sexta-feira, 30 de abril de 2010

Diário 4

Bom dia!!! Hoje, felizmente é sexta-feira!!!

Os meus dias não estão sendo muito bons, ultimamente... A minha TPM resolveu atacar e eu acabei desmerecendo quem não merecia meus destratos. Junto à TPM, vieram cólicas, espinhas, inchaço... Enfim, uma mini-depressão vive rondando meu período fértil, mas eu procuro não dar muito Ibope pra ela.

Além disso, este fm de semana que chega, tenho prova do Magistério - Município. Não me sinto nenhum pouco preparada para fazer esse exame, mas se a gente pagou, a gente tem que fazer, né? Então, seja o que Deus quiser... Vamos esperar sempre pelo melhor! Mas mesmo assim, não deixem de me desejar sorte!

Graças à prova, acho que esse meu fim de semana não será de muitas baladas... Nada de muitas agitações... Vou ficar quietinha no meu canto, vendo o mundo girar... Babando pela felicidade alheia, invejando as baladas de sábado à noite.

Semana que vem tenho uma "Quinta de Pizza" com meus alunos do 2º ano... Ah, nunca falei dos meus alunos, né? São anjos que desceram na minha vida... Eles são uma parte das melhores coisas que me aconteceram nos últimos anos!!! Alívio de qualquer estresse que eu tenha dentro de um escritório, mesmo que me irritem a cada cola, ou que implorem por uma prova com consulta...

Tenho todos os alunos como especiais, mas sim, claro que alguns vão marcar pra sempre!!! E eles me fazem ver que o Estado não paga o suficiente para dar condições dignas aos professores, mas eles sim, fazem a diferença! Adoro!!!

Outro remédio para o meu estresse é a dança... Não sei por que as pessoas me criticam tanto, quando digo que gosto de dançar funk... Gente, requebrar e balançar o esqueleto faz mais do que bem à alma... independente do ritmo... Vocês queriam que eu fosse a uma balada, dançar músicas de Milton Nascimento e Chico Buarque? Acho que não, hein... Gosto dos dois, mas em momentos distintos!

Aliás, sou uma pessoa muito eclética... E cada dia mais, o meu conhecimento de mundo se expande, diminuindo o que eu sabia de muito, mas abrindo espaço para o que é novo! Acho que, embora haja perda, isso pode ser bem aproveitado!

Hoje eu cansei de escrever, depois falo um pouco mais da minha vida... Mesmo que, para mim, seja melhor falar do mundo do que da minha própria pessoa. Auto-críticas nunca forma meu forte.

Então, queridos leitores... Até a próxima! Beijos

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Devaneios

Vivo meu mundo, e só. Consumo minhas energias criando formas de concretizar meus pensamentos. Queria não me importar com mais nada, mas já que não é tão possível, vivo iludindo meus sentimentos e burlando o sistema convencional do amor.

Sigo solitário, pensando apenas em mim mesmo, e em mais ninguém. Sou chama que arde só, mesmo que sem se ver; que depende apenas do ar que respira, e que se alimenta de folhas secas. Brasa que pega fogo fácil, mas que tão facilmente, se extingue.

Sou pássaro que migra para o Norte, quando todos os outros voam para o Sul. Seguindo por ai, sem rumo certo, medindo palavras ditas ao vento, para que este não as leve aos ouvidos de quem não mereça ouvir.

Gasto meu tempo em palavras incertas, despejo minhas angústias e meus medos em poesias frias. Calo quando devo falar e falo quando o melhor seria não emitir sons. Sou contradição da tradição e vivo sem rumo, por onde quer que eu vá.

Meus objetivos, guardei numa bolsa de bijouterias velhas... E joguei fora, como as quinquilharias de baú, guardadas por antepassados. E vivo assim, ao "Deus dará", na incerteza do dia de amanhã, esperando o verão chegar e me cegar, com a luz do Sol.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Guerra da Noite

Fim de semana chegando... Feriado prolongado... "Yes"! Hoje é sexta, finalmente. Expressões comumente editadas como um "script" na fala de pessoas que anseiam pelos momentos de paz e sossego, longe do trabalho...

MENTIRA: o que eles querem é o prazer da próxima balada, os flertes, a dança e o cheiro de cio que os circunda, quando o suor começa a brotar de cada glândula sudorípara, misturadas às essências de testosterona e progesterona.

