segunda-feira, 8 de julho de 2013

O sofrimento alheio

É natural, do ser humano. A minha dor é maior que a sua; a sua vida é melhor que a minha; meus problemas são devastadores, e você deveria parar de reclamar, porque o seu problema, não é nada comparado ao que eu já enfrentei nessa vida...

Hoje, passeando pelas redes sociais, estive refletindo sobre dois perfis, distintos, que encaram problemas sociais diferentes... E pensei no quanto isso me afeta, e se eu estou fazendo o certo em minha vida. Vim pensando sobre isso, porque recentemente estou num conflito interno, que pouco ou nada transparece aos olhos de quem, há uns anos, me viu pelas telas do computador. Tenho parado de me expor, de fato... Conselho de amigos que, delicadamente, me disseram que mesmo quem não me conhece, sabe demais da minha vida... Só olhar o meu perfil!

Uma dessas pessoas é  alguém com quem pouco convivi, mas aprendi a olhar sob uma forma diferente da usual, quando ainda trabalhávamos no mesmo lugar. Como pode, seis anos de diferença fazerem TANTA diferença? Essa pessoa hoje encontra-se divorciada, por duas vezes, é bem sucedida, profissionalmente, e mãe. Quando a conheci, achei que ela era a mulher mais bonita que eu já tinha visto em toda a minha vida; porém, um tanto... Nariz em pé!

E de fato, era. Nada que fugisse às regras da forma como foi criada, do berço onde se criou, da educação que lhe foi dada. Uma moça estilo "paquita", cria de um bairro nobre, típica patricinha nojentinha, das quais eu sempre procurei manter distância. E, alguns anos depois de conhecê-la, a conheci de uma outra forma. Sempre muito elegante - é, essa parte eu nunca deixei de admirar - veio solta, leve, recém divorciada, à uma "night" com as amigas. Muito mais magra, abatida, mas trazia em si um sorriso no rosto, um esforço de reerguida.

A pessoa estava naquele momento de redescoberta do seu EU, que involuntariamente acaba se anulando em partes, quando se está muito tempo como casal de outra pessoa. Não que isso seja ruim, mas é um processo árduo, de reconstrução do seu eu único, solteiro. É saber se você realmente gosta de um certo vinho chileno que provou com ele, é voltar a dançar o pagode de antes de namorar. É vestir o longo porque gosta, e não porque é moralmente correto à família dele.

Quando ela finalmente encontrou o seu brilho singular, ela se acertou com um "caso" de uma night... Os encontros se tornaram compromisso, e em pouco tempo vinha um casamento, seguido de um "baby" lindo! Os dois pareciam casal de comercial de margarina. Perfeitos, lindos, intocáveis. Será que eles brigavam??? E brigariam por que, se tudo entre eles parecia tão sublime?

Foi quando, recentemente, depois de uma postagem um tanto quanto suspeita, resolvi entrar em seu perfil e vi que, realmente, o casamento havia terminado. E eu pensei: de novo? E me arrependi de ter pensado daquela forma, ao imaginar por todo sofrimento pelo qual ela deve estar passando, mais uma vez, e ainda com o peso de ter um filho pra não transparecer dor, e que ainda é fruto daquele relacionamento que não deu certo...

Em outra vertente, dentro da minha família, tivemos uma perda lastimável! Um rebento que não chegou a respirar, prematuramente deixando a vida, e devastando a vida dos que o geravam. Uma recente e mínima aproximação me fez presenciar momentos de intimidade além do que eu poderia imaginar. Brigas, todos os casais têm! Mas sempre admirei, por exemplo, meus pais, que independente de onde e quando acontecia... Lavavam a roupa suja em casa.

Óbvio que o fato rendeu um discurso de desculpas por mensagem eletrônica. Pouco me importei com o fato em si, e fiz questão de deixar claro que mesmo não gostando de presenciar tais fatos, não criticava. A vida à dois nunca é um mar de rosas... E assim como uma briga, perder um filho ainda não gerado completamente é de uma dor tão grande quanto se já estivesse em vida. Meus sentimentos, mesmo que não expressos, pessoalmente, à famila!

E então pensei... A distância entre as idades também não é a maior do mundo, e esta também é uma mulher que sofre... Sofre pela perda de um ente já querido, e como foi querido, pois seria o rebento macho, completaria um casal, realizaria o sonho da maior parte das mães que querem ter mais de um filho. Tão dilacerada quanto.

Bom, e eu, estou aqui, nos meus 26 quase 27 anos, me lamentando internamente porque estou à beira dos 30, e ainda não resolvi a minha vida amorosa ou financeira, de fato. Observo, aguardo, espero, e deixo passar oportunidades que talvez tivesses me dado um outro destino, hoje!

Será que o que não é hoje, talvez fosse melhor, se o passado tivesse tomado outros rumos? Será que as dores e os sofrimentos por o que quer que seja que eu sofra, não apareceriam, ou seriam maiores? E se eu já tivesse casado? Estaria ainda hoje com a mesma pessoa, ou colecionaria uma série de ex? Se tivesse filhos, estariam todos bem e saudáveis? Teria eu perdido algum?

O sofrimento alheio não me torna uma pessoa mais feliz, pelo contrário, me faz pensar no futuro que eu quero pra mim, sobre o que eu quero mudar, e se realmente eu quero mudar.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Vem pra rua, que a rua é a melhor arquibancada do Brasil!

