Alone in the dark, just praying to see you again.
I'm missing you now, my boo!
Frightened, I feel the world's falling on my head... Be lost in memories erodes my bones, painfully!
So please, come and take me out of this nightmare! Hold my hand and touch my lips... Whisper lovingly that you're still mine!
And then... I'll be waiting for you forevermore!
*-*
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
domingo, 20 de novembro de 2011
Distante

Ok,você pensa coisas... E pensa justamente porque eu te dei o direito de pensar, exatamente no momento em que eu abri as portas para as possibilidades de uma liberdade promíscua e prematura.

Você imagina... Imagina mais do que deveria. Cospe do seu veneno e me acusa, e não compreende que fazendo assim, me dá gratuitamente o direito de agir da mesma forma. Pois o que vale para um, vale para o outro!

Mas eu não ajo. Mas eu simplesmente me reservo aos valores que me foram trabalhados em criação. Prefiro fazer com que você entenda, por gestos simples e delicados, o quão erroneamente te deixas levar. E respondo com flores às suas patadas.

Infelicidade a minha perceber daqui de cima que somos de mundos tão diferentes... Não pertenço ao hall das senhoras de meia idade, cronologicamente, mas sua jovialidade demasiada distancia Vênus de Marte bem mais do que a gravidade.

E enquanto brincas e te divertes com os seus, sinto o precipitar das lágrimas caídas da nuvem cinzenta e embaçada dos meus olhos, causando tormentas de enchente dentro do meu peito.

E sigo assim, em tempos nublados, junto à melancolia e à solidão... Sentindo saudades de um tempo não tão distante... em que sorrisos, ao invés de pranto, circundavam meus pensamentos direcionados a você.
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Mais um conto de Halloween
Naquela quinta-feira atípica, era uma noitinha quente de trinta e um de outubro, e a fantasia pesada de “Jack cabeça de abóbora” já começavam a surtir mais irritação do que diversão, principalmente pelo suor que escorria, das têmporas até o pescoço, criando uma grande poça de suor empapado e grudento no peito daquela bata branca, amarelada pelos resquícios de nicotina.
Sim, com apenas quinze anos, Mauricius já fumava... E bebia, como gente grande. Obviamente sem o consentimento do pai, que hoje era o responsável legal daquele adolescente que perdera precocemente a mãe.
O garoto não só acompanhava os hábitos adultos, como também a mentalidade. Mauricius era capaz de sentar com qualquer pessoa, de qualquer idade, para uma boa e longa conversa, recheada de experiências que não condiziam com a sua idade. E a sua imagem, envelhecida pelo consumo desses vícios, por vezes o entregava, e isso o atrapalhara, de certa forma, no seu desempenho de busca dos doces das casas vizinhas.
Por isso, traçou de forma detalhada, a sua estratégia para conseguir, eficientemente, a sua “renda” da noite. E se vocês pensam que ele foi realmente atrás dos doces, se enganaram. Mauricius se reuniu com alguns garotos da sua faixa etária cronológica e armou uma pequena emboscada para os pequenos caçadores de gostosuras. E pelas esquinas, aprontava travessuras com as crianças, enquanto tomava posse das recompensas alheias. Ele sabia que a superstição dizia que não era bom roubar os doces das crianças naquela noite. Mas eram apenas superstições.
Logo depois de se dar por satisfeito com a féria doce do dia, o pequeno adulto foi pra casa se arrumar, pois havia marcado com alguns dos meninos maiores do bairro, uma festa de Halloween, para realizar tudo aquilo que os meninos da idade dele ainda não podiam fazer – bebedeiras, orgias, música alta, drogas.
Já em casa, ele só pensava em tirar aquela fantasia o quanto antes, para ter o rosto preparado para uma refrescante lufada de ar. Os seus brios estavam remexidos e a irritação não auxiliava em nada, as tentativas sem sucesso de retirar a cabeça de abóbora. Quando finalmente conseguiu tirar aquele artefato maldito, que alívio! Sentou à beira da cama e ali descansou por alguns minutos, antes de entrar no banho.
Ali mesmo ele começou o processo de tirar as roupas suadas, seguindo pelos sapatos sociais tão engraxados que conseguiam revelar, tal qual um espelho, o que estivesse ao alcance do seu reflexo. Ao retirar a bata, assim que a passou pela cabeça, teve a ligeira impressão de ter visto alguém em sua janela. A confusão tomou conta do seu rosto, criando linhas de expressões quase engraçadas, mas ao retomar a visão aguçada, conferiu a janela e nada viu. Resolveu deixar pra lá e continuou o seu caminho ao banheiro, já despido, pronto para revigorar seu corpo com a água fria que começava a cair do chuveiro.
Durante o banho, o garoto refletiu sobre as coisas que fez naquele dia, e se divertia com as lembranças, com as caras assustadas dos meninos menores do bairro, quando ele, com aquela cabeça de abóbora gigante, aparecia, modificando a voz, pra não ser reconhecido. No deleite da sua memória, de olhos fechados, ele sentia a água percorrer seu corpo e cada nó de estresse contido nos seus ombros e costas se desfazer. Estalou o pescoço e abriu os olhos. E em fração de segundos, a imagem de uma mulher, da qual ele não conseguiu nem identificar, invadiu sua mente, como que em flashes de um strobo de boate.
Mauricius parou, olhou para os lados, tentou forçar ao máximo sua memória para lembrar daquela fisionomia, mas não adiantava. Ele simplesmente só conseguia distinguir uma mulher na imagem gerada pelo batom e cabelos compridos.
Ele então saiu do banheiro e foi se arrumar, encafifado com que aconteceu durante o banho, ainda tentando em vão, forçar um pouco a mente, mas nada adiantava. Escolheu suas roupas para a festa e desceu.
Chegando à sala, deu de cara com o Sr. Kilders, seu pai, que ao ver o seu filho arrumado, questionou seu destino. Meia hora de conversa convincente e o garoto meticuloso e estrategista conseguiu convencer o pai de que a festa era tranquila, e que dormiria no local. Apareceria então, apenas na manhã seguinte, provavelmente para o almoço.
Sr. Kilders já não se importava mais com as saídas do filho, mesmo que algumas delas tenham sido extremamente conturbadas, lhe causando enormes dores de cabeça com a polícia local. Mas naquela cidadezinha pequena que se escondiam, as coisas eram mais fáceis de resolver.
Na verdade, o pai de Mauricius não queria criar inimizades com o garoto, pois sentia-se sozinho a maior parte do tempo, desde o falecimento de sua esposa; e criar uma situação que revoltasse um adolescente ao ponto de atiçar sua rebeldia, ele não queria. Conhecia muito bem o gênio do rapaz, era igual ao de sua mãe e, se ele desse um motivo que fosse, sabia que o garoto partiria.