A maquiagem, o perfume, a calça nova, detalhes que chegam a atingir às roupas íntimas... Tudo faz parte de um arsenal de guerra: os soldados já estão a postos e prontos para o ataque (deles mesmos ou do lado “inimigo”).

Os olhos são como uma espécie de mira, daquelas encontradas em armas de grande porte... Para atiradores de elite. Bem, algumas pessoas não têm a mínima noção de como usar esse instrumento, e saem atirando para qualquer coisa que apareça em seu campo de visão e alcance. Outros são extremamente cautelosos e ponderam cara movimento, antes de lançar sua única bala; certeira.

Nessa guerra em que vivo, fico boa parte do tempo de espectadora e, percebo que entre mortos e feridos, todos saem inteiros e sem grandes escoriações. As feridas abertas são apenas pequenos cortes feitos com papel. Daqueles que você sabe que não precisará de um hospital, mas ainda assim, aquele cortezinho se mostra ali, ardendo e incomodando.

Percebi também que se aquele corte feito de forma tão sutil for cutucado e refeito sempre que arma e alvo se encontrarem, a ferida vai se tornando viva, pulsando e jorrando por si o sangue vermelho que move as paixões.

Mas amor de bala é feito em guerra, e ferra, e corta, e fere, e mata. Conheço poucas pessoas que foram para guerra e foram condecorados com amores duradouros. Não foi feito pra ser duradouro, e quase sempre não é. E destrói, e corrói, e magoa e dói. Vamos para a batalha com o semblante da esperança de conquistarmos a glória e nos deparamos com o desprezo e a solidão.

E por fim, o que nos resta é um monte de doces ilusões e amargas realidades.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Diário 3

Bom dia!!! Hoje é quinta-feira, dia entre feriados aqui na cidade do Rio de Janeiro. Infelizmente, não tive a tão sonhada folga que almejei tanto nos últimos dias! Pretendia ter esse dia para mim, para colocar as minhas coisas em dias, fazer viagens, atualizar meus trabalhos, mas... Não deu! Fica pra uma próxima, né?

Então, já que não tinha jeito, acordei cedo e vim trabalhar. Me deparei com a triste notícia de que hoje era o Café da Manhã daqui da empresa, visto que sabíamos que o movimento seria fraco, ainda que tenhamos de permanecer obrigatoriamente, no escritório. Ora, o mundo é belo, mas a vida dá umas boladas nas costas da gente... Mas voltando o assunto... a triste notícia era a que eu havia esquecido de comprar o meu item da lista do café, e junto o do meu amigo. Corri com o meu celular, já sem bateria, para mandar uma mensagem de emergência para ele... Avisando da minha falha de memória.

Mas já não havia jeito, e apenas após chegarmos ao Centro da cidade, é que tivemos a oportunidade de agregar as nossas colaborações, que não foram as mesmas da lista, ao desjejum matinal dos meus companheiros de trabalho. Só que já não era mais tão importante assim... Todos já haviam comido suas guloseimas, e o que era novo rapidamente se tornou obsoleto, dentro de uma mesa tão farta (Graças a Deus).

Os dias anteriores não foram tão agitados, mas foram cheios de informações. Só que são tantas coisas que não valem a pena de um comentário, que prefiro terminar meu diário por aqui!

Abraços a todos, e fiquei no aguardo de novos textos!!! Beijos a todos!!!

Temer ou não temer, eis sua interpretação!

Não é incrível o poder que palavras soltas no ar têm sob algumas pessoas? Às vezes penso que, se tivéssemos nossa consciência limpa de verdade, não temeríamos tanto pelo que outras pessoas dizem. Independente de estarem falando de nós ou não.

Muitas vezes, já vivi situações em que recitei palavras ao vento, e no entanto, brisas se tornaram tufões, mesmo que essas palavras tenham sido direcionadas a um sentido totalmente oposto. Já descobri coisas que preferiria ficar sem saber, já criei confusões, já resolvi problemas de longa data e tudo isso porque as pessoas interpretam as informações recebidas (ou investigadas) da maneira que bem lhes convém.

Por isso, sempre procurei enxergar os dois lados da moeda, sempre que alguma notícia, informação ou comentário chega até meus ouvidos. E caso ainda não fiquei esclarecido o suficiente, eu mesma vou checar com a fonte, do que se trata.

E, portanto, aconselho a todos aqueles que têm a mania feia de interpretar as coisas antecipadamente: Apenas tema àquilo que deves temer de verdade! Não se doa por precipitações e interpretações antecipadas. Prefira a certeza de estar errado(a) do que simplesmente achar que está certo(a).