Prezada Sra. Dilma,

Venho por meio desta, expor minha opinião, sobre os últimos fatos ocorridos em nosso país. Não, não venho falar sobre Copa das Confederações, não venho falar sobre a proximidade do próximo Carnaval, não venho, tampouco, discursar sobre as cidades turísticas e os pacotes de Reveillón! Venho pelo movimento nas ruas, os protestos, as manifestações, as vaias. Venho por todas as hashtags usadas em redes sociais, e convites a ir às ruas, sobre esse assunto.

Cara presidenta, se és tida como exemplo de marco de uma revolução na história de nosso país, penso que deverias estar orgulhosa de seu povo!!! Afinal, és a primeira presidente mulher, num país relativamente novo; também fostes uma militante de protestos, de movimentos e manifestações nas ruas. Inclusive, lembro-me de, ao ler um pouco sobre a sua história, que não só fizestes parte, como teria sido torturada e presa, por tais motivos. Por que tanta careta, então?

Senhora, não vês que os filhos são o reflexo de seus pais? E como atual mãe do Brasil, teus “filhos” estão correndo atrás dos direitos que lhes cabem. Deixe-os crescerem, lutarem, conquistarem seus objetivos.

Como mãe, não te lembras da revolta que causa em cada criança, quando nega alguma coisa? Sou a favor das negações. Mas das negativas corretas. Não negue cidadania aos seus filhos! Não negue educação, saúde, livre arbítrio, boas condições de trabalho, transporte público com excelência. Não negue aos seus filhos os direitos que lhes são, assim, de direito.

Hoje, a nação resolveu buscar a felicidade. Numa revolução silenciosa, que visa melhorias nada egoístas. Egoístas são as melhorias que atingem apenas a menor parte da população, os seus filhos mais próximos, dos Ministérios, Senados, e subdivisões de poder. Ainda penso que todos deveriam ter iguais condições de trabalho e favorecimento aos dos restante da população. Dê aos mesmos casas de menos de 60m², salários mínimos, direito a atendimento público de saúde, educação, transporte... TRANSPORTE!

Não são apenas 0,20 centavos, MADRASTA! São os 0,20 centavos de reais gastos todos os dias por MILHÕES de seus filhos, dia após dia, em ônibus lotados até a última partícula de oxigênio se esgotar, que não veem o retorno às suas vidas; é o tomate saindo por DOZE REAIS O QUILO, e eu não perceber nenhuma praga na lavoura, nenhuma reclamação do plantio, é o trabalhador pagar os impostos mais caros do planeta, é um senhor ficar QUATRO ANOS na fila do SUS, esperando um transplante de rim... E é porque o SISTEMA SANGUE-SUGA que tu e os teus mantém com esses míseros 0,20 centavos, sustenta regalias de salários altos, belas moradias e carros luxuosos, viagens, caixas-dois, dinheiros em cueca, mensalões, inflações... E até essa quantidade ridícula de Botox que tens enxertado na face!

Senhora, és economista! Sabe quanto isso rende aos cofres públicos? Para que eu me aposente com quase 70 anos, para receber, sei lá, um terço do meu salário? Pra eu precisar pagar planos de saúde CARÍSSIMOS, porque sim, velhos pagam mais que os mais novos, não sei se a senhora está ciente! Pagar porque o sistema público quase nunca oferece o serviço que mereço, pela quantidade de imposto que eu pago, até na bala de 0,10 centavos que comprei??? É, acho que sabes bem...


Sra. Dilma Rousseff, acredite, ninguém recebe vaias sem motivo! Há uma insatisfação latente sendo retirada da inércia, nesse momento... E está muito claro e evidente que o gigante acordou, que os filhos não fogem mais à luta, e nem temem a própria morte! Não trave uma guerra com os seus próprios filhos, não seria a atitude mais inteligente, e a senhora, que teve instrução e educação de boa qualidade, deve saber disso mais do que grande parte dessa gente que está indo reivindicar, agora!

sábado, 1 de junho de 2013

Ironia

Palmas para ela
Dona ironia
Que vem nos abrilhantar nesta noite fria

Atormentando almas
Em passadas curtas
Ameaçando os sorrisos de outros dias

Hoje, fora branda
Acalantando bebês
Ao trocarem olhares, em suas despedidas

Amanhã será trevas
Ateando fogo
Aos que amam, em sua moradia

Ah, dona Ironia
Por que agir
Em momento triste, vilã te tornarias

Provas do veneno
Lida com tua ira
Mordendo a ti, tua própria língua

E não mais
Brincar-te-ia
Com quem nada te causaria

Por que me tomas, Ironia?

Vênus e Marte



Ok,você pensa coisas... E pensa justamente porque eu te dei o direito de pensar, exatamente no momento em que eu abri as portas para as possibilidades de uma liberdade promíscua e prematura.

Você imagina... Imagina mais do que deveria. Cospe do seu veneno e me acusa, e não compreende que fazendo assim, me dá gratuitamente o direito de agir da mesma forma. Pois o que vale para um, vale para o outro!

Mas eu não ajo. Mas eu simplesmente me reservo aos valores que me foram trabalhados em criação. Prefiro fazer com que você entenda, por gestos simples e delicados, o quão erroneamente te deixas levar. E respondo com flores às suas patadas.



