terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Mudanças e mais mudanças... Me preparando pra 2013!

Estou tentando mudar. De comportamento, de estratégias, de concepções, de conceitos... Estou tentando me entender mais, relutar menos, aceitar mais, brigar menos, debater mais, discutir menos, sorrir mais, me estressar menos.

Ando pensando em como eu (não sozinha) consegui melhorar certos "defeitos" em uma grande amiga, me empenhando, e com a boa vontade dela, óbvio. Faltava alguém para alertá-la com a abordagem certa, e ela enxergar que, realmente não era o correto. Admiro o trabalho bem feito, em equipe, e me orgulho quando vejo que seus hábitos atuais são feitos de forma espontânea. Babo mesmo! E penso que, de alguma forma, na vida de alguém, eu fiz a diferença.

Mas, como tudo o que vai, vem... Ela se empenha na mudança dos meus defeitos. Não são poucos, eu tenho certeza e noção disso, muito menos fáceis de lidar. Alguns eu concordo, outros, não. Normal. Mas venho tentando mudar. Já até atendo mais ligações! Parte do meu problema de relacionamento com o telefone já foi sanado.

Por vezes, acho mesmo que tem alguém me pondo à prova das coisas, pra saber se eu realmente estou disposta às mudanças. Alguns testes bobos, outros, nossa... Muito árduos e difíceis de aturar. O problema é que eu cansei de algumas coisas que, antes, eram muito legais. E, como dizem os clichês da época de fim de ano, não adiantam as promessas de mudanças, se não começarmos a NOS mudar, em essência!

Algumas mudanças já podem ser percebidas, brincadeiras à parte. Não somente sobre a questão do telefone, mas até pensando nas coisas, antes de fazer ou não, consigo ver que, certas coisas, eu não faria antes. Me policio nas palavras, mas não tenho mais tanto medo de dizer não... Porque tudo depende do equilíbrio, e nada mais digno pra um ser, que tem como signo, uma balança!

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Como sempre, momentos de ausência!

E, vira e mexe, eu venho aqui, me desculpar pela ausência que ninguém dá falta...

Estou com grande vontade de voltar a escrever, porém, sem tempo, sem inspiração, sem estímulo. É, acho que falta aquela vontade arrebatadora de dar uma reviravolta na minha vida, ou um baque muito forte nas minhas estruturas, pra vir aqui. Infelizmente, sou do tipo de poetisa que escreve com a dor.

O que, em tese, seria muito bom pra mim, já que encontro-me ausente. Significa, automaticamente, que as coisas estão bem. Mas não queria que fosse assim.

Ando construindo personagens mentais, dos quais gostaria de tecer histórias, como já fiz anteriormente. Porém, quando chega pra colocar no papel, as palavras somem, as teorias, as previsões, tudo se torne turvo e incompreensível. Confuso!

Espero que essa maré de não inspiração passe logo, mesmo que seja apenas para registro pessoal!

Saudades - pequena consideração

Recentemente, li em uma das postagens da rede social "Facebook", a seguinte frase:

"A saudade só é bonita quando é a dos outros"

Eu, discordo. Saudades, realmente são bonitas, quando transformadas em versos, e poesia. Vivida, realmente, não é bonita para ninguém. Dói, machuca, e por mais que seja o sinal de que o passado tenha valido, tenha sido produtivo, aproveitado... Geralmente a saudade faz um mal danado!

Então, não adianta querer fazer com que esse sentimento se torne lindo, suave, aroma artificial brisa marinha soft plus master confort. Porque saudade boa, é saudade "morta". Aquela que você acaba de matar, com palavras, gestos, abraços e beijos.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Ainda que branda, torna-se incômoda
A ponta do iceberg, que vira do avesso
Deixando exposta sua maior parte
Daquilo que chamei de saudade
À cada vez que vejo teu sorriso
(Alves, Eloá - Sem título)

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Sou poesia jogada ao vento


Das palavras emanadas no momento daquele beijo, daquele abraço,
Eu fui toda poesia... E você, um analfabeto!
Não soube interpretar a fantasia das minhas mensagens
E deixou meu livro aberto, abandonado.

