sábado, 16 de fevereiro de 2013

Desabafo

Há uns dias, comecei a escrever sobre uma foto que me fez lembrar o início de um relacionamento, que mantenho até então, com uma esperança tola de que dê certo!

Toda uma casca, todo um trabalho psicológico, para que se criasse um sistema de auto-defesa, sobre não criar expectativas, para evitar prováveis frustrações, se desfazendo. Hoje, estou me sentindo como um escultor, ao ver sua obra depredada!

Eu procurei por isso, na verdade. Nos recentes seis anos, me distanciei de qualquer coisa que pudesse me fazer sofrer, tal qual com o meu antigo relacionamento. Óbvio que não fiz votos de castidade, me dediquei ao celibato, ou alguma coisa do tipo. Me permiti furtivos romances, para que eu obtivesse a diversão necessária, e o sentimento de não ser sozinho. Alimentar o ego, me tornar parte integrante de uma sociedade que não aceita os que preferem se distanciar dele.

E aquela foto me fez lembrar do cortejo, do galanteio, da vontade de estar presente, manifestada em encontros noturnos, gatunos alimentados pela adrenalina, pela paixão, pelo novo. A sinceridade me interessava. O estar presente, descompromissado, também. Saber que os dois estavam ali, apenas correspondendo às vontades de ambos.

Mas as coisas mudaram... E eu não sou contra mudanças, de forma alguma, mas... Apenas gostaria que as mudanças viessem pra somar, e não subtrair. Afinal, do que adianta o "se falar" todos os dias, se o que eu quero não são palavras, e sim gestos? Do que vale o contato pela internet, se os cabos não sabem traduzir o que vem de dentro? Fotos? Não transmitem o calor o abraço.

Parece, apenas... Que todas essas coisas, hoje, têm importância apenas para um dos lados do barco. ACHO, que alguém se permitiu gostar demais, quando se encantou com o que viu, que parecia ser diferente dos outros. E esse alguém, fui eu!

E eu não quero julgar os sentimentos, as atitudes, os gestos alheios. Longe de mim... Eu só quero a correspondência do que eu sinto, da forma que era antes. E hoje, suas frases se tornaram meus carrascos, em um conflito que travei com o meu próprio eu.

"Ele não está a fim, irmã... Quando se quer, se arruma tempo, mesmo quando se está muito cansado, pergunta pra Elô... Tá complicado, mas mesmo assim, a gente arruma um jeito"

Sinto uma fisgada a cada vez que leio o que me foi escrito hoje. Cobrei presença... Uma, duas, três, várias vezes. Não obtive a consideração da ligação prometida, da explicação antes da cobrança, nada. Parei para refletir, com a dor. Tenho pavor de ser aquele tipo de mulher maníaca. Sempre tento dosar um pouco de cada coisa, pra que as coisas fluam leves, sem desprendimento demais, nem de menos.

Porém, parece que a fórmula mágica não têm funcionado! Mulheres que, como eu, prezam pelo bem estar alheio, acima de qualquer coisa... Que pensam, que consideram... Rs, só servem para parceiras, amigas. Ok, estou sendo injusta! Até aqui, muitos foram dispensados, apenas porque demonstraram interesse demais, na hora em que eu estava despreparada.

Hoje, eu me preparei. Me vesti com o meu eu interior, de antes. E ganhei uma punhalada, pra deixar de ser otária! Cobrei, e desisti, e sabe o que li? Que eu ando muito estressada...

Deve ser, pode ser... Mas eu aprendi, um dia, que quando um relacionamento se despe do "amor", e passa a machucar, ele já perdeu sua validade. E depois dessa semana, passei a considerar à prancha do navio. Pois os tubarões estão apenas obedecendo instintos... Os gatos, sempre cismam em brincar com a comida!

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