Infelicidade a minha perceber daqui de cima que somos de mundos tão diferentes... Não pertenço ao hall das senhoras de meia idade, cronologicamente, mas sua jovialidade demasiada distancia Vênus de Marte bem mais do que a gravidade.

E enquanto brincas e te divertes com os seus, sinto o precipitar das lágrimas caídas da nuvem cinzenta e embaçada dos meus olhos, causando tormentas de enchente dentro do meu peito.

Despedida

Enquanto a mim couber este fardo
Em nutrir no peito sentimento vão
De amar só e desfrutar da acompanhada solidão

Não se torna sofrimento a espera
De um retorno não tão certo
Muito embora seja certa a volta à tua terra

O que aguardar de nós, carcomidos em ferrugem
Em todo esse passar de tempo?
A inconstância que impera em mente
Traz aos olhos a neblina, com o vento

E o selo da despedida daquela noite,
À vontade, em permanecer entre nós
Dragou-me a alma e tomou-me em açoite

A lágrima não deixada arde mais em alma
Que a dor dos infelizes condenados ao inferno
Guardo comigo, silenciosa, no coração, a chama

Até que o tempo torne o retorno breve

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Relacionamentos

Recentemente, li um texto muito bom, falando sobre "estar junto". Embora eu não concorde com a totalidade do assunto, fiquei pensando em por que mudamos tanto, dentro de um relacionamento? Por que não ser sempre como a fase boa, do começo?

Vejamos o texto:

Relacionamentos acontecem. Você não precisa força-los. Tampouco apressá-los. Pessoas ficam juntas porque querem, no momento em que decidem juntas. Querer já é muito e ajuda a eliminar algumas dúvidas. As dúvidas existem porque pensamos nelas. E tudo está sujeito ao engano. É incontrolável. Como evitar cair em relações de dependência? Seja responsável por você: pensamentos, sentimentos e atos. Parece banal, mas não é. Não tente impor ao outro sua responsabilidade com relação a você mesmo. Ele gosta de você, mas não é tão responsável por você assim. Você responde por você, ele responde por ele. Amor não se cobra. Atenção também não. Carinho muito menos. Tenha isso em mente. Não tenha a obrigação de corresponder às expectativas do outro em todos os momentos. Ele as criou. Não o obrigue a corresponder às suas expectativas em todos os momentos. Você as criou. A moeda da culpa é muito alta. Não se culpem à toa. Não usem chantagens baratas, usem as mais elaboradas, em momentos oportunos. Não somos animais de estimação: não tentem se domesticar. Não somos animais selvagens: não tentem se enjaular. Não estejam nem queiram estar presentes na vida um do outro o tempo todo. Ninguém nasce com duas sombras. E quando estiverem longe, não se liguem toda hora. Todo mundo pode esperar. Na vida é bom saber detectar o que é urgência de fato. O resto é controle. Não ligue antes de dormir para saber onde ele está com a desculpa “só liguei pra dar boa noite”. Você não é mãe dele e vocês não têm 12 anos. Só liguem quando quiser, ou precisar, e não porque ele quer que ligue. Não deixem que os monstros da comunicação instantânea assombrem. Um SMS não respondido imediatamente, uma ligação sem retorno, ficar um dia sem se falar: não foi nada! Vocês não precisam checar o celular um do outro, fuçar as redes sociais, ter acesso aos e-mails pessoais. Quem inventou essa loucura? Não se controlem a ponto de ficarem com preguiça de se ver. Não aceite ser a polícia, o juiz ou o algoz de que você gosta. Sejam, menos ainda, vítimas um do outro. Não façam planos vitalícios com ninguém. E não se culpem por isso. Conversem sobre tudo, mas não discutam todos os lados da relação sempre. Incentivem-se, mas não virem o senso de direção um do outro. Não faça surpresas demais, não agrade demais. Ele não é seu filho único. Repito, que se vocês estão juntos é porque querem estar. Isso já é tão belo. Tenha assuntos e amigos pessoais, ele não deve ser seu único assunto e interlocutor. É sempre bom ter o que fazer na vida. Trabalho e lazer. É recomendável ter muitas coisas para pensar, como ideias e viagens. Hoje você vai sair sem ele e tudo bem. Amanhã ele vai viajar sem você e tudo bem. Hoje você vai encher a cara com seus amigos. É sempre bom. Depois de amanhã vocês podem ir ao cinema juntos! Então saibam se divertir juntos. E saibam se divertir um sem o outro. Não se violentem. A tortura é uma técnica menor. Pode dormir na casa dela, mas lembrem-se: você não mora lá. Pegação não é flerte. Flerte não é paixão. Paixão não significa romance. Romance não é namoro. Namoro não é casamento. Casamento não é virar uma pessoa só. Duas bocas, oito membros, duas cabeças, dois corações, dois organismos que só se comunicam com o mundo usando verbos na primeira pessoa do plural. Isso é mutação. Briguem por motivos reais. Tenham ciúme por motivos reais. 90% dos casos os motivos não são reais. Você tem passado. Ele tem passado. Ciúme do passado é motivo irreal. Você tem seus segredos. Ele tem os segredos dele. Respeitem-se. Aprendam a ensinar que respeito não envolve hostilidade. Tudo isso não quer dizer que ele tem outra pessoa, que você se apaixonou por outra pessoa ou que vocês se gostam pouco. Tudo isso vai fazer vocês gostarem mais um do outro. Antes de você existir na vida dele ele já existia. Existir não é tarefa fácil. Tem que deixar a existência arejada, sempre, pra poder existir ao lado de alguém. Mais disposto e com mais vontade. Que bom que você chegou na vida dele. Mas ele não nasceu de novo. Tudo vai se adaptar ao novo cenário. Tenham paciência. É exercício. Tentem cortar as ilusões de domínio: não funcionam com territórios, não funciona com conhecimento, nunca vai funcionar com pessoas. Isso adia os finais trágicos das relações possessivas. E torna as relações mais inspiradoras. Essas duram mais. No pós-romance as pessoas não precisam explicar tanto. Elas estão juntas porque querem. Isso basta. Fim.