Um dia, um romântico real chegará
E fará das minhas vagações seus sonhos
Então, cumprirei meu papel de tornar feliz um coração tristonho
Daquele que procurou em mim o que você dispensou de pronto.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Rascunho da madrugada


Eis que a tormenta
Que toma meus desejos
E se expressa em letras
Volta a domar meus sonhos
É por ela que retorno ao leito
E repouso, com o afago do travesseiro
A solidão que carrego comigo
Que inflama o peito
E que leva consigo o sono
E nada mais abranda a tempestade
Que papel e pena em tinteiro
Rabiscos, e com as linhas traçadas
Mais uma vez me pego
Escrevendo sobre aquele
Que jamais veio com o tempo

Ciúmes

Uma vez, me perguntaram se eu não sentia ciúmes. E eu parei para analisar o porquê daquela pergunta ter sido feita à mim.

Será que eu demonstro ser assim, tão segura de mim mesma, que não transpareço o ciúme? Será que eu não tenho o medo da competição, com um mercado que, cada vez mais, oferece com mais facilidades todos os tipos de produtos?

Fui ponderando e considerando cada atitude, minha e das pessoas com quem venho me relacionando... E cheguei à conclusão de que SIM, eu sinto ciúmes. Mas não esse tipo de ciúme banalizado, conectado à insegurança e ao egoísmo. Porque EU não tenho o direito de exigir que uma pessoa seja minha, exclusivamente.

Sinto ciúmes sim, mas controlo, na maior parte das vezes. Consigo distinguir as situações e, mesmo que haja uma pontinha de ciúmes brotando, analiso as circunstâncias em que me encontro, pra saber se eu tenho razões, ou não, de me sentir daquela forma.

Não sinto ciúme de pessoas. Qualquer um é livre pra conhecer e ter amizade com quem quer que seja, e não cabe à mim privar ou proibir o novo a ninguém. E aos antigos, ponho-me em meu lugar... Eu cheguei depois! Então, as pessoas que cercam o parceiro SEMPRE existirão. Minha atitude obrigatória de mulher inteligente é deixar que as pessoas se mostrem e conquistá-las. Afinal, ter os amigos dele como aliados é não só ampliação do círculo social como estratégia!

Acho que os meus ciúmes estão ligados às atitudes da pessoa que está comigo. Porque não é questão de ser insegura, mas da pessoa passar confiança. Não é questão de traição, mas de ficar claro que se for pra trair, que não se esteja junto, não se assuma relacionamentos. Lealdade é muito melhor que fidelidade. Também não é uma questão de beleza. Sempre vão existir pessoas mais ou menos bonitas que eu, você, qualquer um. Eu tenho ciúmes, de sentimentos.  Da falta de atenção, da mudança nas atitudes, da substituição de uma pessoa apresentada por uma outra que sou obrigada a levar no pacote.

Qual é o problema de se ter HONESTIDADE, LEALDADE? São esses os grandes aliados... Com eles, como ter ciúmes?

Ciúme sempre estará presente na vida de todos nós, mas sempre terá um lugar muito menor em nossas vidas quando as pessoas começarem a ser verdadeiras umas com as outras.

Perdida e confusa

Enquanto observo a mudança de tempo, pela janela entreaberta, ao cair da tarde, fico pensando nas minhas frustrações com as pessoas com as quais mantive algum tipo de relacionamento mais íntimo que o de apenas bons amigos. E sempre sou assombrada pelo pensamento de que o erro foi meu, em fazer não dar certo.

E fico ali, confabulando, tentando imaginar o porque que algumas pessoas têm tanta facilidade em arrumar namorados e namoradas, e outras, como eu... Ficam tanto tempo solteiras. Será que estamos atirando com o calibre errado? Será que estamos errando no alvo? Ou será que, realmente, nos dias atuais, está muito difícil de conhecer pessoas que queiram se relacionar.

Talvez, eu tenha me tornado exigente demais para o mercado, e qualificada de menos como alguém que possa ser considerada "para namorar". Ou, pode ser que eu seja tão qualificada que, de um modo geral, as pessoas prefiram me manter por perto, sem o risco de maiores traumas, e então, resolvem ser apenas amigos.

Eu não sei... Ainda estou perdida, diante da enxurrada de informações, de imaginações e de sugestões sobre o assunto. Estou tão atolada em suposições que não consigo focar em apenas uma opção plausível. Não sei mais distinguir solteiros convictos de pessoas muito enroladas, ou magoadas com relações passadas.

Enquanto isso, vejo que muitas outras pessoas estão compartilhando dos mesmos pensamentos, somados às outras filosofias modernas de relacionamento interpessoal. Há muito a ser discutido, debatido, examinado, analisado.

Talvez, se fossemos menos racionais, pensaríamos menos e amaríamos mais.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Não é a primeira vez...

