, e nem temem a própria morte! Não trave uma guerra com os seus próprios filhos, não seria a atitude mais inteligente, e a senhora, que teve instrução e educação de boa qualidade, deve saber disso mais do que grande parte dessa gente que está indo reivindicar, agora!

sábado, 1 de junho de 2013

Ironia

Palmas para ela
Dona ironia
Que vem nos abrilhantar nesta noite fria

Atormentando almas
Em passadas curtas
Ameaçando os sorrisos de outros dias

Hoje, fora branda
Acalantando bebês
Ao trocarem olhares, em suas despedidas

Amanhã será trevas
Ateando fogo
Aos que amam, em sua moradia

Ah, dona Ironia
Por que agir
Em momento triste, vilã te tornarias

Provas do veneno
Lida com tua ira
Mordendo a ti, tua própria língua

E não mais
Brincar-te-ia
Com quem nada te causaria

Por que me tomas, Ironia?

Vênus e Marte



Ok,você pensa coisas... E pensa justamente porque eu te dei o direito de pensar, exatamente no momento em que eu abri as portas para as possibilidades de uma liberdade promíscua e prematura.

Você imagina... Imagina mais do que deveria. Cospe do seu veneno e me acusa, e não compreende que fazendo assim, me dá gratuitamente o direito de agir da mesma forma. Pois o que vale para um, vale para o outro!

Mas eu não ajo. Mas eu simplesmente me reservo aos valores que me foram trabalhados em criação. Prefiro fazer com que você entenda, por gestos simples e delicados, o quão erroneamente te deixas levar. E respondo com flores às suas patadas.



Infelicidade a minha perceber daqui de cima que somos de mundos tão diferentes... Não pertenço ao hall das senhoras de meia idade, cronologicamente, mas sua jovialidade demasiada distancia Vênus de Marte bem mais do que a gravidade.

E enquanto brincas e te divertes com os seus, sinto o precipitar das lágrimas caídas da nuvem cinzenta e embaçada dos meus olhos, causando tormentas de enchente dentro do meu peito.

Despedida

Enquanto a mim couber este fardo
Em nutrir no peito sentimento vão
De amar só e desfrutar da acompanhada solidão

Não se torna sofrimento a espera
De um retorno não tão certo
Muito embora seja certa a volta à tua terra

O que aguardar de nós, carcomidos em ferrugem
Em todo esse passar de tempo?
A inconstância que impera em mente
Traz aos olhos a neblina, com o vento

E o selo da despedida daquela noite,
À vontade, em permanecer entre nós
Dragou-me a alma e tomou-me em açoite

A lágrima não deixada arde mais em alma
Que a dor dos infelizes condenados ao inferno
Guardo comigo, silenciosa, no coração, a chama

Até que o tempo torne o retorno breve

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Relacionamentos

Recentemente, li um texto muito bom, falando sobre "estar junto". Embora eu não concorde com a totalidade do assunto, fiquei pensando em por que mudamos tanto, dentro de um relacionamento? Por que não ser sempre como a fase boa, do começo?

Vejamos o texto:

Relacionamentos acontecem. Você não precisa força-los. Tampouco apressá-los. Pessoas ficam juntas porque querem, no momento em que decidem juntas. Querer já é muito e ajuda a eliminar algumas dúvidas. As dúvidas existem porque pensamos nelas. E tudo está sujeito ao engano. É incontrolável. Como evitar cair em relações de dependência? Seja responsável por você: pensamentos, sentimentos e atos. Parece banal, mas não é. Não tente impor ao outro sua responsabilidade com relação a você mesmo. Ele gosta de você, mas não é tão responsável por você assim. Você responde por você, ele responde por ele. Amor não se cobra. Atenção também não. Carinho muito menos. Tenha isso em mente. Não tenha a obrigação de corresponder às expectativas do outro em todos os momentos. Ele as criou. Não o obrigue a corresponder às suas expectativas em todos os momentos. Você as criou. A moeda da culpa é muito alta. Não se culpem à toa. Não usem chantagens baratas, usem as mais elaboradas, em momentos oportunos. Não somos animais de estimação: não tentem se domesticar. Não somos animais selvagens: não tentem se enjaular. Não estejam nem queiram estar presentes na vida um do outro o tempo todo. Ninguém nasce com duas sombras. E quando estiverem longe, não se liguem toda hora. Todo mundo pode esperar. Na vida é bom saber detectar o que é urgência de fato. O resto é controle. Não ligue antes de dormir para saber onde ele está com a desculpa “só liguei pra dar boa noite”. Você não é mãe dele e vocês não têm 12 anos. Só liguem quando quiser, ou precisar, e não porque ele quer que ligue. Não deixem que os monstros da comunicação instantânea assombrem. Um SMS não respondido imediatamente, uma ligação sem retorno, ficar um dia sem se falar: não foi nada! Vocês não precisam checar o celular um do outro, fuçar as redes sociais, ter acesso aos e-mails pessoais. Quem inventou essa loucura? Não se controlem a ponto de ficarem com preguiça de se ver. Não aceite ser a polícia, o juiz ou o algoz de que você gosta. Sejam, menos ainda, vítimas um do outro. Não façam planos vitalícios com ninguém. E não se culpem por isso. Conversem sobre tudo, mas não discutam todos os lados da relação sempre. Incentivem-se, mas não virem o senso de direção um do outro. Não faça surpresas demais, não agrade demais. Ele não é seu filho único. Repito, que se vocês estão juntos é porque querem estar. Isso já é tão belo. Tenha assuntos e amigos pessoais, ele não deve ser seu único assunto e interlocutor. É sempre bom ter o que fazer na vida. Trabalho e lazer. É recomendável ter muitas coisas para pensar, como ideias e viagens. Hoje você vai sair sem ele e tudo bem. Amanhã ele vai viajar sem você e tudo bem. Hoje você vai encher a cara com seus amigos. É sempre bom. Depois de amanhã vocês podem ir ao cinema juntos! Então saibam se divertir juntos. E saibam se divertir um sem o outro. Não se violentem. A tortura é uma técnica menor. Pode dormir na casa dela, mas lembrem-se: você não mora lá. Pegação não é flerte. Flerte não é paixão. Paixão não significa romance. Romance não é namoro. Namoro não é casamento. Casamento não é virar uma pessoa só. Duas bocas, oito membros, duas cabeças, dois corações, dois organismos que só se comunicam com o mundo usando verbos na primeira pessoa do plural. Isso é mutação. Briguem por motivos reais. Tenham ciúme por motivos reais. 90% dos casos os motivos não são reais. Você tem passado. Ele tem passado. Ciúme do passado é motivo irreal. Você tem seus segredos. Ele tem os segredos dele. Respeitem-se. Aprendam a ensinar que respeito não envolve hostilidade. Tudo isso não quer dizer que ele tem outra pessoa, que você se apaixonou por outra pessoa ou que vocês se gostam pouco. Tudo isso vai fazer vocês gostarem mais um do outro. Antes de você existir na vida dele ele já existia. Existir não é tarefa fácil. Tem que deixar a existência arejada, sempre, pra poder existir ao lado de alguém. Mais disposto e com mais vontade. Que bom que você chegou na vida dele. Mas ele não nasceu de novo. Tudo vai se adaptar ao novo cenário. Tenham paciência. É exercício. Tentem cortar as ilusões de domínio: não funcionam com territórios, não funciona com conhecimento, nunca vai funcionar com pessoas. Isso adia os finais trágicos das relações possessivas. E torna as relações mais inspiradoras. Essas duram mais. No pós-romance as pessoas não precisam explicar tanto. Elas estão juntas porque querem. Isso basta. Fim.