Autor desconhecido

segunda-feira, 18 de março de 2013

Mudanças


Mudar! Mudar é encarar o novo, corajosamente, e saber que você vai precisar modificar hábitos, atitudes.  Mudanças não são fáceis, não são rápidas... Demandam dedicação, esforço, força de vontade. Pontapé inicial: insatisfação!

Você pode se sentir insatisfeito com muitas coisas: a sua situação financeira, seu corpo, seu relacionamento. Você pode tentar fazer uma manutenção naquilo que você já possui, por uma questão de medo de mudanças radicais, ou de estar apegado àquilo que se tem. Mas quando se toma a decisão de mudar, poucos são os relatos de arrependimento.

E por que eu resolvi falar sobre isso?

Recentemente, mais precisamente em Janeiro, eu resolvi entrar num processo de reeducação alimentar. Estava determinada, há um bom tempo, em melhorar meu condicionamento físico, em emagrecer, e me sentir bem com o meu corpo. Ele era ruim? Não necessariamente. Era melhor do que o de muitas pessoas que eu conheço, mas mesmo assim, eu queria melhorar. E MELHORAR nunca é demais.

Meu incentivo foi uma viagem à Balneário Camboriú. Sempre ouvi dizer que as Catarinenses são lindas, e que as “normais” de lá, são as bonitas daqui. Bateu um desespero de não ser tão atraente, não tão bonita, de me sentir deslocada... Então, desde o meado do ano passado, comecei a fazer caminhada. Adiantou bastante. Consegui diminuir o peso, medidas, e aí eu percebi que era altamente possível.

Logo depois da viagem, considerei a evolução de uma amiga, Ananda Floriano, através de alimentação adequada, casada com atividades físicas. Uma transformação enorme, que oferecia a experiência como incentivo, e dicas para quem quisesse aderir à ideia. Resolvi topar o desafio de 30 dias frenéticos de mudança drástica na alimentação. A minha atividade física ainda não se resume à academia, porque dependo de um “alvará” do cardiologista. Mas comecei, e propus à minha irmã, pra ter alguém de apoio próximo.

Comer direito, 6 refeições ao dia, massas integrais, grãos, alimentos termogênicos, chás, e 5kg eliminados em UM mês, sem atividades físicas monitoradas. Manequins menores, tendo que comprar coisas novas, porque as velhas não cabem mais! Parecem um saco de batata. Rs...

Adicionei algumas páginas de vida saudável, em redes sociais, e passei a ver a mudança fazendo efeito nas pessoas. Não sei, mas acho que hoje, há muito mais pessoas querendo mudar, melhorar, seja por estética, seja por condições de saúde. E essa mudança é refletida nas fotos.

Vejo pessoas com menos inibição, menos timidez, mais sorriso no rosto, mais leves! Piadinhas à parte... O processo de mudança, quando mostra o resultado devido, faz com que a pessoa se ame mais, se goste mais, se observe mais. E se amando, as coisas mudam em outros campos. Qualquer insatisfação indica que mudanças são necessárias, e se eu perco o medo de mudar, por que me acomodar com o que não me faz bem? Não há bem que dure, ou mal que perdure! O que determina se é bom ou ruim, é a forma que você encara as coisas...

Se não der certo, mude outra vez!

domingo, 10 de março de 2013

Conselho da noite!


Tola Lola

Tola Lola, evitou.
Uma hora, essa bifurcação apareceria em seus caminhos. E esse, sempre fora o seu medo...

Vivendo atemporalmente, aceitava como gracejo a vivacidade em encarar as novidades do momento à sós. Mas era apenas o seu momento. O momento dele,  apenas.

Momentos em que ela nunca fiz parte, enquanto Lola lutava para fazer com que cada momento meu fosse deles. Perspectivas diferentes. Caminhares diferentes em que ele nutriu sua presença como a de uma expectadora do seu espetáculo...

Ingenuamente, dessa forma em que, um dia, ela se prometeu não agir ou pensar... Se rendeu aos encantos de olhar para o ser que há além da capa,para o interior. Era doce, leve, amável, confortável...

Me inspirei ali, e a expectativa criou raízes. Tola Lola! Já vivestes isso, já provastes do veneno que a amargura da frustração traz consigo, e mesmo assim se deixou levar.

Consciente do erro, tentando manter os pés no chão, impossível é manter-se em si, enquanto alimenta a esperança, e ela rege os sentimentos.

Ah, e como ela queria que fosse verdade...! Tola Lola, que achou que, um dia, poderia acreditar no coração, novamente.

