Boa tarde, pessoal!!! Como vocês estão???
Bom, hoje eu vim aqui, além de deixar um texto, apenas para quebrar a impessoalidade dos textos; que ainda muito pessoais, que exteriorizem alguns sentimentos meus, mascarados ou não, fazem com que a escritora, no caso eu, continue sendo aquele ícone inalcançável e inatingível.
Bom, eu sou feita de carne e osso, assim como vocês, viu, gente???
E claro, muitos dos meus amigos vêm aqui de vez em quando, pra dar uma espiadinha! Esses pelo menos sabem que não sou nenhum cérebro artificial, dentre de um robô!!! Hahahaha
E espero que vocês estejam gostando das leituras... Às vezes, nem eu acredito que fui eu mesma quem escreveu essa pá de textos! rsrs
E sejam sempre bem vindos!!! A leitura e a opinião de vocês são necessárias para o meu crescimento e desenvolvimento literário.
Obrigada a todos vocês!
Ass: Eloá Alves
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
No futuro...
Abrindo os olhos furtivamente, pensei: preciso de papel e caneta... Mas antes, precisava me levantar, e isso o frio não permitia, na calada da noite.
Persista, Eloá... Se não, ela vai embora. E vagarosamente, com todo o meu pezar, fiz o edredon vazar o vento que me espreitava, do lado de fora. Mais um pouco, e eu estava levantando da cama.
Catei dentre as minhas bagunças de quarto dividido meu caderno antigo, com suas folhas amareladas. Revirei minha bolsa atrás do meu estojinho de curso de inglês, que sempre me acompanha onde quer que eu vá. Caneta e papel... Aqui vou eu.
Traço os primeiros rabiscos desconexos nas linhas iniciais, tentando lembrar do sonho que tivera há pouco. O exercício mental me trazia uma leve dor na cabeça, que atrapalhava o andamento da obra. Ainda assim, respirava vagarosamente com o intuito de buscar no fim de cada inalação a inspiração que se perdia na enxurrada de pensamentos que insistiam em não me deixar concluir a escrita.
Mas essa briga da mente foi recompensada, pois depois de alguns minutos perdidos madrugada afora, mais um texto se fazia completo, mais uma obra para a coleção dos meus poemas e histórias, que ficará guardado na minha pasta, para a leitura da posteridade.
E quando eu estiver mais idosa,estarei como a minha mãe faz hoje... Lendo as caligrafias tortas da juventude, os erros de português, e os sentimentos desperdiçados, rindo de todo um passado que fará parte do meu futuro, como o peso de um mundo nas costas da experiência.
Persista, Eloá... Se não, ela vai embora. E vagarosamente, com todo o meu pezar, fiz o edredon vazar o vento que me espreitava, do lado de fora. Mais um pouco, e eu estava levantando da cama.
Catei dentre as minhas bagunças de quarto dividido meu caderno antigo, com suas folhas amareladas. Revirei minha bolsa atrás do meu estojinho de curso de inglês, que sempre me acompanha onde quer que eu vá. Caneta e papel... Aqui vou eu.
Traço os primeiros rabiscos desconexos nas linhas iniciais, tentando lembrar do sonho que tivera há pouco. O exercício mental me trazia uma leve dor na cabeça, que atrapalhava o andamento da obra. Ainda assim, respirava vagarosamente com o intuito de buscar no fim de cada inalação a inspiração que se perdia na enxurrada de pensamentos que insistiam em não me deixar concluir a escrita.
Mas essa briga da mente foi recompensada, pois depois de alguns minutos perdidos madrugada afora, mais um texto se fazia completo, mais uma obra para a coleção dos meus poemas e histórias, que ficará guardado na minha pasta, para a leitura da posteridade.
E quando eu estiver mais idosa,estarei como a minha mãe faz hoje... Lendo as caligrafias tortas da juventude, os erros de português, e os sentimentos desperdiçados, rindo de todo um passado que fará parte do meu futuro, como o peso de um mundo nas costas da experiência.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Jogos
Uma night. Uma piada engraçada, e estão todos rindo em uma mesa, descontraídos, deixando fluir a liberdade que a sociedade tolhe enquando o sol ainda está brilhando. Luxúria, libertinagem, pecados que talvez não passassem daquela noite, o que pode ser muito bem aproveitado e depois... Tchau!
Um amigo do amigo aparece, conversa com a amiga do amigo, que tem uma amiga; e mostra o caminho a seguir no jogo. Até alí, não se percebe nada. Os peões ainda encobrem o cheque-mate!
O jogo começa, e os dados rolam...
Dados e Xadrez? Bom, o jogo não é pra ter nexo, é pra ser jogado simplesmente. Deixo então a roleta rodar... Apostem suas fichas!!