Então, eu vou! 
Viver em função do futuro, seguindo em frente, não esquecendo do passado, mas sem olhar pra trás. Vou sobreviver ao novo, pois saí do antigo, não ilesa, mas de cabeça erguida!
E sei que, mesmo com todos os pesares e cicatrizes, continuarei com minha consciência limpa... Porque todas as minhas conquistas vieram com a verdade das minhas palavras. 
Eu sempre fui sincera, inclusive nos sentimentos. E não é porque alguns não são comigo, que eu me sujarei e me igualarei. 

terça-feira, 24 de julho de 2012

Na boca ou nos dedos, uma latrina no lugar.

Acho inacreditável a capacidade que certas pessoas têm de adubar o mundo com as suas frases e comentários infelizes. Frases e comentários de merda!

Já diziam os antigos ensinamentos: Melhor você se manter quieto e deixar que as pessoas pensem que você é um idiota, do que abrir a boca e dar a confirmação! Mas, infelizmente, acho que têm pessoas que perdem a noção do que é ridículo, e nos "presenteiam" com suas torneirinhas de asneiras, deliberadamente. Não se preocupam na mínima repercussão que suas palavras podem ter e o rumo que certos comentários podem tomar. Ainda mais com tanta facilidade ao acesso às informações, com os meios de comunicação tão interligados, atualmente.

É, eu não sei se isso é proposital, se aquela pessoa está berrando por atenção, para compensar alguma falta da infância, de pais ausentes, falta de educação devida, falta de experiência de vida. Por vezes, a minha concepção diz que foi falta de porrada mesmo!

Vejam bem, não estou, aqui, defendendo qualquer tipo de agressão! Não é isso, e quem for bem letrado e souber interpretar com olhos críticos, saberá distinguir. O problema todo é que, desde que até os tapinhas dados pelas mães são considerados crimes, não há controle dos ensinamentos passados às crianças. Eu já tomei uns belos tapas, nas horas certas, e não tenho a mínima pretensão de matar os meus pais, como bem vemos por aí. Mas voltemos ao caso principal.

Há um tempo, vimos o caso de uma "patricinha Zona Sul", Paulista, estudante de Direito, expor suas opiniões sobre o povo nordestino, pelo Twitter. A bela mocinha, cheia de condições sociais, de informação, cultura, acesso à internet e bons livros... Menina de classe média-alta, declarando em redes sociais e alto acesso sua repugnância ao povo do Nordeste Brasileiro. Usando palavras de baixo calão, denegrindo imagens, expondo o seu preconceito no nível "ultra hard asiático". Pobre coitada!




Tudo o que a mãe pensou em dar como instrução, indo ralo abaixo, junto com a "lavada" tomada pela justiça, em comunhão com as milhares de denúncias recebidas pelo Ministério Público, e denúncias feitas na própria Tweetpage. A bela burguesinha foi condenada. Como réu primária, um serviço daqueles, comunitários, pagar cestas básicas ou trabalhar como voluntária em alguma ONG... Dizem que ela foi condenada mesmo, por alguns anos, encarcerada.

Mas será que é o suficiente? Acho que, muito mais efetivo que isso, seria, talvez, dar umas férias forçadas a ela, em uma das casas mais pobres de um sertanejo nordestino, tendo que se virar como eles. Castigos com doses humanitárias não fazem mal a ninguém.

Hoje, enquanto olhava as atualizações de uma outra rede social da internet... Vejo um outro caso de intolerância. Um paulista, que se julga LINDO, comentou um post de uma página no facebook, que dizia: Em terra de Chapinha, quem tem cachos é rainha. Não consegui entrar no post, diretamente, devido o tamanho do acesso, a essa hora, depois de tanta explanação, mas aqui está a campanha que lançaram pela rede:


Reparem no comentário feliz que essa pessoa fez, na foto que é de uma criança! O que passa pela cabeça de um sujeito como esse? Como esses? E esses foram apenas dois casos recentes, dos quais eu me prestei, sei lá o porque, a escrever sobre.

Desde quando o seu "nível social" te faz ser mais importante ou melhor que qualquer outra pessoa na face da Terra? Desde quando o dinheiro que você tem no banco, ou o local onde você mora te faz melhor que qualquer um? Conheço muita gente da Zona Sul do Rio de Janeiro que não vale 1/3 do que os meu alunos da comunidade. A conta bancária NÃO INTERFERE no seu caráter.

Superioridade? Alguém aqui se julga Deus? Alguma coisa parecida? São muitas as perguntas a serem feitas, muitas delas ainda sem respostas. Não quero pagar de moralista. Cada um tem sim o direito de pensar da forma que quiser, do jeito que lhe for permitido, de acordo com o nível de instrução que lhe foi dado. Mas isso não precisa ser divulgado!!! Guarde o que não prestar da sua personalidade para você mesmo!!!