E assim, retomando o juízo, olhou por cima da situação criada, e sentiu ódio de si mesma! Por que? Qual é o segredo? Onde encontrar aquele alguém que sentirá algo parecido com o mesmo, de volta?
Tola Lola, que ainda acredita no amor!

sexta-feira, 8 de março de 2013

Mulher e o seu dia - Homenagem

8 de março - Dia Internacional da Mulher


Por que um dia em específico? Por que tanto estereótipo em cima desse ser? Todos os dias são dias, independente de credo, raça, idade, tipo físico...

Mulher, responsável pelo pecado e pela absolvição, porta o bem e o mal. Ela pode ser alta ou baixa, gorda ou magra, lisa ou crespa. Não importa o quão feminina ou masculinizada ela seja - nasceu mulher, será sempre mulher, mesmo que apenas em essência. Há um misticismo, uma magia que a cerca. Uma beleza natural esculpida em cada detalhe.




E ser mulher é tão importante, que apenas ela tem o dom de ser mãe, gerar ma vida dentro de si, sentir tudo o que é sentido em uma gravidez, e resistir. Ela, seja em qualquer parte do mundo, é responsável pelo milagre da vida, a mártir natural, que sofre, que sangra, que pari, que ama... Incondicionalmente! Mulher sabe o real significado do que é o amor.

Passa por cima do seu próprio sofrimento para amparar os filhos, faz jornadas múltiplas para dar conta de trabalho, casa e marido, encara sacrifícios, para se manter bela. Tudo isso, sempre com um sorriso no rosto, uma serenidade, que vai além do desespero e do medo presente, no dia a dia.


Aquele que é capaz de tirar essa obra de arte, que é um sorriso, do rosto de uma mulher, não é um ser digno. Não sabe que aquele movimento curvilíneo é um ato divino. Infeliz é aquele que não sabe como criar uma gargalhada feminina... Arrancar um sorriso de uma mulher é uma oração; fazer com que isso deixe de existir, é afrontar os Céus. Mas substituí-lo por lágrimas tristes... É a condenação ao inferno!



Mulher, seja qual for, quem for, como for... Um feliz dia, todos os dias! Não se prenda às homenagens de um 8 de março qualquer, nem às prestadas pelos homens. Receba uma a cada dia, a cada amanhecer, mesmo que venha do "invisível", mesmo que seja pela flor que brotou hoje em seu jardim. 



Minha pequena homenagem à nós, mulheres. Feliz dia!!!

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Ideais

Se há uma coisa que eu não gosto, é a criação de ideais. Para tudo, há um ideal, que nos é incutido, desde nossa formação: ideal social, ideal de corpo perfeito, ideal de status social, ideal de relacionamento... Ideais, ideais, ideais... Apenas ideias que pais passam, involuntariamente, para os seus filhos, perpetuando a crueldade que esses ideais trazem, quando não atingidos.

A moda era das gordinhas



Passou para as magrelas...



E hoje, se você não se encaixa nos padrões dos "figurantes de palco" de um programa de um canal aberto, de nível cultural duvidoso..



Ah, você tem que se esforçar muito pra atrair os olhares. Porque sempre vai ter um ou outro que vai olhar pro seu interior, mas antes disso, poucos serão os que estão interessados no seu psiquê!


Se você não consegue modificar seu status financeiro, no mínimo, sempre vai ter um parente que "lamentará" pela sua condição, porque ele sim, conseguiu pular algumas "classes", e independe da forma que isso foi conquistados. As pessoas, nesse caso, não se importam apenas em brindar a vitória de uns, mas em focar no "não tão bem sucedido" dos outros. Criticados, subjugados, como se não bastasse o tanto de esforço feito para, pelo menos, se manter.



E no amor... Ah, o amor! Relacionamentos idealizados o tempo inteiro...


Seremos plenamente felizes, apenas depois de encontrarmos a alma gêmea, a metade da laranja, aquele que nos completa. Completar? Até onde eu sei, não nasci "incompleta"... Veio tudo aqui, certinho!!!

O que não veio certo foi essa mania feia de querer seguir ideais criados por quem eu não tenho a mínima ideia de quem seja! Não é culpa minha, nem dos meus pais, nem dos seus... De ninguém! Ninguém que eu conheça, você conheça... E lutar contra um inimigo invisível é complicado!!!


Falar x Escutar. Vê quem sabe enxergar...

Ultimamente, venho muito aqui para desabafar, falar o que me incomoda, interiormente... E, sinceramente? Falar aqui, às vezes, surte mais efeito do que me desgastar, tantas vezes, pelo mesmo motivo, com as pessoas.

Por que insistir tanto no mesmo erro? As pessoas têm prazer em errar, em se manter no erro, mesmo depois  de tanto advertidas?

O que é que há, minha gente? Vamos abrir um pouco mais as nossas mentes para o que as outras pessoas, principalmente às que consideramos ser inteligentes, sensatas, pensam. Seguir um ou outro conselho não dói! Não mata, e se comprovado que é válido, torna as nossas vidas muito mais felizes e com menos problemas.


Falar é muito bom!! É uma dádiva, e um presente que nos foi dado. Podemos nos comunicar perfeitamente, falar várias línguas... Mas, muito mais importante que falar, é ouvir... É saber ouvir! Hoje, muitas pessoas sabem falar, falam demais. Porém, quando chega a vez de usarem o sentido da audição, muito me parece que as pessoas, simplesmente, fecham suas mentes, abstêm-se dos sentidos, e fingem que aquilo não é com elas. 