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Discutindo relacionamentos

Filosofando, acordei pensando no texto do Léo, e nos meus. Nas coisas que pessoas que me cativaram comentaram sobre seus relacionamentos... E cheguei a seguinte conclusão: Somos uma geração de relacionamentos abertos. E não vale muito a pena de arriscar a mudar esse status social. Acho até que esse deveria ser incluído como uma das opções de status, em fichas e relatórios, documentos e afins, assim como já existe em páginas de relacionamento da Internet.

Vamos falar um pouco sobre esse assunto de relacionamentos, então, como os outros textos que tenho aqui. Mas não de forma poética... Vamos decorrer sobre a minha "filosofia de banheiro".

O que seria, pois, um relacionamento aberto? Este é um tipo de relação estabelecida entre duas pessoas, do sexo oposto ou não, que se identifica muito com o namoro, porém, as partes envolvidas têm a liberdade de se relacionar com outras pessoas, fora desse "relacionamento estável", sem a cobrança de ciúmes, ou juras de fidelidade. No entanto, o sentimento existe! Essas pessoas se gostam e sabem disso; vivem como um casal normal, mas... Geralmente, é cada um para o seu lado, e enquanto juntos, são como um casal de fato; quando separados, são livres e individuais.

Pensando bem, acho que essa foi uma fórmula alcançada por vários estudiosos da vida, para amenizar os efeitos de uma potencial traição. Ora, se não sou casada nem tenho um namoro com outra pessoa, nada me impede de sair com outros caras, certo?

E ai é que mora o perigo! Criando esse hábito de nos relacionarmos com as pessoas de forma tão livre, corremos o risco de eximir com o que chamamos de casamento. Como constituir uma família, se as pessoas acham que fidelidade e responsabilidade para com a outra pessoa são "grilhões" que nos prendem?? E fazemos o que??? Teremos uma legião de mães e pais solteiros, de homens e mulheres independentes, decidindo se hoje, a noite será no apartamento dele ou dela. Mas na manhã seguinte, é cada um para o seu lado, com a sua vida, com os seus problemas.

Desaprendemos a casar!!! Não sabemos mais como suportar alguém dentro de casa, que não a gente. Nossos filhos, "aturamos", porque são parte de nós. E mesmo assim, nem todos os pais têm essa concepção.

Nos tornamos seres tão individualistas, que chegamos ao ponto do egoísmo! Somos egoístas, queremos que nos OFEREÇAM momentos felizes, que nos OFEREÇAM prazeres, mas nunca doar. Sempre o "eu" em primeiro lugar. E em segundo, e em terceiro... Os tempos atuais, as evoluções humanas, a falta de tempo, as atribulações diárias, o estresse... tudo isso nos torna impessoais, intolerantes, passivos de reações passionais.

Não digo que sou contra o relacionamento aberto. Sou até adepta do status. Mas não é um tipo de relacionamento que eu quero para o resto da minha vida. Não é que eu queira alguém para chamar de meu, pois continuarei a disseminar o pensamento egoísta, doença dos novos tempos. Só que um dia, um cobertor de orelha fará falta. Uma pessoa do seu lado, te apoiando e te ajudando quando você precisar SERÁ necessária... E isso, nem sempre você conseguirá com amigos. AMIGOS são tudo o que queremos, mas eles sim, têm as suas vidas, e nós, as nossas. E uma companhia pode... DEVE ser amigo também. Mas terá as alegrias e as tristezas de dividir momentos que não se repetem. E no entanto, somos mesquinhos aduladores de status sociais adversos.

Ainda assim, creio no ser humano; creio no sentimento; creio no amor. Creio de o calvário de Cristo não foi em vão, e que ainda haverá tempos em que o real valor da Sua ação para com a humanidade terá seu devido valor.

Nesse dia, quem sabe, recuperaremos o SER humano que existe dentro de nós, e teremos a consciência de que todos temos as nossas fases em relacionamentos... E que relacionamentos abertos fazem parte... mas só fazem PARTE das nossas vidas, e não um ideal.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Amor para uma vida inteira...