Por isso é que eu termino esse texto com uma das primeiras frases dessa postagem: É muito melhor deixar que as pessoas achem que você é um idiota enquanto você está quieto, do que abrir a boca e dar-lhes a certeza.

Cada vez mais, vejo pessoas com extremo acesso às informações do mundo inteiro, usando viseiras de burro, e fazendo das suas bocas e dedos, latrinas e grandes depósitos de merda...

Que haja Luz no mundo!!!

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Cabos e chibatas

Em ano eleitoral, encontro=me muito satisfeita em ter a oportunidade de visitar um país que não é o meu. Em período de férias fui conhecer um local que não é a minha origem, portadora de uma cultura bastante diferente da minha, com língua, comida, hábitos... clima, tudo bem ao contrário (ou quase) das que eu vivo em meu dia a dia.

Pois bem, por que começar falando justamente de ano eleitoral? Porque eu acho que o empenho em fazer a população uma massa homogênea de ignorantes que os governantes têm tem obtido êxito. Mas vamos a alguns fatos, pra tornar mais clara a minha explicação.

Os Estados Unidos Mexicanos, ou México, como é popularmente conhecido, não é um país extremamente rico, nem está no "top five" de países mais desenvolvidos do mundo. Mas quando você chega, você descobre que entre o mesozoico e o contemporâneo, mesmo que em alguns quesitos eles estejam atrasados, vi que estamos mais que eles. E por que?

Dentre as cidades que eu tive a oportunidade de conhecer, mesmo tendo um carro alugado à minha disposição, fiz questão de andar por transportes públicos. Me surpreendi quando achei que me depararia com aqueles ônibus maltrapilhos, com ramos de palha e galinhas dentro. E eu pensando que me sentiria em uma cena de clandestinos de filme "western" americano.

E o que eu tive, pelo extremo oposto, foi uma experiência incrível de transportes públicos que funcionam bem, e em bom estado, por um custeio irrisório, se comparado ao nosso. Paguei a bagatela de 3 PESOS para andar de ônibus pela Capital Cidade do México, para lugares bem distantes. 3 pesos equivalem, mais ou menos, a 50 centavos de reais. Isso me fez lembrar da época em que eu pagava em moedinhas de 10 centavos, até completar o mesmo valor, pelo transporte em uma Kombi 822 até o West Shopping Campo Grande, porque a Kombi fazia um preço mais em conta. E hoje, o máximo promocional que encontro é 2,50, por uma passagem.

Além dos ônibus, vi funcionar maravilhosamente bem o metrô. Com conexões e baldeações para QUALQUER parte da capital, paga-se a quantia de 2 pesos. Algo em torno dos 30 centavos de real. É, fazia calor, de vez em quando. Mas o que é calor, se comparado ao Metrô do Rio de Janeiro, em que o ar condicionado não funciona, você encontra superlotação, calor humano e desconforto pelo absurdo de 3,20!!!

O cúmulo maior foi vivido em Cancún. Cidade altamente turística, linda, cheia de boas atrações de todos os tipos. Andamos por lá, de ônibus, por 8 pesos. 1,30 reais, mais ou menos. Mas o melhor vem agora: o ônibus, pelo qual pagamos tão caro, era integrado com televisão, ar condicionado e, pasmem, rede wi-fi  de internet. Está bom para você?

Alguém aí já viu alguma coisa parecida com isso, no Rio de Janeiro??? Porque eu... Nem em sonho!

E dentre tanta miséria, cidades com níveis culturais tão discrepantes, os locais mais ricos me mostraram que um bom governo não vive apenas de impostos e mais impostos sobre impostos. Mas de uma boa administração e menos sede e gana de dinheiro. Salários justos e dignos aos governantes já seria um bom começo.

É óbvio que no México, nem tudo é composto por paraísos e flores. A corrupção policial é maior do que no Brasil. Vivi experiências com ela, que nunca tive aqui. Mas isso é um outro assunto a ser tratado.

O que cabe, aqui, é dizer que nós, enquanto brasileiros, temos que retomar o sonho de um país melhor. E muito me entristece ver que estamos cavando um buraco tão fundo dentro da nossa própria ignorância, que talvez não tenhamos mais como sair dele.

Sementes

Um dia, me disseram que, quem planta vento, colhe tempestade.

E, quase agora, enquanto observava displicentemente o facebook, vi uma atualização com essa frase. Parei para refletir.