Por tal motivo é que, hoje, venho aqui pra desabafar... Eu já fiz a minha parte, dei o meu conselho, adverti, falei. Mas a pessoa não quer escutar, finge que não vê que há um problema iminente... Pode até ser por ingenuidade, mas, na boa? Com a idade que temos hoje, não cabe mais ingenuidade. A verdade está aí e aqui, pra quem quiser ver.



Falando nos sentidos, pior cego é aquele que não quer enxergar... E se depois de tantos avisos, é esse o papel que a pessoa quer assumir, eu lavo as minhas mãos!


sábado, 16 de fevereiro de 2013

Tá difícil até de respirar
Toda essa dor corrói
Por que tão ruim, gostar?
Complicando a saudade que dói.

A voz prestes a embargar
e as forças que não respondem mais
A fraqueza faz a perna bambear
Uma vontade de me isolar, no cais.

Observar o mar, me acalmar
Sentir a brisa tocar meu rosto
Andar de moto, gargalhar
Ir de encontro ao sentimento de gozo

E sonhar, apenas sonhar
Deitar e dormir tranquilamente
Deligar a cabeça e deixar de pensar
E deixar viver, sem peso na mente.

Desabafo

Há uns dias, comecei a escrever sobre uma foto que me fez lembrar o início de um relacionamento, que mantenho até então, com uma esperança tola de que dê certo!

Toda uma casca, todo um trabalho psicológico, para que se criasse um sistema de auto-defesa, sobre não criar expectativas, para evitar prováveis frustrações, se desfazendo. Hoje, estou me sentindo como um escultor, ao ver sua obra depredada!

Eu procurei por isso, na verdade. Nos recentes seis anos, me distanciei de qualquer coisa que pudesse me fazer sofrer, tal qual com o meu antigo relacionamento. Óbvio que não fiz votos de castidade, me dediquei ao celibato, ou alguma coisa do tipo. Me permiti furtivos romances, para que eu obtivesse a diversão necessária, e o sentimento de não ser sozinho. Alimentar o ego, me tornar parte integrante de uma sociedade que não aceita os que preferem se distanciar dele.

E aquela foto me fez lembrar do cortejo, do galanteio, da vontade de estar presente, manifestada em encontros noturnos, gatunos alimentados pela adrenalina, pela paixão, pelo novo. A sinceridade me interessava. O estar presente, descompromissado, também. Saber que os dois estavam ali, apenas correspondendo às vontades de ambos.

Mas as coisas mudaram... E eu não sou contra mudanças, de forma alguma, mas... Apenas gostaria que as mudanças viessem pra somar, e não subtrair. Afinal, do que adianta o "se falar" todos os dias, se o que eu quero não são palavras, e sim gestos? Do que vale o contato pela internet, se os cabos não sabem traduzir o que vem de dentro? Fotos? Não transmitem o calor o abraço.

Parece, apenas... Que todas essas coisas, hoje, têm importância apenas para um dos lados do barco. ACHO, que alguém se permitiu gostar demais, quando se encantou com o que viu, que parecia ser diferente dos outros. E esse alguém, fui eu!

E eu não quero julgar os sentimentos, as atitudes, os gestos alheios. Longe de mim... Eu só quero a correspondência do que eu sinto, da forma que era antes. E hoje, suas frases se tornaram meus carrascos, em um conflito que travei com o meu próprio eu.

"Ele não está a fim, irmã... Quando se quer, se arruma tempo, mesmo quando se está muito cansado, pergunta pra Elô... Tá complicado, mas mesmo assim, a gente arruma um jeito"

Sinto uma fisgada a cada vez que leio o que me foi escrito hoje. Cobrei presença... Uma, duas, três, várias vezes. Não obtive a consideração da ligação prometida, da explicação antes da cobrança, nada. Parei para refletir, com a dor. Tenho pavor de ser aquele tipo de mulher maníaca. Sempre tento dosar um pouco de cada coisa, pra que as coisas fluam leves, sem desprendimento demais, nem de menos.

Porém, parece que a fórmula mágica não têm funcionado! Mulheres que, como eu, prezam pelo bem estar alheio, acima de qualquer coisa... Que pensam, que consideram... Rs, só servem para parceiras, amigas. Ok, estou sendo injusta! Até aqui, muitos foram dispensados, apenas porque demonstraram interesse demais, na hora em que eu estava despreparada.

Hoje, eu me preparei. Me vesti com o meu eu interior, de antes. E ganhei uma punhalada, pra deixar de ser otária! Cobrei, e desisti, e sabe o que li? Que eu ando muito estressada...

Deve ser, pode ser... Mas eu aprendi, um dia, que quando um relacionamento se despe do "amor", e passa a machucar, ele já perdeu sua validade. E depois dessa semana, passei a considerar à prancha do navio. Pois os tubarões estão apenas obedecendo instintos... Os gatos, sempre cismam em brincar com a comida!

Noite triste

Eu precisava vir. Hoje, acho que as únicas amigas que me entenderiam, eram as minhas palavras. Por dias, tenho me sufocado com tantas coisas que estão presas, e receio que muitas das coisas que eu venha qu, escrever,  não façam sentido.

Sentido? Desabafar precisa ter sentido? Palavras precisam ter sentido? Desde quando?