Então, Mauricius foi à festa de Halloween, com a ideia de libertação, em que ninguém tomaria conta da sua vida justamente na celebração da semana dos mortos. Não, ele não queria encheção de saco, ele não queria sermão, ele queria diversão, da maneira que houvesse. E nada melhor do que a casa de Carl, já que os seus pais estavam viajando e a tutela havia sido designada à irmã mais velha de seu amigo, que tinha lá os seus dezenove, e claro que ela adorou e concordou com a ideia, desde que ela também chamasse os do grupo dela.
E então, seria perfeito! Pessoas mais velhas eram um sinal de que a festa teria tudo àquilo que ele queria, tudo aquilo que os meninos de quinze anos ainda não podiam ter ou fazer... ou participar, legalmente. A liberdade estava ali, o chamando, e esse pensamento já o embriagava no caminho.
Os olhos do pequeno adulto brilhavam quando a porta se abriu e Carla, fantasiada de vampira, com um vestido vermelho tão justo quanto curto, sobreposto por uma renda negra, o atendeu com um enigma que valia a sua entrada. A resposta correta não somente liberou a passagem como rendeu um beijo de cantinho da loira voluptuosa.
Mauricius sentiu um enorme prazer com aquela atitude, causando-lhe um grande arrepio dorsal, e um leve enrijecimento do nervo genital, que foi logo controlado para não causar constrangimentos. Voltou ao normal e entrou na festa, que já ostentava um grande número de fantasiados.
Sangria! Ele queria sorver o gosto das maçãs ao vinho... Queria ficar louco. Alguns Jelly Shots também eram servidas, e ele tomou várias... Louco! Desvairava na euforia momentânea do álcool que possuía suas veias. Olhava, já transtornado, os amigos de bairro e os desconhecidos presentes. E se deparou com um dos rostos mais lindos do local com olhar fixo em sua direção.
Olhou para os lados, para conferir se aquela investida era realmente direcionada a ele. E sim, era! A mulher de negras madeixas mordia sensualmente os lábios coloridos pelo batom vermelho sangue. A imagem! Seria aquilo uma espécie de dejà vu? Premonição? Mauricius apenas sabia que agora a imagem em flashes que apareceu em seu banheiro se moldava exatamente ao rosto daquela mulher que o encarava.
Encorajado pela bebida, ele se levanta e anda em direção àquela boa aparição da noite. Uma gótica de longos cabelos negros, de pele alva e delicada, corpo esguio e desejável, não pelo efeito que a roupa lhe causava, como o de Carla, mas pela aparência que muito perturbava a mente daquele garoto. Um olhar atraente daquele era capaz de fazê-lo queimar por dentro.
Iniciou então o seu papo com a moça de voz suave, porém grave, de tons femininos, mas ardentes. Cada vez mais o desejo de tê-la o acometia. Apresentou-se e perguntou o nome da bela morena que o olhara, e num tom de mistério ela respondeu: “Mary”.
E em alguns minutos de conversa, por iniciativa do álcool, do desejo, da coragem súbita, Mauricius se atreveu em um beijo, que foi correspondido. Nesse momento, a adrenalina percorrendo o sangue fez com que o coração acelerasse e ele sentisse seu pulsar na jugular, nos pulsos. A excitação tornava o beijo cada vez mais quente, que mantinha o ritmo acelerado, causando um círculo vicioso. Mary então fez uma proposta, sussurrada ao ouvido, convidando-o a ir ao banheiro.
Lá, Mary mostrou o seu lado mais mulher, mais excitante e perturbador. Puxou Maurícius para dentro do recinto, pressionando-o contra seu corpo, deslizando a mão livre pelo seu peito até chegar ao botão da calça. Olhando fixamente para o rosto do menino, os olhos de Mary cintilaram como duas brasas e um sorriso de canto de boca revelou a maldade presente em seu ser.
Enquanto Mary beijava seu pescoço, o pequeno rapaz experimentava sensações nada comparadas às que ele já havia vivido. Nada igual ou parecido. Aquilo tudo era muito melhor. A mulher estava no comando, e ele gostava do que via e sentia.
Alucinado, Mauricius sentia calafrios ao ver a moça beijar seu peito e descer, retirando blusa, calça, e tudo que fosse obstáculo para o contato de sua boca com o corpo do rapaz. Descendo, Mary deixou propositalmente livre a visão de Mauricius para o espelho que ficava em cima da pia, e ele olhava para seu reflexo, que demonstrava o prazer sentido. Continuou olhando para o espelho até perceber que mesmo ao alcance do reflexo, Mary não aparecia nele.
Então olhou para baixo... Olhou para o espelho novamente. Mais uma vez para baixo e disse: “Mary... eu...”. E sem tempo de completar a frase que constatava sua estranheza perante o fato, um longo gemido de prazer invadiu sua boca. “Mary... Mary... Mary!”. E um grito foi abafado pelo som alto da música que tocava.
Na manhã seguinte, Sr. Kilders tinha o olhar perdido, enquanto se sentava na calçada, tentando entender o que aconteceu. As lágrimas escorriam involuntariamente pelo seu rosto. A polícia isolava a casa de Carl e Carla, para manter as evidências do crime registrado. No banheiro do segundo andar, o corpo inerte de Mauricius jazia nu; expressão de pavor, com os olhos e o pênis arrancados, pedaços de espelho cravados e espalhados pelo corpo, e no antebraço esquerdo, o sangue já ressecado marcava um nome de mulher, o nome de “Blood Mary”.
Sim, com apenas quinze anos, Mauricius já fumava... E bebia, como gente grande. Obviamente sem o consentimento do pai, que hoje era o responsável legal daquele adolescente que perdera precocemente a mãe.
O garoto não só acompanhava os hábitos adultos, como também a mentalidade. Mauricius era capaz de sentar com qualquer pessoa, de qualquer idade, para uma boa e longa conversa, recheada de experiências que não condiziam com a sua idade. E a sua imagem, envelhecida pelo consumo desses vícios, por vezes o entregava, e isso o atrapalhara, de certa forma, no seu desempenho de busca dos doces das casas vizinhas.
Por isso, traçou de forma detalhada, a sua estratégia para conseguir, eficientemente, a sua “renda” da noite. E se vocês pensam que ele foi realmente atrás dos doces, se enganaram. Mauricius se reuniu com alguns garotos da sua faixa etária cronológica e armou uma pequena emboscada para os pequenos caçadores de gostosuras. E pelas esquinas, aprontava travessuras com as crianças, enquanto tomava posse das recompensas alheias. Ele sabia que a superstição dizia que não era bom roubar os doces das crianças naquela noite. Mas eram apenas superstições.