Texto de Léo Machado (Amore):

Olá amigos e amigas leitoras, no texto desta semana falaremos sobre o amor. Mas não puro e simples amor, mas sim o tão famoso amor para uma vida inteira, desejado por homens, mulheres, gays, lésbicas, trans-gêneros, mutantes, extraterrestres e demais.
Assistindo a um episódio da extinta série Sex and the City,ultra-mega-foda por sinal, me deparei com a seguinte frase “você é o amor da minha vida”. Cheguei a pular do sofá, acreditem, pulei mesmo... Mas não pensem que foi de alegria... nããão, muito pelo contrário, foi de espanto e posso até dizer medo. Porque afinal, será que tal amor realmente existe?, especialmente em tempos onde casamentos, as vezes, duram menos tempo que uma viagem Brasil x Japão, e olha que é longe hein.

Enfim, voltando ao ponto. Acabei ficando com essa frase na cabeça e resolvi ligar para uma amiga que parecia ter esse tipo de “AMOR”. Conversando com ela e colocando os papos em dia, acabei descobrindo que a pouco tempo ela havia terminado o seu namoro de 4 anos. Confesso que fiquei tentando entender o porquê disso ter acontecido, afinal sempre pareceram estar tão bem. Conversa vai, conversa vem ela disse que havia perdido o amor da vida dela, gelei na hora, confesso... isso vindo de uma garota de apenas 26 anos, então tive a estúpida idéia de perguntar, como assim o amor da sua vida ?? e para a minha surpresa, a mais estúpida das respostas... Estou com 26 anos, estou ficando velha... perdi a fala na hora, porque afinal de contas se ela aos 26 anos acha que está chegando próximo ao fim, imaginem eu que faço 25 anos no fim do ano, me vi a beira da fila da aposentadoria
Como amigo tentei convencê-la de que ainda era muito jovem e poderia ter outros “amores”, em um tom frio ela me respondeu que não... sentindo que o assunto não iria se desenvolver muito, preferi encerrar a conversa e prestar minhas mais sinceras “condolências” ao falecido, o amor. Mas essa idéia de amor continuou a me assombrar, com um certo que de raiva, confesso, afinal, de quem havia sido a brilhante idéia de dizer que só podemos amar uma vez ??

Na verdade acho que tal sentimento nem existe, ou não posso afirmar que exista, tenho amigos que mudam de namorados e namoradas como quem troca de roupa, toda semana é uma pessoa nova... Ca entre nós, nem me dou mais ao trabalho de tentar decorar nomes... e para eles, essas pessoas são os seus amores de uma vida, ao menos durante aquela semana, ou até conhecerem alguém mais bonito(a), com melhores condições financeiras etc..

Cantores e poetas, celebram tal amor, com dizeres do tipo: Quero uma amor que seja bom para mim, vou procurar, eu vou até o fim... Eis que me vem à cabeça mais uma pergunta, que fim seria esse ?? desde quando temos que procurar no outro, aquilo que sempre tivemos por nós mesmos...

Por mais que seja criticado, tenho como idéia de amor puro e verdadeiro, o AMOR PRÓPRIO. Aquele que nos faz olhar nos espelho, mesmo nos piores dias, e dizer: você é foda. Não acredito que precisemos encontrar no outro aquilo que sempre tivemos por nós mesmos. Fomos criados em uma sociedade em que fazemos tudo pelo(a) outro(a), mas no fim das contas, o que fazemos por nós mesmos ?? Mulheres querendo ficar bonitas para seus homens, ou para as outras mulheres, simplesmente para que eles não tenham que achar a outra mais bonita... homens passando horas em academias para ficar mais “fortes” ou mais “definidos” que o cara do aparelho ao lado... Tem muitas pessoas que estão lendo este texto e dizendo: “Ahhh, eu não faço isso não...”, mas será que realmente o faz ?? No fundo, mesmo que seja beeem no fundo, sabemos que não fazemos isto por nós mesmos, mas sim, fazemos isso para vencer o primeiro round dessa nossa batalha de egos diária. Às vezes sinto como um ser de outro mundo, ou até mesmo uma pessoa muito egoísta, por querer acima de qualquer coisa a minha felicidade. Todos os dias há pessoas que tentam executar uma certa lavagem cerebral no mundo, dizendo que devemos pensar no outro antes de nós mesmos, mas se só pensarmos nos outros, quem pensará na gente ??