E eu acho que eu estou, aos poucos, perdendo a minha sanidade, que já não é muita... Todo esse turbilhão, girando, girando, me fazendo perder o sono, perder os sentidos, a razão... E girando, girando, me fazendo enlouquecer um pouco mai, a cada vez que venho a pensar nos assuntos.

Fantasmas, fantasmas por todas as partes. Mais feios e obscuros do que as olheiras que preenchem o meu rosto. Não é possível! Eu realmente perdi o juízo, ou foi o mundo que se corrompeu demais.

Dor, dói, tá doendo, não quer parar! Estou doente, estou podre, por dentro! Por mais que dentro, pelo invisível aos olhos. Doendo, doente... Acho que relembrei as sensações adormecidas de suicida! Psicólogos, psiquiatras, alguém! Estou implorando por ajuda, por algum fio de luz, que me salve. E até a posição em que me encontro, no sofá, se torna incômoda.

Eu quero que pare, eu quero que pare!! Essas vozes, essas lembranças, esses fantasmas que insistem em gritar na minha cabeça!!! E a dor interna vem acompanhada da dor física!!! A dor de barriga, a dor de estômago. O enjoo... E eu só quer que pare!

Deus! Não é possível que isso seja só por causa de problemas de relacionamentos... Não é possível que seja apenas uma crise de insanidade, por pensar demais. E hoje, eu temo pela minha sanidade!!! O passado aqui, batendo à minha porta, assim como eu corro paro o banheiro.

Alguém faz parar!! Alguém? Eu estou aqui, com a casa cheia, mas sozinha! Ninguém vem ao meu encontro, ninguém vem me salvar. Estresse? O que? Tô é pagando com a minha língua, o preço de querer ser durona, quando sou apenas um ser frágil! Tô me sentindo um feto recém retirado do invólucro uterino, prematuramente! Não estou preparada para esse mundo, não estou!

As lágrimas caem, o coração aperta... Senhor, faz parar! E com o tempo, o resultado não vem, e eu perco até a minha fé! Onde Ele se esconde, quando a gente precisa? O que é a justiça Dele, quando filhos seus perecem, em Terra!

Alguém, pelo amor de QUALQUER COISA, faz parar!!!!

Os olhos inchados, vidrados, a boca seca, os enjoos, as tonturas... A insônia, me atacando, e eu me levanto com pressa, procurando berço, procurando fuga no meu "diário eletrônico". E penso se é bom ou ruim, estar aqui e não ter público pra assistir. Quantos teriam resposta? Quantos iriam rir? A desgraça alheia é sempre uma boa fatia para a comédia da vida. Amanhã, quem sabe, rir desse "desnorteio"... Mas hoje, não! Hoje eu só queria que alguém fizesse o meu cérebro parar! As vozes, os fantasmas, as dores... Alguém?!

sábado, 19 de janeiro de 2013

Remédio ou Veneno, o segredo é a dosagem!


Do que adianta DIZER que quer, quando não se faz nada para TER?

Se gosta, demonstre!
Se quer, tome pra você! Não é questão de PRENDER, é questão de CUIDAR, para que o outro queira VOLTAR.
E não pense que, porque um corresponde HOJE, que o jogo de conquista tem que acabar... Se conquistem todos os dias, como se cada dia fosse o primeiro! Porque nada melhor do que a sensação do NOVO APAIXONANTE. Acordar e pensar, suspirar, sorrir como bobo.
Não, não é porque depois desse tempo, você começa a ver os defeitos. Os defeitos sempre estiveram ali. Você os aceitava, gostava deles, porque eram "uma gracinha", já que eram menores do que as qualidades... Mas você se acostumou, se acomodou. Uma relação cômoda não é uma relação "ACOMODADA"!
E é por isso que os três primeiros meses juntos são como sonhos, porque tudo é novo e interessante, e não há espaço para a acomodação... Mas depois, só os que sabem administrar uma relação saudável, permanecem!

Tsc...... Não! Não é pra vocês dois deixarem de assistir filme com pipoca todos os domingos, se fazem isso porque gostam. Mas qual é o problema em pegar um dia dessa rotina pra ELA o acompanhar ao estádio, ou ELE passear de mãos dadas no shopping? Ou que cada um faça seus programas individuais, já que antes de se conhecerem, vocês faziam isso! Administrar, equilibrar! O equilíbrio é a alma do negócio, a chave...

Porque pode ser remédio, mas o "menos" ou "mais" pode matar, ao invés de curar!

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Mais um capítulo da guerra dos sexos - Clube das mulheres

Bom, mediante últimos acontecimentos, em uma boate em Campo Grande, vim escrever, como meio de desabafo!

A Casa Moovie Music, na qual eu trabalho informalmente, porque eu gosto, se propôs a realizar um "Clube das Mulheres", contratando alguns gogo boys, como a proposta do "Dito e Feito", no Centro. E como todos nós sabemos, inclusive os que assistiram o filme "Magic Mike" - em que eu passei mal, diga-se de passagem - os dançarinos fazem performances sensuais, ousadas, brincam de sedução, e para isso usam o corpo, de todas as maneiras possíveis e até inimagináveis.