Logo depois de se dar por satisfeito com a féria doce do dia, o pequeno adulto foi pra casa se arrumar, pois havia marcado com alguns dos meninos maiores do bairro, uma festa de Halloween, para realizar tudo aquilo que os meninos da idade dele ainda não podiam fazer – bebedeiras, orgias, música alta, drogas.
Já em casa, ele só pensava em tirar aquela fantasia o quanto antes, para ter o rosto preparado para uma refrescante lufada de ar. Os seus brios estavam remexidos e a irritação não auxiliava em nada, as tentativas sem sucesso de retirar a cabeça de abóbora. Quando finalmente conseguiu tirar aquele artefato maldito, que alívio! Sentou à beira da cama e ali descansou por alguns minutos, antes de entrar no banho.
Ali mesmo ele começou o processo de tirar as roupas suadas, seguindo pelos sapatos sociais tão engraxados que conseguiam revelar, tal qual um espelho, o que estivesse ao alcance do seu reflexo. Ao retirar a bata, assim que a passou pela cabeça, teve a ligeira impressão de ter visto alguém em sua janela. A confusão tomou conta do seu rosto, criando linhas de expressões quase engraçadas, mas ao retomar a visão aguçada, conferiu a janela e nada viu. Resolveu deixar pra lá e continuou o seu caminho ao banheiro, já despido, pronto para revigorar seu corpo com a água fria que começava a cair do chuveiro.
Durante o banho, o garoto refletiu sobre as coisas que fez naquele dia, e se divertia com as lembranças, com as caras assustadas dos meninos menores do bairro, quando ele, com aquela cabeça de abóbora gigante, aparecia, modificando a voz, pra não ser reconhecido. No deleite da sua memória, de olhos fechados, ele sentia a água percorrer seu corpo e cada nó de estresse contido nos seus ombros e costas se desfazer. Estalou o pescoço e abriu os olhos. E em fração de segundos, a imagem de uma mulher, da qual ele não conseguiu nem identificar, invadiu sua mente, como que em flashes de um strobo de boate.
Mauricius parou, olhou para os lados, tentou forçar ao máximo sua memória para lembrar daquela fisionomia, mas não adiantava. Ele simplesmente só conseguia distinguir uma mulher na imagem gerada pelo batom e cabelos compridos.
Ele então saiu do banheiro e foi se arrumar, encafifado com que aconteceu durante o banho, ainda tentando em vão, forçar um pouco a mente, mas nada adiantava. Escolheu suas roupas para a festa e desceu.
Chegando à sala, deu de cara com o Sr. Kilders, seu pai, que ao ver o seu filho arrumado, questionou seu destino. Meia hora de conversa convincente e o garoto meticuloso e estrategista conseguiu convencer o pai de que a festa era tranquila, e que dormiria no local. Apareceria então, apenas na manhã seguinte, provavelmente para o almoço.
Sr. Kilders já não se importava mais com as saídas do filho, mesmo que algumas delas tenham sido extremamente conturbadas, lhe causando enormes dores de cabeça com a polícia local. Mas naquela cidadezinha pequena que se escondiam, as coisas eram mais fáceis de resolver.
Na verdade, o pai de Mauricius não queria criar inimizades com o garoto, pois sentia-se sozinho a maior parte do tempo, desde o falecimento de sua esposa; e criar uma situação que revoltasse um adolescente ao ponto de atiçar sua rebeldia, ele não queria. Conhecia muito bem o gênio do rapaz, era igual ao de sua mãe e, se ele desse um motivo que fosse, sabia que o garoto partiria.
Então, Mauricius foi à festa de Halloween, com a ideia de libertação, em que ninguém tomaria conta da sua vida justamente na celebração da semana dos mortos. Não, ele não queria encheção de saco, ele não queria sermão, ele queria diversão, da maneira que houvesse. E nada melhor do que a casa de Carl, já que os seus pais estavam viajando e a tutela havia sido designada à irmã mais velha de seu amigo, que tinha lá os seus dezenove, e claro que ela adorou e concordou com a ideia, desde que ela também chamasse os do grupo dela.
E então, seria perfeito! Pessoas mais velhas eram um sinal de que a festa teria tudo àquilo que ele queria, tudo aquilo que os meninos de quinze anos ainda não podiam ter ou fazer... ou participar, legalmente. A liberdade estava ali, o chamando, e esse pensamento já o embriagava no caminho.
Os olhos do pequeno adulto brilhavam quando a porta se abriu e Carla, fantasiada de vampira, com um vestido vermelho tão justo quanto curto, sobreposto por uma renda negra, o atendeu com um enigma que valia a sua entrada. A resposta correta não somente liberou a passagem como rendeu um beijo de cantinho da loira voluptuosa.
Mauricius sentiu um enorme prazer com aquela atitude, causando-lhe um grande arrepio dorsal, e um leve enrijecimento do nervo genital, que foi logo controlado para não causar constrangimentos. Voltou ao normal e entrou na festa, que já ostentava um grande número de fantasiados.
Sangria! Ele queria sorver o gosto das maçãs ao vinho... Queria ficar louco. Alguns Jelly Shots também eram servidas, e ele tomou várias... Louco! Desvairava na euforia momentânea do álcool que possuía suas veias. Olhava, já transtornado, os amigos de bairro e os desconhecidos presentes. E se deparou com um dos rostos mais lindos do local com olhar fixo em sua direção.
Olhou para os lados, para conferir se aquela investida era realmente direcionada a ele. E sim, era! A mulher de negras madeixas mordia sensualmente os lábios coloridos pelo batom vermelho sangue. A imagem! Seria aquilo uma espécie de dejà vu? Premonição? Mauricius apenas sabia que agora a imagem em flashes que apareceu em seu banheiro se moldava exatamente ao rosto daquela mulher que o encarava.
Encorajado pela bebida, ele se levanta e anda em direção àquela boa aparição da noite. Uma gótica de longos cabelos negros, de pele alva e delicada, corpo esguio e desejável, não pelo efeito que a roupa lhe causava, como o de Carla, mas pela aparência que muito perturbava a mente daquele garoto. Um olhar atraente daquele era capaz de fazê-lo queimar por dentro.
Iniciou então o seu papo com a moça de voz suave, porém grave, de tons femininos, mas ardentes. Cada vez mais o desejo de tê-la o acometia. Apresentou-se e perguntou o nome da bela morena que o olhara, e num tom de mistério ela respondeu: “Mary”.