O que será que eu tenho plantado, então, para colher o nada?

Não, eu não tenho colhido nada. Mas as minhas sementes nunca vingam.Geminam, porém nunca crescem. Acho então que estou errando na maneira do plantio, em como regar, em manter a planta viva.

Ou não! Talvez, o erro não esteja exatamente com o agricultor, mas na semente que se tem escolhido. Não adianta tentar plantar milho no algodão, como se faz com o feijão, enquanto cursamos o ensino fundamental. Não é todo sentimento que segue a mesma regra de um, que tenha dado certo. Não é todo objetivo que será alcançado através dos mesmos métodos de outros, já conquistados.

E enquanto não se consegue uma planta vistosa e saudável, o que fazer? Ainda arriscar outras sementes? Outras terras? Outras formas de plantar?

Preciso, sim... Cuidar do meu jardim, para que as borboletas venham até mim!

quinta-feira, 12 de julho de 2012

As famosas crônicas!

Voltei, mais uma vez!

E com a corda toda!!! Sim, época de férias chegando, aproveitando o ócio, tenho tempo pra deixar fluir a minha inspiração, que insiste em aparecer nos momentos de angústia sentimental.

É, estou vivendo mais uma, bem complexa por sinal. Estou confusa, triste, com vontade de desistir de tudo... Sendo que eu não tenho nada. Explica?


Estou aprendendo a lidar com isso e ser mais humana, de certa forma. Fiquei, uma vez, com medo de me tornar com uma espécie de android, máquina sem sentimentos. Mas de um tempo para cá, tenho me permitido mais, me apaixonado mais e, como consequência... Me "estrupiado" mais!


Essa é a parte ruim. A parte que ninguém gosta, a  parte que nenhuma pessoa planeja viver. Mas que é necessária, eu sei.


Necessária? NÃO! Por que deveria?


As pessoas perderam tanto a fé em si mesmas, que se conformam com a substituição de relacionamentos que "não dão certo", se acostumam, se acomodam, e acham mais fácil partir para outra do que lutar um pouquinho que seja para fazer dar certo. A primeira dificuldade, incompatibilidade, discussão... Qualquer coisa é motivo!


É isso que me deixa triste. Tenho conhecimento da minha forma egoísta de viver. Optei por ser assim, e hoje sofro as consequências da carência que bate em época de TPM e frio, por exemplo, não tendo um cobertor de orelha. Mas e as outras pessoas? Tenho visto-as desenhando o mesmo destino egoísta e solitário. Entristeço, frustro, observo "a crônica do desastre anunciado", como uma amiga diz.


E conversando com um amigo, sobre um post do facebook em que ele me criticou negativamente... Chegamos à conclusão de que a questão é o "prestar". Fulano, ciclano, beltrano... Nunca prestam. E os que prestam, acabam virando nossos amigos. Analisei, achei verdade, e pensei que pode ser isso porque, pelo menos, como amigos, temos maior segurança no sentido de não perder. 


Ok, além de egoísta, mimada que quer suas vontades feitas... Eu perco as piadas, fico encalhada, mas nunca deixo um amigo!!! 


E lá vamos nós... Encarar futilidades, cultuar a beleza, priorizar o prazer da luxúria e da bebedeira. Viva aos relacionamentos sustentados pela falta de coragem de amor! Viva aos que são fracos! Viva à imaturidade que temos, à covardia que cultivamos, às acomodações!


Nos vemos mais à frente! Aquelas figuras idosas, rodeando bares, com fugidinhas aos motéis, azarando os ninfetos (as), e acabando solitários no deserto de uma king size...

sábado, 16 de junho de 2012

Influência musical de hoje!

Bom dia, meus queridos!!! =)



Hoje eu acordei com Lenine e Zeca Baleiro na cabeça...
Bom, graças aos meus pais e à Deus, eu tenho um gosto bom e bem eclético para música! Que bom seria se a maioria tivesse o mesmo pensamento e gosto musical que eu.

A eleita de hoje, do Lenine, é especial porque, além de eu curtir muito a voz desse carinha que, diga-se de passagem, Graças ao bom Deus, deixou um rebento herdeiro de uma voz maravilhosa... Conseguiu juntar na mesma música todas as divas enaltecidas nas composições. Desde Michael Jackson até Bonde do Tigrão!

Acho particularmente linda... Inclusive na sinceridade masculina em dizer que a carne é fraca, mas que nenhuma delas chegam ao coração... Que o deslumbre físico é passageiro, e às vezes só serve pra nutrir ego e contar vantagem!