Posso parecer extremista até certo ponto, mas não sou. Como qualquer pessoa , é claro, quero ter alguém ao meu lado e ser muito feliz. Mas isso jamais fará com que eu me anule como pessoa, ser pensante, que paga os próprios impostos e contas. Sei que pode parecer egoísta, mas a meu ver, o amor próprio, é o nosso: AMOR PARA A VIDA INTEIRA. Qualquer pessoa que possa fazer parte deste amor será sim, um puro e verdadeiro amor, mas sem prazo de validade... pode durar uma noite, um mês, anos ou quem sabe uma vida. Ninguém sabe... mas de uma coisa tenho certeza, não há nada melhor do que ser Feliz como realmente somos.

AMOR ?? QUE SEJA ENTERNO EM QUANTO DURE
Bjus e até a próxima....

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Diário 2

Boa tarde!

Mais uma vez, vim escrever sobre a minha rotina... Nada mole vida!!!

Esse fim de semana foi bem típico: levei a minha irmã ao show do Charlie Brown Jr., que rolou no Luso Brasileiro. Como todo show de rock, vi alguns seres bizarros, advindos das profundezas do inferno! Mas quem sou eu pra julgar? Aos olhos deles, eu devo ser tão estranha quanto a visão que eles me causam.

O show em si foi muito bom... Chorão disse tantas vezes que Campo Grande era "foda", que eu quase acreditei que fosse uma verdade!!! rs É claro que eu adoro morar nesse bairro, é aqui que eu passo os meus fins de semana, é aqui que tenho moradia. Campo Grande, sem dúvidas, é um lugar excepcional, mas ainda está longe de ser "foda". Mesmo assim, fiquei feliz de ver um Santista elogiando a minha terra.

Cheguei em casa por volta das 5:30 da manhã!!! E dormi até às 14:00, acordando para almoçar. Meu sábado não foi muito produtivo, não tanto quanto eu gostaria, uma vez que eu esperava antecipar o grupo de estudos que fazemos aos fins de semana, e eu ainda não consegui participar de nenhum, por serem aos domingos. Mas à noite, eu sai... Fui para o Baco, meu pão de todas as manhãs. Assisti Marinho Duka, e dancei horrores, com mais alguns amigos... Na verdade, era para ser um clube da Luluzinha, mas... Uma das meninas furou, e o restante se dispersou.

No fim do show, encontrei uma pessoa que me confortou de alguns problemas, e que cisma em dizer que sou linda... Já disse que não é para tanto, uma vez que ele me encontrou no fim de uma night, suada de tanto dançar, descabelada e com a maquiagem derretida; mas ele, ainda assim, insiste! Acho que é por isso que gosto de estar com ele... Poruqe mentiras sinceras me interessam.

Papo vai, papo vem, cheguei em casa 6:30 (relativamente cedo pra quem costuma chegar às 9:00 numa manhã de domingo. Dormi e acordei ao 12:00 apenas para almoçar... Mesmo! Cheguei em casa novamente e dormi, esquecendo-me completamente do meu grupo de estudos! "merda!" pensei... mais uma reunião que não consigo comparecer... e eu estou ficando desesperada!

Para meu desespero maior, meu time não venceu, meu time não foi campeão, mas isso não me abala tanto, já que os jogadores continuarão ganhando seus milhões, e eu terei que acordar no dia seguinte, às 4:30 da manhã!!!

Hoje, por fim, cheguei ao trabalho e tudo está muito calmo... Semana de feriadão geralmente é assim mesmo. Mais tarde, darei aula para meus pequenos anciãos! rs Adoro aquele pessoal. E sim, depois de duas semanas barreirada, ou pelas forças da natureza, ou pela greve de motoristas de ônibus. Muita coisa a ser feita hoje... E só chegar em casa às 22:30!!! :(

Então é isso, aguardem os próximos capítulos de minha nada mole vida!

Quando a inspiração vier...

Quando a inspiração vier, e trouxer consigo as mais belas palavras de amor, prometo que criarei não apenas uma, mas dez mil canções, que embalem o seu sono, que te deixem tonto, e que remetam os pensamentos teus à mim.

Quando a inspiração vier, será como no conto de Sherazade, em que a razão da minha sobrevivência seja amanhecer ao seu lado, contando-lhe sob a versão de uma história de mil e uma noites, os meus mais escondidos segredos, as mais lindas juras de amor, entregues a você, de bandeja, para o seu regozijo matinal.

Quando a inspiração vier, sua poesia será minha, tal qual a minha será sua. As palavras, enfim ditas. O encantamento será lançado e como em contos de fada, seus sentimentos serão despertados ao mais suave toque de lábios. Terás a certeza de que possui eternamente um lugar cativo em meu coração, e as chaves, para retornar quando quiseres.