E em alguns minutos de conversa, por iniciativa do álcool, do desejo, da coragem súbita, Mauricius se atreveu em um beijo, que foi correspondido. Nesse momento, a adrenalina percorrendo o sangue fez com que o coração acelerasse e ele sentisse seu pulsar na jugular, nos pulsos. A excitação tornava o beijo cada vez mais quente, que mantinha o ritmo acelerado, causando um círculo vicioso. Mary então fez uma proposta, sussurrada ao ouvido, convidando-o a ir ao banheiro.
Lá, Mary mostrou o seu lado mais mulher, mais excitante e perturbador. Puxou Maurícius para dentro do recinto, pressionando-o contra seu corpo, deslizando a mão livre pelo seu peito até chegar ao botão da calça. Olhando fixamente para o rosto do menino, os olhos de Mary cintilaram como duas brasas e um sorriso de canto de boca revelou a maldade presente em seu ser.
Enquanto Mary beijava seu pescoço, o pequeno rapaz experimentava sensações nada comparadas às que ele já havia vivido. Nada igual ou parecido. Aquilo tudo era muito melhor. A mulher estava no comando, e ele gostava do que via e sentia.
Alucinado, Mauricius sentia calafrios ao ver a moça beijar seu peito e descer, retirando blusa, calça, e tudo que fosse obstáculo para o contato de sua boca com o corpo do rapaz. Descendo, Mary deixou propositalmente livre a visão de Mauricius para o espelho que ficava em cima da pia, e ele olhava para seu reflexo, que demonstrava o prazer sentido. Continuou olhando para o espelho até perceber que mesmo ao alcance do reflexo, Mary não aparecia nele.
Então olhou para baixo... Olhou para o espelho novamente. Mais uma vez para baixo e disse: “Mary... eu...”. E sem tempo de completar a frase que constatava sua estranheza perante o fato, um longo gemido de prazer invadiu sua boca. “Mary... Mary... Mary!”. E um grito foi abafado pelo som alto da música que tocava.
Na manhã seguinte, Sr. Kilders tinha o olhar perdido, enquanto se sentava na calçada, tentando entender o que aconteceu. As lágrimas escorriam involuntariamente pelo seu rosto. A polícia isolava a casa de Carl e Carla, para manter as evidências do crime registrado. No banheiro do segundo andar, o corpo inerte de Mauricius jazia nu; expressão de pavor, com os olhos e o pênis arrancados, pedaços de espelho cravados e espalhados pelo corpo, e no antebraço esquerdo, o sangue já ressecado marcava um nome de mulher, o nome de “Blood Mary”.
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Eu preciso...
Tempo, eu preciso!
Tolerância, eu preciso!
Organização, eu preciso!
Responsabilidade, eu preciso!
Calma, eu preciso!
Felicidade, eu preciso!
Objetivos, eu preciso!
Sexo, eu preciso!
Casa, eu preciso!
Sorrir, eu preciso!
Dinheiro, eu preciso!
Carro, eu preciso!
Trabalho, eu preciso!
Comida, eu preciso!
Amor, eu preciso!
Paciência, eu preciso!
Mas dele... eu necessito!
Tolerância, eu preciso!
Organização, eu preciso!
Responsabilidade, eu preciso!
Calma, eu preciso!
Felicidade, eu preciso!
Objetivos, eu preciso!
Sexo, eu preciso!
Casa, eu preciso!
Sorrir, eu preciso!
Dinheiro, eu preciso!
Carro, eu preciso!
Trabalho, eu preciso!
Comida, eu preciso!
Amor, eu preciso!
Paciência, eu preciso!
Mas dele... eu necessito!
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Agradecimentos são sempre bem vindos!
Em momentos difíceis, nós temos a oportunidade de observar àqueles que nos cercam, avaliando suas atitudes em relação aos problemas e separar o joio do trigo. Aqui, nas minhas mais atuais experiências de obstáculos que a vida pregou, tive demonstrações significativas de afeto e preocupação de pessoas das quais eu simplesmente não esperava que fossem ser tão importantes no momento.
Há aqueles que me deram apoio moral, que se prontificaram a ajudar da maneira que fosse possível. Há os que, mesmo com a distância, não se abstiveram de mandar mensagens de positividade e demonstração de preocupação, pedindo sempre notícias. Há os que me deram apoio emocional; que aguentaram os picos de estresse que aturaram lamúrias e "patadas". Há também aqueles que me apresentaram o sentido religioso integral da fé, até bem mais que a esperança. E todos esses colaboraram para a minha sanidade mental continuar em seu estado normal - ou quase isso!
E é por essas e outras situações que todos os dias eu agradeço ao Papai do Céu pelo grande presente que ele nos deu, deixando que alguns anjos escapassem do Céu e viessem nos fazer companhia, em forma de amigos!
Os fantasmas ainda não sumiram, mas ainda assim, gostaria de deixar o meu "muito obrigada" a todos vocês, que colaboraram em parte dessa parte da minha história.
Há aqueles que me deram apoio moral, que se prontificaram a ajudar da maneira que fosse possível. Há os que, mesmo com a distância, não se abstiveram de mandar mensagens de positividade e demonstração de preocupação, pedindo sempre notícias. Há os que me deram apoio emocional; que aguentaram os picos de estresse que aturaram lamúrias e "patadas". Há também aqueles que me apresentaram o sentido religioso integral da fé, até bem mais que a esperança. E todos esses colaboraram para a minha sanidade mental continuar em seu estado normal - ou quase isso!
E é por essas e outras situações que todos os dias eu agradeço ao Papai do Céu pelo grande presente que ele nos deu, deixando que alguns anjos escapassem do Céu e viessem nos fazer companhia, em forma de amigos!
Os fantasmas ainda não sumiram, mas ainda assim, gostaria de deixar o meu "muito obrigada" a todos vocês, que colaboraram em parte dessa parte da minha história.
Em silêncio.
Abdique do tempo, pois não precisarás contá-lo quando estiveres ao meu lado.
Abstenha-se do medo. Quando a escuridão vier, eu serei tua luz.
Torne-me o portador dos seus mais sinceros sorrisos. Me esforçarei para ser merecedor.
Tome para ti os meus lábios, pois só tu terás os beijos que deles vierem.
Faça de mim poesia, porque só isso transcreve o interior incompreendido do poeta.
E se tiveres amor, direcione-o à mim, e te mostrarei a imensidão do meu sentimento.
By Eloá Alves
Abstenha-se do medo. Quando a escuridão vier, eu serei tua luz.
Torne-me o portador dos seus mais sinceros sorrisos. Me esforçarei para ser merecedor.
Tome para ti os meus lábios, pois só tu terás os beijos que deles vierem.