Enjoy it!!

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Debaixo de um cobertor quente

E onde tudo é nada...
Onde o barulho faz sentido e o silêncio também.
Nada mais me confunde tanto quanto o amor.
A agonia de existir para o outro
e pensar que sem esse outro,
o ar desaparece,
e asfixia mais que enxofre.
Preferiria estar à beira de um rio,
com meus pés na água, aproveitando para observar a correnteza que passa.
A paz interior me comove e me impulsiona para o triste fim de árvore seca que sou.
Morrerei sozinha e sem dor,
debaixo de um cobertor quente,
esperando o tempo acabar de passar.
Coração, terra onde ninguém mais pisa.
Nem nós!

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Diário de bordo sem diário

Dois dias antes, e a ansiedade era tanta que influenciava a quantidade de horas dormidas. Aliás, eu nem sei exatamente quanto tempo eu consegui dormir durante aqueles dias de expectativa. E creio eu que o mesmo se passou com a minha companheira de aventura.


No dia da viagem, o cansaço era visível. Mesmo assim, a empolgação nos mantinha de pé, como guerreiras em batalha, a fim de chegar logo ao destino da próxima conquista. Tudo era muito novo, e a novidade excita e faz circular a adrenalina por entre as veias. E assim, saímos do Aeroporto Santos Dumont em direção a Congonhas, aguardando o voo ao Panamá. 


Algumas boas horas de espera se passaram, suficientes para o lanche, a farmácia, o banheiro e o fumódromo serem visitados alguns pares de vezes. E na hora do embarque, eis que estamos todos dentro do avião, quando vem a notícia, de dentro da cabine do piloto: "A aeronave precisa de alguns reparos...". Saem então, todos os passageiros e ficamos na sala de embarque por mais algum tempo. Maldito Dramin! Já não conseguia mais lutar contra o meu sono, que misturava cansaço e dopagem. A luta ficou séria... Fui comer uns alfajores Havanna, pra distrair e abstrair o sono. E foi o que me manteve em estado de "semi-letargia". Duas horas e meia depois, foi solicitada nova entrada ao avião, e então... Decolamos! 
...
Acordei com o café da manhã sendo servido, e eu sem a mínima vontade de comer! Tinha me entupido de Alfajor e sanduíche natural no aeroporto. Fechei meus olhos e desfrutei de mais um pouco do sono forçado que o Dramin me proporcionou. 
...
A janela aberta do avião fazia com que a luz do sol viesse de encontro diretamente ao meu rosto. Repensei minha preferência por assentos na janelinha, até baixar meus olhos à vista privilegiada. De lá de cima eu já conseguia ver a região costeira do Panamá, com heranças que o mar Caribenho lhe oferecera. Um encanto tomou conta, e aquela sensação de "será possível que isso está acontecendo?". A mentalidade de uma recém saída de seu país nunca mais voltaria a ser a mesma. Mesmo!


Enfim, Panamá! Nada de sair do aeroporto!!! O tempo que se teria anteriormente pra dar uma voltinha foi prejudicado pelo atraso do avião. Então, é banheiro e fila! E que banheiro??? E que fila!!!


O Free Shop do Aeroporto Internacional do Panamá é bem servido, de todas as coisas e coisas que vocês possam imaginar! Mas o que eles aproveitaram de comércio, deixaram de atender às necessidades fisiológicas dos clientes! Dois banheiros hiper pequenos, com alguns "boxes" em manutenção, o que diminuía ainda mais a oferta. Uma fila imensa de mulheres e crianças. Resolvi deixar pra lá e ir ao banheiro no avião. Fui para a fila de embarque e... MAIS UMA FILA! Era um voo recheado de pessoas que fariam conexão em Cidade do México ou destinadas ao local. QUE FILA!


Enfim, dentro do avião, encarar mais algumas horas de voo!!! Que totalizavam SÓ umas doze horas no ar. E sim, em classe econômica, esse período não é muito legal não. Rsrs


Dá-lhe o Dramin trabalhando de novo! Mas dessa vez, só dentro do avião, com ele já no ar! E lá fomos nós para o próximo destino, o mais esperado daqueles dois dias: Cidade do México!

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Relação doentia

De vez em quando, me pego bisbilhotando seus passos, sua vida, seu facebook...
E me lembro de como você consegue atiçar o meu ódio. Reflito!
Que relação doentia essa a nossa... Melhor pararmos por aqui!
E eu sei que, no fim das contas, eu tenho a razão em minhas palavras, mas sempre volto atrás.
Que relação doentia essa a minha!

domingo, 8 de abril de 2012

Reflexões

Os sonhos foram feitos para realizar aquilo que, na vida real, julgamos impossível de acontecer.
Projeções, projeções. É tornar a crer que o impossível é só uma questão de opinião!

terça-feira, 6 de março de 2012

Não mais...