Quando a inspiração vier, que venha com ela o “para sempre”, pois todo amor carrega em si o “que seja eterno, enquanto dure”; pois que dure, então, até o fim dos meus dias de vida. Que dure o suficiente para ser inesquecível, que dure para ser exemplo para outros casais, que dure para causar inveja aos que não são tão bem afortunados quanto nós dois.

Quando a inspiração vier, que venha também a dor, pois sem ela, não há valor nas coisas boas, não há vontade de tornar nada melhor, não há motivos para reconciliação. Pois que venha a dor, que dilacera; que destrói, e que cria as poesias mais sinceras e melancólicas, mais tristes e mais bonitas; mas que também venha o amor, para construir e reerguer as hastes sustentadoras do relacionamento. E que venha também o respeito e a amizade, já que quando não mais houver fogo ardente para o amor físico, haja a brisa leve do amor amigo, em uma conversa de fim de tarde, num domingo qualquer.

Mas só quando a inspiração vier...

domingo, 18 de abril de 2010

Estrela Cadente

Hoje eu olhei no fundo dos olhos, eu vi um brilho intenso vindo dos meus refletirem nos seus. Pensei que poderia ser o céu clareando, mas ao olhar pelo vidro da janela, o fumê escondia dos nossos rostos os primeiros raios de sol daquela manhã. E então percebi... Tínhamos luz própria!

Naquele momento, vi que éramos seres que se completam. Vi que ao pensar que era chegada a hora de nos separarmos, meu coração reclamava. Vi que pensar nos momentos em que estávamos juntos me causava suspiros repentinos e inexplicáveis. Meu alerta racional logo disparou: Estrela, você está encrencada! Mas o meu emocional berrava que eu ainda estava viva, que eu ainda brilhava.

Passei anos sem brilhar. Estrela sem graça, achei que tinha perdido o coração. Estrela sem coração não brilha, não passa de um fragmento de rocha no espaço. E eu estava assim: dura, sem graça, sem brilho. Mas ainda assim, algum feixe de luz irradiava, pois outra estrela conseguiu enxergar em mim o que muitos deixaram de reparar. Ela viu que eu ainda mantinha em mim a essência dos astros iluminados.

Mas o céu tem muitas estrelas, e sei que muitas outras chamam a nossa atenção. Hoje o meu brilho pode chamar atenção de outras, graças à estrela que passou cadente na minha vida. Meus anos-luz não se comparam aos seus, e sua jornada é errante, enquanto a minha, estática. E eu sei que existe algum propósito em seu destino vir de encontro ao meu. Estrela cadente, parta quando quiser, ou fique, mas se partir, deixe um pouco do seu brilho em mim, e me ensine a ser cadente também; quem sabe um dia, eu te alcanço novamente...

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Diário

Bom dia!

Vim fazer o blog apenas de diário eletrônico. Contar alguns fatos que aconteceram por aqui!!!

Pela manhã, ouvindo as minhas músicas favoritas no meu MP qualquer coisa, já que tantos são que nem sei mais a numeração correta... Quando ouço meu telefone celular tocar. Logo pensei que fosse alguém do escritório, mas para a minha surpresa, era a minha mãe... Estranhei, mas atendi; do outro lado, escutava uma voz ansiosa e preocupada, perguntando se eu estava bem, se eu já havia chegado ao trabalho.

Respondi que sim, meio sem entender o que estava acontecendo, mas tão breve eu respondi, veio o alívio junto a explicação: um trem havia descarrilado às 6:00h da manhã, e eu ainda não sei ao certo quais as proporções do acidente... O que eu vejo nos jornais cibernéticos é que causou pânico e algumas pessoas se jogaram pelas janelas.

Felizmente, eu presto atenção em uma coisa chamada sexto sentido. Ontem fiquei sabendo que a greve dos ônibus poderia voltar no dia de hoje, mas foi provavelmente adiada para segunda-feira próxima. Então acordei pensando: Poxa, não queria ir de trem hoje!!! A minha sorte foi ver que o movimento estava normal.

Mas ainda assim, os últimos fatos estão me fazendo refletir sobre algumas concepções antigas, e eu pergunto: o que será que está acontecendo com o mundo? Grandes são as mudanças ocorridas, e em menos de um mês, os cariocas sofreram com enchentes e deslizamentos, greves de ônibus e acidentes desastrosos.