Faça de mim poesia, porque só isso transcreve o interior incompreendido do poeta.
E se tiveres amor, direcione-o à mim, e te mostrarei a imensidão do meu sentimento.
By Eloá Alves
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
... 19 horas
Em Brasília... 19 horas!
E então, começamos a aventura. Cheguei ao aeroporto e dei de cara com rostos desconhecidos. Procurei alguma familiaridade entre brancos e negros, altos e baixos, em vão! Fui retirando meu carrinho da zona de desembarque e aguardei do lado de fora durante uns 5 minutos. De repente, o meu alívio! Vejo as minhas primas Se encaminhando lentamente para o local que deveriam estar havia uns 10 minutos. Mas a festa de recepção foi boa! Escandalosamente boa...
Pouco foi o tempo que dispunha para aproveitar da viagem. Não tive planejamentos prévios, pois confiei meus passeios turísticos aos moradores, cidadãos locais, dos quais guardo pela obra da genética, alguma ligação parentesca.
Não foi das mais prudentes atitudes que tomei nos últimos anos, pois desliguei-me completamente de uma das minhas filosofias de vida mais fortes - não depender de outras pessoas. E assim fiquei, durante os nove dias completos que passei na terra do barro vermelho. Convenhamos, não ter planejamento básico, quando se tem um tempo curto para conhecer os lugares, não é lá a melhor coisa a se fazer... E quando se precisa de outras pessoas, que demandam tempo e espaços diferentes do seu, é bem pior!
Então, onde eu consegui ir, fiz o favor de aproveitar até a última gota, ou pelo menos quase isso. De festas particulares, aniversários e "cachaçais" aos pontos turísticos mais conhecidos, de cada um trouxe uma pequena lembrança. Algumas somente na memória, infelizmente.
E não porque eu tenha feito de propósito... NÃO! É que até a máquina fotográfica resolveu me sacanear e COMEU, sei lá como, algumas fotos das mais belas que tirei daquela cidade, que foi planejada até nas queimadas em época de seca. Uma lástima inenarrável, que guardo em rancor mudo dentro do peito. Afinal... Reclamo com quem? Com a Sony??
Mas... mudemos de vertente. Lamuriar não trará minhas férias com maior tempo, e nem as minhas fotos de volta - mesmo, porque eu já até visitei a Fuji (vulgo Foto PlimPlim) para ver se conseguia um "recover" do cartão de memória... E nada!
Estar com os parentes distantes foi algo muito bom! E eu realmente precisava fazer vagar a minha mente por outros espaços, em sentido literal. Distrair a mente, estar com quem, há muito, não via, matar as saudades, conhecer gente nova. É quase a sensação infante de cheirar o álcool das folhas do mimeógrafo - hipnotizante, viciante.
Chegando em casa, fui recebida com uma mesa de guloseimas que permaneceu ali, perseguindo a mim e ao meu peso, durante os outros dias! E ai de mim, se eu não comesse!!! Graças aos meus entes queridos, voltei ao Rio com alguns quilos a mais.
Portanto, resolvi que acompanharia as minhas primas em caminhadas e corridinhas saudáveis durante alguns dias da semana, para, pelo menos, conseguir tornar o efeito dos exageros gastronômicos não tão devastadores!!! E que arrependimento de ter tentado correr alguns metros... Acho que a minha mente se sentiu tão à vontade entre os meus, que eu esqueci que a terra não era minha... Que a secura não era minha! A baixa umidade relativa do ar me causou uma grande cefaleia e uma queimação horrível na região primeira do meu duto respiratório. Tive que parar!
A seca e o sol quente davam a vontade de estar sempre na água... Mas quem disse que eu conseguia? Dourei o corpo na beira da piscina, com banho de gato, porque a água, mesmo em contato direto com o calor solar, não esquentava, e tomar banho nela era como entrar na cachoeira em dia de inverno. Acho até que queimava mais a pele do que o próprio Astro Rei!
E a cena se repetia no Lago Norte, onde não só a água gelou, como também meu coração,
ao dar de cara com uma pedra que, a princípio, se assemelhava tanto com a cabeça de crocodilo, que me fez perder o humor, a cor, e os movimentos! Depois de algum tempo de observação, percebi que era SÓ uma pedra, graças à Deus!
Além disso, tive a oportunidade de vivenciar a festa de aniversário das minhas primas Camila e Isabela. Que me embebedaram em uma, e me levaram ao Parque da Cidade, em outra, num parque chamado Nicolândia! É, eu gostei... Principalmente porque no parque e no churrasco, consegui ficar vesga de não saber para onde eu olhava ou prestava atenção.
É, tenho que admitir que tem um povo de Brasília que me estimularia muito a ficar!! Hahahaha Quanta gente bonita, meu Deus! E não estou falando só de homens, mas as mulheres também. Me senti até mais uma no meio de tantas, se eu não tivesse meu diferencial do "X" na pronúncia!
Mas além dos quilos, trago no peito a vontade de retornar mais vezes, a saudade dos parentes que lá moram, a lástima de ter esquecido objetos pessoais, que sei lá quando os verei novamente, a vontade de me bronzear mais, a saudades dos cachorros, em especial o Pingo, que me dava "bom dia" todos os dias! As experiências, as histórias, os micos pagos em um bar de Taguatinga, o não compromisso com ninguém, as novas e as velhas amizades!
E assim que eu puder, verei novamente as coisas mais belas daquela cidade, que me apresentou seu poder impregnante, tal qual o seu barro vermelho!
E então, começamos a aventura. Cheguei ao aeroporto e dei de cara com rostos desconhecidos. Procurei alguma familiaridade entre brancos e negros, altos e baixos, em vão! Fui retirando meu carrinho da zona de desembarque e aguardei do lado de fora durante uns 5 minutos. De repente, o meu alívio! Vejo as minhas primas Se encaminhando lentamente para o local que deveriam estar havia uns 10 minutos. Mas a festa de recepção foi boa! Escandalosamente boa...
Pouco foi o tempo que dispunha para aproveitar da viagem. Não tive planejamentos prévios, pois confiei meus passeios turísticos aos moradores, cidadãos locais, dos quais guardo pela obra da genética, alguma ligação parentesca.
Não foi das mais prudentes atitudes que tomei nos últimos anos, pois desliguei-me completamente de uma das minhas filosofias de vida mais fortes - não depender de outras pessoas. E assim fiquei, durante os nove dias completos que passei na terra do barro vermelho. Convenhamos, não ter planejamento básico, quando se tem um tempo curto para conhecer os lugares, não é lá a melhor coisa a se fazer... E quando se precisa de outras pessoas, que demandam tempo e espaços diferentes do seu, é bem pior!