Vívido, tingindo com o negrume do sentimento ruim às entranhas... As memórias que carrego comigo daqueles momentos envenenam a alma. Não mais você.

Guardo comigo tantas saudades, porém, a única coisa que você faz questão de manter aceso é o fogo do meu ódio. Não mais você...

Ainda hoje, mesmo depois de tanto tempo, o seu olhar sombrio, naquela despedida, reaparece em sonhos, ou todas as vezes em que uma estupidez é direcionada a mim, sem motivo aparente. Ah, não mais você!



Mas quer saber? Não me preocupo mais com isso, não me afeta mais saber que isso me afeta, não incomoda mais... Nada do que você fizer hoje terá o mesmo efeito. Nada do que você disser causará mais cicatrizes. Não mais você.

Eu já tenho os meus próprios problemas, que já são suficientemente importantes... Não mais você!

Porque eu... Resolvi dar um basta! E não mais você... Não mais!

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Em breve!!!

Meninos e meninas... Bom dia aos que são de bom dia!!!

Em breve, teremos mais uma composição minha, recheada com muita pimenta... Vou contar sobre a minha viagem ao México, e seus altos e baixos. Dar dicas, se necessário e conveniente, e contar um pouquinho do que eu aprendi por aqui.

Mas queria dizer que estou com saudades de escrever, mas... Eu muito precisava de férias, depois de tantas turbulências no ano de 2011.

Então, até breve!!! Beijos e mais beijos ^^

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Aprender a negar

Para tudo e chama a NASA! E se é não, é não! Não, não e não!

Quem foi que enfiou na cabeça do mundo que, quando uma mulher diz não, na verdade ela quer dizer sim?

Já se foi o tempo em que se subvertiam os pensamentos femininos para o benefício da testosterona. E viva à queima de sutiãs em praça pública! Direitos iguais na sociedade, no prazer e até nas vontades e palavras proferidas. Pois se há um não, isso é um advérbio de negação...

Qual é o problema em enteder isso?

Não é não. Se fosse para ser um sim, seria um sim, ou quiçá um talvez, feito no açúcar: doce!

Ok, ok... Uma coisa que eu sempre digo é que eu sou uma mulher diferente. Mas ter personalidade indifere homens de mulheres. Assim como existem mulheres fracas de opinião, que dão um sim como um não, e um não como um sim, existem homens que fazem exatamente a mesma coisa.

A questão é que eu não gosto de ser forçada a fazer qualquer coisa que eu não queira. Já passei por essa experiência e não é nada agradável. Dali em diante, eu aprendi que um não é necessário, não dói e por vezes tem até o mesmo efeito do "foda-se" - é libertador.

Aprenda a negar quando for necessário. Lembre-se que mesmo que cause medo e uma certa antipatia, o sim constante faz com que as pessoas achem que você é mais bobo que bondoso! E se nem Cristo agradou a todos, faça-me o favor, né? Você está fazendo teste pra ser Deus?

Não é necessário, dá um sacode, traz à vida e faz bem! Educa e aperfeiçoa, e eu bem acho que o mundo seria muito melhor se as pessoas aprendessem a dar um não na hora certa.

Se você tiver realmente que dar um não, mesmo que seja uma falta de consideração, ou impróprio da sua parte, hostil ou indelicado, isso é um problema só seu e ninguém mais tem a ver com isso. Você não precisa viver da opinião dos outros, mas sim estar bem com a sua consciência!

Seja feliz, e dê um não quando houver momento propício.

Veneno venoso

Eu quero... E eu quero mesmo!

O olhar fixo naquele objeto daquela pessoa... Ah! Como eu quero!

Vem involuntariamente uma força, uma raiva, um fogo me consumindo, e o questionamento do porque aquilo não ser meu, e sim de outra pessoa.

Sinto-me menor, sinto-me incapaz, infeliz. A necessidade se faz presente.

O escárnio aparece ali, apenas para fazer esconder aquilo que sinto verdadeiramente em meu ser, disfarçar. A cobiça me tomando pelas veias, envenenando cada glóbulo vermelho através de cada bombeada de sangue pelo coração. O fogo começa a arder, e os olhos inflamam. Eu ainda quero, e cada vez mais.