Autor desconhecido

segunda-feira, 18 de março de 2013

Mudanças


Mudar! Mudar é encarar o novo, corajosamente, e saber que você vai precisar modificar hábitos, atitudes.  Mudanças não são fáceis, não são rápidas... Demandam dedicação, esforço, força de vontade. Pontapé inicial: insatisfação!

Você pode se sentir insatisfeito com muitas coisas: a sua situação financeira, seu corpo, seu relacionamento. Você pode tentar fazer uma manutenção naquilo que você já possui, por uma questão de medo de mudanças radicais, ou de estar apegado àquilo que se tem. Mas quando se toma a decisão de mudar, poucos são os relatos de arrependimento.

E por que eu resolvi falar sobre isso?

Recentemente, mais precisamente em Janeiro, eu resolvi entrar num processo de reeducação alimentar. Estava determinada, há um bom tempo, em melhorar meu condicionamento físico, em emagrecer, e me sentir bem com o meu corpo. Ele era ruim? Não necessariamente. Era melhor do que o de muitas pessoas que eu conheço, mas mesmo assim, eu queria melhorar. E MELHORAR nunca é demais.

Meu incentivo foi uma viagem à Balneário Camboriú. Sempre ouvi dizer que as Catarinenses são lindas, e que as “normais” de lá, são as bonitas daqui. Bateu um desespero de não ser tão atraente, não tão bonita, de me sentir deslocada... Então, desde o meado do ano passado, comecei a fazer caminhada. Adiantou bastante. Consegui diminuir o peso, medidas, e aí eu percebi que era altamente possível.

Logo depois da viagem, considerei a evolução de uma amiga, Ananda Floriano, através de alimentação adequada, casada com atividades físicas. Uma transformação enorme, que oferecia a experiência como incentivo, e dicas para quem quisesse aderir à ideia. Resolvi topar o desafio de 30 dias frenéticos de mudança drástica na alimentação. A minha atividade física ainda não se resume à academia, porque dependo de um “alvará” do cardiologista. Mas comecei, e propus à minha irmã, pra ter alguém de apoio próximo.

Comer direito, 6 refeições ao dia, massas integrais, grãos, alimentos termogênicos, chás, e 5kg eliminados em UM mês, sem atividades físicas monitoradas. Manequins menores, tendo que comprar coisas novas, porque as velhas não cabem mais! Parecem um saco de batata. Rs...

Adicionei algumas páginas de vida saudável, em redes sociais, e passei a ver a mudança fazendo efeito nas pessoas. Não sei, mas acho que hoje, há muito mais pessoas querendo mudar, melhorar, seja por estética, seja por condições de saúde. E essa mudança é refletida nas fotos.

Vejo pessoas com menos inibição, menos timidez, mais sorriso no rosto, mais leves! Piadinhas à parte... O processo de mudança, quando mostra o resultado devido, faz com que a pessoa se ame mais, se goste mais, se observe mais. E se amando, as coisas mudam em outros campos. Qualquer insatisfação indica que mudanças são necessárias, e se eu perco o medo de mudar, por que me acomodar com o que não me faz bem? Não há bem que dure, ou mal que perdure! O que determina se é bom ou ruim, é a forma que você encara as coisas...

Se não der certo, mude outra vez!

domingo, 10 de março de 2013