Então, onde eu consegui ir, fiz o favor de aproveitar até a última gota, ou pelo menos quase isso. De festas particulares, aniversários e "cachaçais" aos pontos turísticos mais conhecidos, de cada um trouxe uma pequena lembrança. Algumas somente na memória, infelizmente.
E não porque eu tenha feito de propósito... NÃO! É que até a máquina fotográfica resolveu me sacanear e COMEU, sei lá como, algumas fotos das mais belas que tirei daquela cidade, que foi planejada até nas queimadas em época de seca. Uma lástima inenarrável, que guardo em rancor mudo dentro do peito. Afinal... Reclamo com quem? Com a Sony??
Mas... mudemos de vertente. Lamuriar não trará minhas férias com maior tempo, e nem as minhas fotos de volta - mesmo, porque eu já até visitei a Fuji (vulgo Foto PlimPlim) para ver se conseguia um "recover" do cartão de memória... E nada!
Estar com os parentes distantes foi algo muito bom! E eu realmente precisava fazer vagar a minha mente por outros espaços, em sentido literal. Distrair a mente, estar com quem, há muito, não via, matar as saudades, conhecer gente nova. É quase a sensação infante de cheirar o álcool das folhas do mimeógrafo - hipnotizante, viciante.
Chegando em casa, fui recebida com uma mesa de guloseimas que permaneceu ali, perseguindo a mim e ao meu peso, durante os outros dias! E ai de mim, se eu não comesse!!! Graças aos meus entes queridos, voltei ao Rio com alguns quilos a mais.
Portanto, resolvi que acompanharia as minhas primas em caminhadas e corridinhas saudáveis durante alguns dias da semana, para, pelo menos, conseguir tornar o efeito dos exageros gastronômicos não tão devastadores!!! E que arrependimento de ter tentado correr alguns metros... Acho que a minha mente se sentiu tão à vontade entre os meus, que eu esqueci que a terra não era minha... Que a secura não era minha! A baixa umidade relativa do ar me causou uma grande cefaleia e uma queimação horrível na região primeira do meu duto respiratório. Tive que parar!
A seca e o sol quente davam a vontade de estar sempre na água... Mas quem disse que eu conseguia? Dourei o corpo na beira da piscina, com banho de gato, porque a água, mesmo em contato direto com o calor solar, não esquentava, e tomar banho nela era como entrar na cachoeira em dia de inverno. Acho até que queimava mais a pele do que o próprio Astro Rei!
E a cena se repetia no Lago Norte, onde não só a água gelou, como também meu coração,
ao dar de cara com uma pedra que, a princípio, se assemelhava tanto com a cabeça de crocodilo, que me fez perder o humor, a cor, e os movimentos! Depois de algum tempo de observação, percebi que era SÓ uma pedra, graças à Deus!
Além disso, tive a oportunidade de vivenciar a festa de aniversário das minhas primas Camila e Isabela. Que me embebedaram em uma, e me levaram ao Parque da Cidade, em outra, num parque chamado Nicolândia! É, eu gostei... Principalmente porque no parque e no churrasco, consegui ficar vesga de não saber para onde eu olhava ou prestava atenção.
É, tenho que admitir que tem um povo de Brasília que me estimularia muito a ficar!! Hahahaha Quanta gente bonita, meu Deus! E não estou falando só de homens, mas as mulheres também. Me senti até mais uma no meio de tantas, se eu não tivesse meu diferencial do "X" na pronúncia!
Mas além dos quilos, trago no peito a vontade de retornar mais vezes, a saudade dos parentes que lá moram, a lástima de ter esquecido objetos pessoais, que sei lá quando os verei novamente, a vontade de me bronzear mais, a saudades dos cachorros, em especial o Pingo, que me dava "bom dia" todos os dias! As experiências, as histórias, os micos pagos em um bar de Taguatinga, o não compromisso com ninguém, as novas e as velhas amizades!
E assim que eu puder, verei novamente as coisas mais belas daquela cidade, que me apresentou seu poder impregnante, tal qual o seu barro vermelho!
terça-feira, 19 de julho de 2011
Bons dias!
Bom dia à você que acordou cedo, hoje, para trabalhar, estudar, e afins.
Bom dia à você que tem a oportunidade de se levantar e colocar as suas duas pernas no chão, e tem forças para se manter erguido, andar.
Bom dia à você que hoje, mesmo com todas as nuvens tristes encobrindo os céus, abriu um sorriso e agradeceu à Deus por mais um dia lindo, vivendo.
Bom dia à você que tem a oportunidade de se levantar e colocar as suas duas pernas no chão, e tem forças para se manter erguido, andar.
Bom dia à você que hoje, mesmo com todas as nuvens tristes encobrindo os céus, abriu um sorriso e agradeceu à Deus por mais um dia lindo, vivendo.
sábado, 18 de junho de 2011
Bipolaridade
Calor... Frio!
Sono com insônia...
Gelo e fogo, sol e lua.
IRRITAÇÃO mode on, no volume máximo.
Transtornos psicológicos e variações abruptas de humor!
Agora estou bem! Agora, não mais.
Uma vontade louca de gritar aaAAAaar... Passou! Quero o silêncio... Esse telefone podia parar de tocar para sempre!!!
Mas por que ele não ligou até agora?
Fome... enjoo!
A cabeça começou a doer.
Iiih, para que esse fora, sua grossa? Não! Que fora?
Que vontade de chorar!!!
É, acho que é TPM!
Parei... Não quero mais, mas é tão bom!!!
Sono com insônia...
Gelo e fogo, sol e lua.
IRRITAÇÃO mode on, no volume máximo.
Transtornos psicológicos e variações abruptas de humor!
Agora estou bem! Agora, não mais.
Uma vontade louca de gritar aaAAAaar... Passou! Quero o silêncio... Esse telefone podia parar de tocar para sempre!!!
Mas por que ele não ligou até agora?
Fome... enjoo!
A cabeça começou a doer.
Iiih, para que esse fora, sua grossa? Não! Que fora?
Que vontade de chorar!!!
É, acho que é TPM!
Parei... Não quero mais, mas é tão bom!!!
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Minha esperança desceu do ônibus hoje!
Em um dia comum, com pessoas comuns, humores comuns... Um dia em que fui matar as saudades do Centro (caótico) da Cidade, enquanto tornava à minha terra longínqua, sentada ao lado de uma senhora (não tão senhora) bem roliça e corpulenta, que fazia com que eu tivesse que me espremer entre o espaço que me sobrava do assento e o braço protetor do banco alto daquele ônibus, despi-me de todos os pudores e valores adquiridos com a vida da sociedade moderna que levo, para dar licença e lugar a um sentimento que há muito não me acometia: a inveja!