Por que? Por que a outra pessoa pode ter e eu não? Ela é melhor que eu? Ela pode mais que eu? É isso?

Que ótimo! Agora me comparo àquele irmão mais novo renegado. Aquele filho que a mãe gosta menos, o rejeitado pelos amigos da escola.

A cabeça roda insistentemente. Muitos questionamentos, muitas dúvidas, muitos "por ques" sem resposta satisfatória para um fogo tão daninho e tão dilacerador como esse. Que veneno fulgás, que perspicácia maligna.

E então a malícia se mostra em minha frente como uma aparição da meia-noite. A mulher de branco da inveja corrói e torna pungente o azedume da peçonha que circula nas minhas glândulas salivares.

Engulo com dificuldade, sinto a garganta arranhar. E cada vez pior. Tento me concentrar e não consigo mais. O que está acontecendo comigo? Por que aquilo me mexeu tanto? Oh, Céus, eu suplico por uma única resposta às minhas arguições!

- Sucumbistes tu em pecados capitais, meu filho!

domingo, 1 de janeiro de 2012

Despedida de 2011

É, 2011! Você está indo embora...
E consigo, levas uma Eloá do passado, deixando sobreviver a Lola nua, em pelo... Exposta até os ossos. Sim, eu mudei, e como mudei! Se para melhor ou para pior, eu não sei! Uma visão diferente para cada um que observar.
Esse ano... Ah, esse ano! Trouxe a mim experiências maravilhosas, lugares paradisíacos, shows fantásticos, pessoas incríveis. Simplesmente incríveis!
Pessoas... vi algumas voltarem ao meu convívio muito mais amigas e frequentes que no passado! E vi pessoas frequente se afastarem, como que na corrente das ondas do mar.
Vi gente rude ser doce, e gente doce azedar! Ou amargar...
Eu vi o nascimento e a morte de perto. Bem de perto!
Ah... 2011! Trouxe também a dor... dor forte, dilacerante, dor da perda, da partida sem volta. Lágrimas que desabaram, lágrimas que me sufocam até hoje!
Trouxe força! Me descobri mais forte do que eu imaginava e que me imaginavam! Sustentei pilares, carreguei o mundo nas costas...
Joguei tudo para o alto e me arrependi, consegui evitar a queda de algumas coisas, mas apenas aquelas que cabiam em minhas mãos.
Me apaixonei, quebrei a cara, me apaixonei de novo e me decepcionei. Perdoei... E continuei quebrando a cara... Tudo bem, quem sabe de tanto quebrar, eu não fique bonita? ;)
É, o bom humor e a positividade continuam aqui! Isso eu faço questão de manter.
Mas eu PERDOEI! Logo eu, tão dura e tão cabeça dura! Fui capaz de passar por cima do meu orgulho, de aturar, de engolir sapos e sustentar até o último segundo.
Amoleci... É acho que meu momento adolescente rebelde sem causa passou. Fiquei séria? Que medo!!!
Em outras partes, deixei de ser boazinha! Aprendi que ser má, às vezes, é bom! E não só pra mim, mas pra muita gente que ainda não aprendeu a ouvir não, a encarar a verdade. Mimados pelos pais ou pela vida.
Causa espanto a mudança?? Muitas e muitas vezes! Quase sempre. Ouvi críticas, tomei esporro, briguei, me estressei. Mas isso também me amadureceu!
Talvez 2010 tenha levado a graciosidade da "menininha boazinha e angelical". Por opção minha, sim! Resolvi experimentar a vida... Me livrei da casca pra ter história pra contar.
Deixei de ser ouvinte e expectadora da vida alheia, e me tornei a atriz principal! O show da vida continua, e eu bem gostei da mágica dos holofotes!
Eu cantei, dancei, pulei, bebi, , beijei, dormi, me diverti, chorei (pouco, mas chorei), eu ri... Ah, como eu ri! Bati cabelo, me joguei, uma travesti que deu certo! Fiz rir também... E fiz chorar. Culpei e fui culpada, cai e levantei, bati a poeira, dei a volta por cima! E estou aqui, sobrevivente desse ano de altos e baixos.
Então, acho que entre trancos e barrancos, 2011 não foi tão mau assim! Um bicho papão, que apareceu de tempos em tempos. Talvez só na escuridão.
Mas mesmo assim, já está saturado e na hora de acabar... LOGO! Você não foi tão ruim, 2011, mas não simpatizo com você! ;D

Feliz 2012 pra mim, pra vocês, e para todos!
Promessas? Não... Só viver e não ter a vergonha de ser feliz!
Amém!