E que Deus tenha piedade de nós!

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Só faça com os outros...

Uma visita a um orkut desconhecido, dentro de um perfil de amigo... Não, já conhecia aquele rosto, de tempos remotos, então não era desconhecido. Resolvi mandar um recado, perguntando se era realmente quem eu pensava ser e... BINGO!

Checagem de recados diários: scrapbook. "Claro que me lembro de você... tem msn?" Sim, era ele!!! E a resposta foi tão rápida quanto um foguete em busca da lua: "Sim! Te passo por depoimento!"

E-mails trocados, e a janelinha sobe!!! "E agora? Falo o que???", eu pensava. Senti o sangue quente começar a formigar em minhas pernas, o estômago se esvaziar, e seus companheiros se revoltando... Borboletas? Não, anciedade, nervosismo! Imagina o que é, para você, saber que a pessoa que você adimirou anos atrás, demonstrar algum interesse, justamente em você?

Razão: - "Ei, você ai dentro!!! Vai com calma! Ele SÓ te pediu um msn..."
Emoção: - "Ok, ok... vou tentar colocar as coisas em ordem novamente..."

Quando, de repente...

-Olá!
-(aaaaaaiiii, ele falou comigo!!! E agoraaaa?) Oiii... Tudo bem?
-Tudo ótimo, e com vc?
...

Foi o início de muitas conversas... E sim, todo aquele alvoroço causado na morada da alma, tinha real sentido... Ele realmente estava demonstrando interesse por mim! Já trocamos orkut e msn... O que será trocar telefone??? Nada... e o contato se tornou mais intenso. Tão intenso que se transformou em tentativas frustradas de encontros. Mas sou paciente: as coisas ó acontecem quando realmente devem acontecer.

Até que, por telefone, marcamos um encontro. Um encontro que até então, parecia ter saído de um conto de fadas. Tudo bem, uma hipérbole... Mas ninguém havia me tratado daquela forma antes, e eu fiquei sem reação.

Eu já havia comido, mas ele insistiu em me levar pra jantar. Não fiz desfeita e fui de bom grado, mesmo que a comida não me descesse mais. Uma beliscada aqui e ali, e pronto... Um vinho para acompanhar, e jogo do Flamengo na TV! (A minha vida, até em dramas, vira comédia). E o Flamengo ganhou... Isso merece um brinde, mas ele era Vascaíno... Aí eu já deveria ter percebido o sinal...

Saímos do restaurante, muito felizes, com todas as conversas interessantes em dia, sabendo que o desejo de um e outro eram concomitantes, e recíprocos, e iguais. Então o que estávamos esperando? Meu pensamento apenas conflitava com a falta de telepatia... Queria dizer a ele que me raptasse, que me tirasse do mundo, que me apresentasse um novo universo. E mesmo sem telepatia, ele compreendeu

...

Durante muito tempo não via acontecer comigo uma das coisas mais bonitas de um envolvimento entre homem e mulher. Um céu pintado de negro acinzentado transfigurou-se numa lua imensa, acompanhada de suas amigas brilhantes, enquanto tocava no rádio uma das músicas preferidas dele. Naquele enlace mágico, cheguei a pensar em perguntar se ele havia ligado escondido para a rádio, para pedir aquele “hit”... Mas há momentos em que devemos calar e curtir, e deixar as piadas de lado. E eu curti, e eu me envolvi, e eu me apaixonei.

Desde que me conheço por gente, tenho dificuldades em expressar aquilo que sinto, de forma verbal. Não sei dizer que gosto, que amo, se não tenho me sinto previamente segura para fazer tais revelações. Mas com certeza, se eu gostar, eu faço com que aconteça outras vezes, e se não, eu deixo de lado. Mas não saber dizer o que sinto foi um mal... Necessário, digamos assim.

Com o tempo passando, outros telefonemas rolaram, outras conversas surgiram, promessas feitas ao vento. Um final de semana vetado por questões particulares, outro por já ter marcado com amigos... E o próximo, o último... À espera de um milagre. O milagre veio, mas não da forma como eu esperava. Aliás, me pegou com as calças pelas canelas.

Outra visita no Orkut e... NAMORANDO. Como? Quando? Espera um pouco, o que foi que eu perdi?