Mas não era aquela tal inveja intransferível e particular das bruxas de historinhas infantis, que traja o negro e porta as máscaras habitantes dos meus pesadelos de um passado distante. Não, essa vinha montada em um cavalo branco, recitando à mim mesma as minhas próprias poesias manuscritas à próprio punho e caneta bic, outrora.
A inveja, doce e delicada, tratava-me pelo olhar puro e sereno, ganhava-me pelo compartilhamento de cabelos brancos e o cúmplice acariciar no suave toque das mãos pintadas por sardas adquiridas com o tempo, e enrugadinhas, cheias de artrites, artroses e afins... de um casal sentado do outro lado do corredor, bem rente ao meu banco.
Aquele admirável casal de anciãos deveria ter de idade o que os meus avós teriam, se ainda estivessem no plano terreno. E aquela ternura jorrante que brotava do namoro dos dois me fez começar a pensar um pouco sobre a minha vida, e se aquele tipo de comportamento e sentimento não foram feitos para o meu deleite.
Sim, o sentimento me pegou de jeito! Os olhos e o peito ardiam como inflamados por uma cólera que não cabia em mim. Mas... Por que eu deveria nutrir essa raiva? E ai, descobri que não era uma cólera, ira... RAIVA! Era a inveja. Era o desejo de ter aquilo para mim, como imaginei algumas vezes, na minha infância.
Ok, nunca foi um ponto em objetivo crescer e envelhecer ao lado de alguém. Fui criada para ser a mulher do futuro: independente, que se sustenta e (quase) auto suficiente! E a vida foi me mostrando que certos desejos de menina são um tanto quanto supérfluos, visto a maneira que vivemos. Mas saber que aquele "romance antigo" ainda existe, que é possível... Mexeu com os meus brios de mulher moderna, mesclados aos meus desejos de menina!
Poderei, pensei... Admirei o quanto pude aquele belo casal em tonalidades prateadas dos cabelos brancos. Fiz questão de promover aos céus um "benza Deus", para que a minha inveja, ainda que branca, não se tornasse uma erva daninha.
E, por fim, os velhinhos namoradores desceram do ônibus, em um local que pouco me recordo... E com eles, desceu também a minha fantasia de amor de novela, de compor a minha vida com um alguém ao longo dos anos, que poucos têm a sorte de nutrir.
Mas não era aquela tal inveja intransferível e particular das bruxas de historinhas infantis, que traja o negro e porta as máscaras habitantes dos meus pesadelos de um passado distante. Não, essa vinha montada em um cavalo branco, recitando à mim mesma as minhas próprias poesias manuscritas à próprio punho e caneta bic, outrora.
A inveja, doce e delicada, tratava-me pelo olhar puro e sereno, ganhava-me pelo compartilhamento de cabelos brancos e o cúmplice acariciar no suave toque das mãos pintadas por sardas adquiridas com o tempo, e enrugadinhas, cheias de artrites, artroses e afins... de um casal sentado do outro lado do corredor, bem rente ao meu banco.
Aquele admirável casal de anciãos deveria ter de idade o que os meus avós teriam, se ainda estivessem no plano terreno. E aquela ternura jorrante que brotava do namoro dos dois me fez começar a pensar um pouco sobre a minha vida, e se aquele tipo de comportamento e sentimento não foram feitos para o meu deleite.
Sim, o sentimento me pegou de jeito! Os olhos e o peito ardiam como inflamados por uma cólera que não cabia em mim. Mas... Por que eu deveria nutrir essa raiva? E ai, descobri que não era uma cólera, ira... RAIVA! Era a inveja. Era o desejo de ter aquilo para mim, como imaginei algumas vezes, na minha infância.
Ok, nunca foi um ponto em objetivo crescer e envelhecer ao lado de alguém. Fui criada para ser a mulher do futuro: independente, que se sustenta e (quase) auto suficiente! E a vida foi me mostrando que certos desejos de menina são um tanto quanto supérfluos, visto a maneira que vivemos. Mas saber que aquele "romance antigo" ainda existe, que é possível... Mexeu com os meus brios de mulher moderna, mesclados aos meus desejos de menina!
Poderei, pensei... Admirei o quanto pude aquele belo casal em tonalidades prateadas dos cabelos brancos. Fiz questão de promover aos céus um "benza Deus", para que a minha inveja, ainda que branca, não se tornasse uma erva daninha.
E, por fim, os velhinhos namoradores desceram do ônibus, em um local que pouco me recordo... E com eles, desceu também a minha fantasia de amor de novela, de compor a minha vida com um alguém ao longo dos anos, que poucos têm a sorte de nutrir.
E lá venho eu de novo!!
Bom, agora, com a minha vida mais calma, dá para eu retomar, mesmo que devagar...
Sejam sempre bem vindos!!! Estou com saudades de mim e dos meus posts...
Mas a minha motivação de escrever tinha me deixado momentaneamente. Agora ela voltou!!!
Bem vinda, inspiração! Bem vindas, letras!! Bem vindos vocês!!! Bem vinda a mim, de volta! :)
Sejam sempre bem vindos!!! Estou com saudades de mim e dos meus posts...
Mas a minha motivação de escrever tinha me deixado momentaneamente. Agora ela voltou!!!
Bem vinda, inspiração! Bem vindas, letras!! Bem vindos vocês!!! Bem vinda a mim, de volta! :)
domingo, 15 de maio de 2011
Olá, queridos!!!
Sejam bem vindos, sempre!
Confesso que eu estava morrendo de saudades dessa minha fase "escritora"! Infelizmente, muitas coisas aconteceram e eu acabei abandonando um pouco o Blog. É, não foi culpa minha na totalidade. Eu abandonei um pouco o Twitter e o Orkut também. Me prendi recentemente apenas ao Facebook! E como comunicação instantânea, me favorecia bem mais até que o msn.
Mas, aos poucos, estou voltando. Contando um pouco da minha nova fase, as minhas novas atividades, os meus passeios e os meus devaneios que, quem aqui acompanha, já está um pouco acostumado.
E espero que vocês estejam sempre aqui, acompanhando e deixando os recadinhos e considerações!
Beijocas!!! E estejam à vontade para desfrutar da intimidade... ;)
Confesso que eu estava morrendo de saudades dessa minha fase "escritora"! Infelizmente, muitas coisas aconteceram e eu acabei abandonando um pouco o Blog. É, não foi culpa minha na totalidade. Eu abandonei um pouco o Twitter e o Orkut também. Me prendi recentemente apenas ao Facebook! E como comunicação instantânea, me favorecia bem mais até que o msn.