Uma brincadeira que não era inocente, mas que não tinha pretensões, leva à uma página de relacionamentos da Internet. Uma foto chamou a atenção e... Nossa! O flerte se estabelece e o impulso responde pelos atos. Agora faço parte da lista de amigos... ADORO!
Ouço o vento amigo suspirar em meus ouvidos, aconselhando seguir em frente e investir. Mas a timidez interpela o avanço. Melhor assim, penso... Um passo de cada vez. E ele pede o msn. "Yes!" Marchei com o cavalo!
Conversas evazivas, brincadeiras não tão privadas de hostilidade, mas recheadas de futilidade! Esquivei do óbvio e me fiz de boba. Aprendi que ser redundante não te leva a nada, e paciência tem limites... Esperei demais e perdi a minha vez... Papei mosca!
Mas a minha hora chegaria, eu tinha certeza! A roleta deu algumas voltas, até que o Rei ficasse só no tabuleiro. Mas ele não está sozinho; seus peões escudeiros estão ali, cercando, esperando tal qual a Rainha, a oportunidade certa de chegar.
Meu time está em número vantajoso, mas alguns peões são precipitados demais, ao meu ver... Põem os pés pelas mãos e avançam mais do que a própria perna poderia alcançar. E assim, sentenciam sua Rainha.
Sem perder a dignidade, a Rainha de Pedra confessa (em partes) seus pecados... Um alívio toma conta da mente da Gran Imperatriz Negra, por não carregar seus segredos sozinha, mas algo lhe aflinge: O Rei Branco nem condena, nem absolve! Outros problemas o tomam pelo coração.
Mas essa decisão não foi a mais prudente a ser tomada, pois causou dúvidas na mente feminina... Seria um simples adiamento, ou o caso seria indiferente ao Gran Imperator Branco para sempre? E a Rainha Negra sofre da Síndrome da Rainha de Copas, e condena a si própria que lhe arranquem a cabeça! Ela enlouqueceu... Condenou-se à morte!
Pelo menos foi por amor...
Um amigo do amigo aparece, conversa com a amiga do amigo, que tem uma amiga; e mostra o caminho a seguir no jogo. Até alí, não se percebe nada. Os peões ainda encobrem o cheque-mate!
O jogo começa, e os dados rolam...
Dados e Xadrez? Bom, o jogo não é pra ter nexo, é pra ser jogado simplesmente. Deixo então a roleta rodar... Apostem suas fichas!!
Uma brincadeira que não era inocente, mas que não tinha pretensões, leva à uma página de relacionamentos da Internet. Uma foto chamou a atenção e... Nossa! O flerte se estabelece e o impulso responde pelos atos. Agora faço parte da lista de amigos... ADORO!
Ouço o vento amigo suspirar em meus ouvidos, aconselhando seguir em frente e investir. Mas a timidez interpela o avanço. Melhor assim, penso... Um passo de cada vez. E ele pede o msn. "Yes!" Marchei com o cavalo!
Conversas evazivas, brincadeiras não tão privadas de hostilidade, mas recheadas de futilidade! Esquivei do óbvio e me fiz de boba. Aprendi que ser redundante não te leva a nada, e paciência tem limites... Esperei demais e perdi a minha vez... Papei mosca!
Mas a minha hora chegaria, eu tinha certeza! A roleta deu algumas voltas, até que o Rei ficasse só no tabuleiro. Mas ele não está sozinho; seus peões escudeiros estão ali, cercando, esperando tal qual a Rainha, a oportunidade certa de chegar.
Meu time está em número vantajoso, mas alguns peões são precipitados demais, ao meu ver... Põem os pés pelas mãos e avançam mais do que a própria perna poderia alcançar. E assim, sentenciam sua Rainha.
Sem perder a dignidade, a Rainha de Pedra confessa (em partes) seus pecados... Um alívio toma conta da mente da Gran Imperatriz Negra, por não carregar seus segredos sozinha, mas algo lhe aflinge: O Rei Branco nem condena, nem absolve! Outros problemas o tomam pelo coração.
Mas essa decisão não foi a mais prudente a ser tomada, pois causou dúvidas na mente feminina... Seria um simples adiamento, ou o caso seria indiferente ao Gran Imperator Branco para sempre? E a Rainha Negra sofre da Síndrome da Rainha de Copas, e condena a si própria que lhe arranquem a cabeça! Ela enlouqueceu... Condenou-se à morte!
Pelo menos foi por amor...
Divagações sobre as filosofias da madrugada - Alzheimer Cultural
Bem, e aqui estou eu, tentando filosofar com os meus botôes, em plena quinta-feira, às 01:46 da manhã!