A proposta desse tipo de show é a diversão feminina, e sim, diversão de cunho sexual. O cara dança, seduz, se alisa, te alisa, te provoca, te instiga, te excita! E tudo, no final, não passa de uma brincadeira, uma diversão... Uma satisfação de desejos e fantasias que algumas mulheres têm, de serem içadas, colocadas de cabeça pra baixo, seduzidas por homens de corpos atraentes, se sentirem DESEJADAS!

E o desconhecimento desse tipo de atividade, dentro de um show de strippers masculinos é o que causa a enxurrada de comentários estapafúrdios e sem embasamento, que encontrei com o passar da semana. Homens que viram vídeos, veiculados indevidamente (e que já foram retirados de circulação), e criticaram as meninas que se propuseram a subir no palco, e encararam o desafio. Criticaram, zombaram e xingaram.... Porque o que elas fizeram era feio... Feio? E desde quando xingar alguém que você nem conhece é bonito??? Que inversão de valores!

"Piranha", "vaca", "mulher que não se dá o devido valor", "mulher de respeito não faz isso"... Esses foram alguns dos comentários capciosos, declarados pelos senhores machos da sociedade, detentores da verdade absoluta. Alô, galera!!! Vamos voltar ao século XXI??

Ok, meninos, vamos lá: a primeira coisa, que eu não canso de usar nos meus discursos para defender a mulherada é "e se fosse o contrário?"... Teríamos uma legião de vibradores de guerra, apoiando o meninão que tomou uma surra de bunda, na cara... AÍ SIM! AÍ PODE!

Uma palavra pra vocês, queridinhos: HI-PÓ-CRI-TAS!!! As mulheres demoraram SÉCULOS para conquistar a posição social que têm hoje, incluindo evolução financeira, na autonomia dentro de casa e sexualmente também. Não vivemos mais no tempo das cavernas, em que sexo, pra mulher, era apenas meio de reprodução. Mulher gosta, sente prazer, goza. E acho que boa parte de vocês ainda não entendeu isso.

A primeira parte e o foco principal da questão é o machismo que ainda habita a mente de muitos dos faladores de merda! Os homens podem ir à puteiros, casas de massagens, de swing, festas de orgia... Mulheres não podem ir ao clube das mulheres? Por que?

"Porque não fica bem pra uma moça direita" - Qual é a concepção que se tem de mulheres direitas? Se a sua resposta é "aquela que tá fazendo teste pra freira", meu amor... Nem ela, nem você! Uma moça direita desse tipo, você não vai achar em boate nenhuma, desculpa!

"Bonitinha, mas... Apareceu no vídeo do clube das mulheres" - mulher bonita não pode? Se esperava que só as feias, barangas, pelancudas subissem, pra elevar o ego??? Amorzinho, acorda! Primeiro que beleza não determina a diversão, nem o caráter. E se você está procurando alguém pela beleza, está DUAS VEZES errado! Depois.. Vai estudar um pouquinho de psicologia, e você vai entender que é muito comum a auto estima baixa em mulheres bonitas, também! Vai entender que tipos como você são um dos motivos disso.

"Ah, tudo mulher vaca" - E eu juro que eu pensei numa mulher-fruta qualquer.... Rs! Mulher vaca, o que seria? E a pessoa me respondeu que é aquela mulher que só vive do superficial, do fútil, que quer aparecer. Ok, ok... Mas qual delas você conhece, pra afirmar que é uma mulher vaca? "Nenhuma", foi a resposta. Então podemos generalizar nesse caso? Só porque as meninas que estão ali em cima, apareceram de alguma forma, elas são superficiais, fúteis e não têm comportamento adequado? Hmmmm... Interessante!

Que padrão de julgamento... Se fossem juízes, dariam tiro nos próprios pés! Lamentável, aliás... Lamentabilíssimo! Em dias atuais, ter tanta falta de conhecimento, entendimento, compreensão. Fico aqui imaginando quantos de vocês vão se frustrar, na vida... Com essas cabecinhas de minhoca! Digno de pena!!!

Meninas, estou com vocês e não abro: EU SUBIRIA NAQUELE PALCO, e me divertiria horrores!!! Porque feio é não ter como sustentar a própria vida, e ficar falando mal da vida alheia!

Quantos de vocês, meninos, moram sozinhos, sustentam a casa, pagam suas contas, sem a ajuda de ninguém? Alguém????

Feio mesmo, é julgar sem conhecer, sem saber, sem ao menos dar a chance da outra parte se explicar. Piranha, parafraseando a minha amiga Kika Galvão, é aquela menina que dá pra você hoje, amanhã pro seu amigo; é a amiga da sua namorada, que dá em cima de você; é a namora, e dá pro primeiro que aparece, na rua. ISSO é piranha! ISSO é não se dar o devido valor, é não ter caráter!

Vocês, meninos... Esses dias, só me deram a prova viva do motivo o qual vocês tanto reclamam, sobre os relacionamentos não darem certo, de não ter meninas certas pra namorar... Vocês esqueceram como é olhar o caráter, a alma, a essência da menina, e olham para o belo par de glúteos, cabelos e unhas feitas, se malha, se é gostosa, se é apresentável para a sociedade. Vocês, meninos, são seus próprios coveiros!

E eu apenas sinto muito por vocês, que não sabem escolher, que vão sofrer por isso, e que sabem muito menos satisfazer uma mulher, da forma que algumas delas foram procurar no palco de uma boate, num clube das mulheres, sem que os gogo boys chegassem às vias de fato... Tsc tsc tsc!