Mas, aos poucos, estou voltando. Contando um pouco da minha nova fase, as minhas novas atividades, os meus passeios e os meus devaneios que, quem aqui acompanha, já está um pouco acostumado.
E espero que vocês estejam sempre aqui, acompanhando e deixando os recadinhos e considerações!
Beijocas!!! E estejam à vontade para desfrutar da intimidade... ;)
Algumas considerações recentes...
As coisas estão acontecendo em uma velocidade que, às vezes, me assusta.
Algumas delas estão saindo do controle... O tempo está passando muito rápido e eu fico me policiando para não deixar de aproveitar um pouco de cada coisa, mas essa causa de "abraçar o mundo" faz com que, inevitavelmente, abdiquemos de outras coisas... Cada escolha, uma renúncia.
Não, não estou renunciando! Não é isso... As coisas apenas tomaram proporções diferentes diante dos meus olhos, e as pessoas não conseguem enxergar meu crescimento a partir do momento que esse crescimento os prejudica de alguma forma. E é nessa hora que eu percebo o quão egoístas e egocêntricas essas mesmas pessoas são.
Elas não levam em consideração tudo aquilo que foi feito por elas, se prendem somente às mágoas recentes, que por vezes, você não sabe nem que foi o precursor. Daí, basta um ato impensado, um esquecimento, ou você agir com boas intenções por fora das observações alheias, ou seja, fazer o bem mesmo que ninguém esteja vendo... Para que os pré-julgamentos e as sentenças prematuras recaiam sobre a sua cabeça.
É... Tenho que admitir que, em partes, tenho culpa. TEMOS CULPA! Nós cometemos o erro de nos submeter aos caprichos do mundo, e deixar as pessoas mal acostumadas com o nosso comportamento cotidiano. Quando alguma coisa sai do lugar, as pessoas que têm o hábito de ver tudo "certinho" se espantam e agem com repulsa ao (temporariamente ou não) novo. Mas... quem foi que disse nessa vida que eu sou certinha? Não vim ao mundo com o propósito de ser um novo "Jesus de Nazaré", e sei que temos que procurar evoluir, mas cada um evolui da maneira que bem lhe convém, com o seu tempo e velocidade.
Não adianta querer colocar a carroça na frente dos burros. O que foi feito para ser puxado não funcionará perfeitamente enquanto empurrado. Gambiarras podem até quebrar um galho, mas um dia te deixarão no sufoco. E será naquele dia em que você mais precisar, com certeza - porque somente naquele dia você perceberá a importância que aquele ligamento tem, mesmo que dentre tantas outras vezes, aquele "gato" tenha te salvado de poucas e boas. E é assim que o pensamento funciona diante de nós, meras gambiarras de Deus. SIM!!! Gambiarras... Ou você se julga tão perfeito assim?
A questão é, não importa o quão "bom" você seja para uns ou outros, pois nunca será suficientemente bom para todos. Não se pode agradar a gregos e troianos ao mesmo tempo, e quem tenta agradar a todo mundo, acaba não vivendo a sua própria vida. E não agrada a si mesmo!
Então, volto a dizer... Tudo é uma questão de escolhas e, cada escolha, uma renúncia! Hoje estou feliz com você, amanhã não mais... Hoje eu feri alguém, amanhã estou sendo ferido de volta, e isso não se trata de vingança ou uma moeda de troca. O universo conspira para que haja harmonia, balanço entre o bem e o mal, o bom e o ruim. No final, não somos culpados, somos vítimas de um grande trocadilho da vida!
Tenham todos um bom dia, mesmo que não agrade a todos! ;)
Algumas delas estão saindo do controle... O tempo está passando muito rápido e eu fico me policiando para não deixar de aproveitar um pouco de cada coisa, mas essa causa de "abraçar o mundo" faz com que, inevitavelmente, abdiquemos de outras coisas... Cada escolha, uma renúncia.
Não, não estou renunciando! Não é isso... As coisas apenas tomaram proporções diferentes diante dos meus olhos, e as pessoas não conseguem enxergar meu crescimento a partir do momento que esse crescimento os prejudica de alguma forma. E é nessa hora que eu percebo o quão egoístas e egocêntricas essas mesmas pessoas são.
Elas não levam em consideração tudo aquilo que foi feito por elas, se prendem somente às mágoas recentes, que por vezes, você não sabe nem que foi o precursor. Daí, basta um ato impensado, um esquecimento, ou você agir com boas intenções por fora das observações alheias, ou seja, fazer o bem mesmo que ninguém esteja vendo... Para que os pré-julgamentos e as sentenças prematuras recaiam sobre a sua cabeça.
É... Tenho que admitir que, em partes, tenho culpa. TEMOS CULPA! Nós cometemos o erro de nos submeter aos caprichos do mundo, e deixar as pessoas mal acostumadas com o nosso comportamento cotidiano. Quando alguma coisa sai do lugar, as pessoas que têm o hábito de ver tudo "certinho" se espantam e agem com repulsa ao (temporariamente ou não) novo. Mas... quem foi que disse nessa vida que eu sou certinha? Não vim ao mundo com o propósito de ser um novo "Jesus de Nazaré", e sei que temos que procurar evoluir, mas cada um evolui da maneira que bem lhe convém, com o seu tempo e velocidade.
Não adianta querer colocar a carroça na frente dos burros. O que foi feito para ser puxado não funcionará perfeitamente enquanto empurrado. Gambiarras podem até quebrar um galho, mas um dia te deixarão no sufoco. E será naquele dia em que você mais precisar, com certeza - porque somente naquele dia você perceberá a importância que aquele ligamento tem, mesmo que dentre tantas outras vezes, aquele "gato" tenha te salvado de poucas e boas. E é assim que o pensamento funciona diante de nós, meras gambiarras de Deus. SIM!!! Gambiarras... Ou você se julga tão perfeito assim?
A questão é, não importa o quão "bom" você seja para uns ou outros, pois nunca será suficientemente bom para todos. Não se pode agradar a gregos e troianos ao mesmo tempo, e quem tenta agradar a todo mundo, acaba não vivendo a sua própria vida. E não agrada a si mesmo!
Então, volto a dizer... Tudo é uma questão de escolhas e, cada escolha, uma renúncia! Hoje estou feliz com você, amanhã não mais... Hoje eu feri alguém, amanhã estou sendo ferido de volta, e isso não se trata de vingança ou uma moeda de troca. O universo conspira para que haja harmonia, balanço entre o bem e o mal, o bom e o ruim. No final, não somos culpados, somos vítimas de um grande trocadilho da vida!
Tenham todos um bom dia, mesmo que não agrade a todos! ;)
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