Sim, tem dias em que eu sinto uma grande vontade de filosofar, de divagar por ai, soltando palavras ao vento... Nem sempre isto é possível, uma vez que a vontade não acompanha a inspiração; e assim como escritora, uma crítica voraz, não me satisfaria com pobres transcrições literárias.
Mas quando a inspiração vem... Me ponho a falar de quê? Percebi, lendo os meus próprios textos, que sou adepta às análises da profanação sentimental humana. Sou fã incondicional dos sentimentos e das reações químicas provocadas pelo simples fato de se tocar no assunto. Discuto o amor e o ódio, como irmãos siameses que possuem duas cabeças de personalidades completamente diferentes, mas que habitam a mesma morada.
Mas e eu? E o meu EU interior? O que eu poderia falar de mim? O que existe em mim, na verdade, se escondendo em formas de letras e palavras que compõem textos de leitura medíocre, que não alcançam a popularidade de Stephany Meyer, ou o clímax dramatúrgico de uma Clarice Lispector? Tampouco se compara a obras consagradas de escritores dos quais me inspiro... Seja ele Arnaldo Jabor ou Machado de Assis.
Minha mente é tão complexa, por vezes, que acredito que a chave do seu desvendar esteja nas coisas mais simples... E eu hoje procuro essa simplicidade, para abandonar os transtornos obsessivos compulsivos de camuflar em junções de palavras o que realmente sinto dentro de mim, e não consigo exteriorizar da forma mais comum, como a maior parte da população sabe fazer.
Sim, acho que sofro do mal do escritor...Que não sabe expor fisicamente o que pensa. Que serve apenas pra colocar a platonicidade nos papéis, e nesse caso, nas páginas de internet, que esperam por ser lidas e compreendidas um dia. Sofro do mal de Alzheimer cultural. Mas sofro muito mais do mal do sentimento. Esse me comove, me corrói, me mata... Me prende aqui às 2:00 am, e move meu mundo pelas mentes alheias.
Um dia espero ser lida... Um dia serei lembrada por qualquer um que bendiga meu nome... Um dia cairei no esquecimento de quem nunca teve oportunidade de ler a mim mesma. E assim acabará a saga de mais uma escritora de blogs e páginas de relacionamento de internet, que escreve para si mesma, na esperança de atingir o próximo.
Sim, tem dias em que eu sinto uma grande vontade de filosofar, de divagar por ai, soltando palavras ao vento... Nem sempre isto é possível, uma vez que a vontade não acompanha a inspiração; e assim como escritora, uma crítica voraz, não me satisfaria com pobres transcrições literárias.
Mas quando a inspiração vem... Me ponho a falar de quê? Percebi, lendo os meus próprios textos, que sou adepta às análises da profanação sentimental humana. Sou fã incondicional dos sentimentos e das reações químicas provocadas pelo simples fato de se tocar no assunto. Discuto o amor e o ódio, como irmãos siameses que possuem duas cabeças de personalidades completamente diferentes, mas que habitam a mesma morada.
Mas e eu? E o meu EU interior? O que eu poderia falar de mim? O que existe em mim, na verdade, se escondendo em formas de letras e palavras que compõem textos de leitura medíocre, que não alcançam a popularidade de Stephany Meyer, ou o clímax dramatúrgico de uma Clarice Lispector? Tampouco se compara a obras consagradas de escritores dos quais me inspiro... Seja ele Arnaldo Jabor ou Machado de Assis.
Minha mente é tão complexa, por vezes, que acredito que a chave do seu desvendar esteja nas coisas mais simples... E eu hoje procuro essa simplicidade, para abandonar os transtornos obsessivos compulsivos de camuflar em junções de palavras o que realmente sinto dentro de mim, e não consigo exteriorizar da forma mais comum, como a maior parte da população sabe fazer.
Sim, acho que sofro do mal do escritor...Que não sabe expor fisicamente o que pensa. Que serve apenas pra colocar a platonicidade nos papéis, e nesse caso, nas páginas de internet, que esperam por ser lidas e compreendidas um dia. Sofro do mal de Alzheimer cultural. Mas sofro muito mais do mal do sentimento. Esse me comove, me corrói, me mata... Me prende aqui às 2:00 am, e move meu mundo pelas mentes alheias.
Um dia espero ser lida... Um dia serei lembrada por qualquer um que bendiga meu nome... Um dia cairei no esquecimento de quem nunca teve oportunidade de ler a mim mesma. E assim acabará a saga de mais uma escritora de blogs e páginas de relacionamento de internet, que escreve para si mesma, na esperança de atingir o próximo.
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