Vi meu mundo desmoronar, por uma pessoa que falsamente me deu esperanças de que poderia remediar um coração cicatrizado, mas que ainda sangrava, pela solidão. Sabia que qualquer tentativa de conversa sobre o assunto seria em vão, e mesmo assim eu tentei. Em vão, como eu disse.

E o vento levou aquilo que eu tive, sem ter. Boa noite, até logo... Até quem sabe um dia! Bom te conhecer... Adeus!

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Eu x Meus Conceitos

Hoje eu acordei querendo criar poesia, pois é na poesia que liberto meus sentimentos mais profundos, mais escondidos. Mas palavras certas não me vêm a mente neste momento, onde tantas outras coisas servem como influência. Caso eu tentasse, não seriam palavras puras, extraidas do mais nobre pensamento... seriam palavras aditivadas, copiadas de textos alheios, e tudo que fosse meu, não seria tão meu assim.

Estou começando a rever alguns conceitos que me acompanharam durante uma longa jornada. Parte da minha história foi escrita com tais pensamentos, que hoje me abandonam, quase que por completo. Ainda os percebo perto de mim, me sondando, me cercando, esperando o momento certo para contra-atacar. Porém, cada fase é única em nossas vidas, e momentos passados não se repetem. Pensamentos também não. Concepções... Talvez se repitam, mas de formas diferentes.

Hoje, a minha poesia seria arritimada, não métrica, sem rima... Seria sem graça aos olhos de quem acha que construções líricas devam ser como uma música de amor, que combinam mel e fel, e céu... Ela seria agressiva e feriria os olhos de quem a lesse. Não apenas os olhos, mas a alma, porque a verdade dói mais que um tapa bem dado, na face alheia.

Estou descobrindo que não importa o que as pessoas dizem de você, com você, para você, sobre você. Importa o que você realmente é, e como se mostra para as pessoas que realmente lhe interessam. Sua essência nunca muda, sua índole é apenas sua... Suas atitudes nem sempre mostram quem é você de verdade, pois podem estar tão poluídas de informações adversas quanto as minhas palavras. Você é simplesmente único, e se você encosta a sua cabeça no travesseiro e consegue ter um sono tranquilo, nada do que outras pessoas possam pensar importa.

Seja autêntico, seja você mesmo... Haja como quiser agir, faça o que der vontade de fazer. Com uma vida relativamente curta, não podemos nos dar ao luxo de nos reprimir pela opinião de outrem. É melhor fazer e se arrepender, do que se arrepender de não ter feito e ficar sem saber se valeria a pena ou não.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Apenas Um Exemplo de Capitalismo Selvagem!

São 09h21min da manhã, quando inicio este texto. É exatamente o momento em que me sentei sobre minha cadeira, e tive a perfeita acomodação que me oferecesse condições suficientes para recolocar meus pensamentos em ordem e poder extravasar de forma sensata, sem o furor da revolta que me habitava há algumas horas.

Todos os dias, tenho uma jornada dura, no que diz respeito a horários. Acordo por volta das 04h30min, com retorno ao lar variante: entre 20h00min e 23h00min. Mas, hoje não vim aqui para discutir os meus horários, mas discursar sobre os últimos acontecimentos na minha cidade, que por conseqüência, interferem nos meus horários.

Recentemente sofremos com uma das maiores catástrofes registradas na Cidade (quase) Maravilhosa, com direito a chuvas torrenciais, enchentes e deslizamento de encostas; acarretando em mais de 200 mortes em todo o Estado. Todos, sem exceção: ricos e pobres, negros e brancos, altos e baixos; tiveram perdas de grandes e pequenas escalas.

No entanto, essas perdas não foram o suficiente para tocar o coração de muitos “homens primatas, capitalistas selvagens”. Logo após os fatos registrados acima, moradores de áreas distantes sofrem com uma greve infundada de ônibus. A greve simplesmente existe porque resolveram criar uma greve... E só isso basta.

Também sou uma das milhas de pessoas prejudicadas com essa greve. Não estou dizendo que eu seja contra movimentos que melhorem as condições trabalhistas das classes menos favorecidas, mas não sou a favor de danos causados por tais movimentos, a pessoas que não têm nada a ver com isso.

Meus danos foram trabalhistas... Perdi meio expediente ontem, e hoje cheguei com uma hora de atraso ao local de trabalho, e isso porque a empresa felizmente disponibilizou transporte de taxi aos funcionários que residem distante ao escritório. Só que a empresa onde trabalho faz isso... E a sua? E a da sua esposa ou marido? E a do seu vizinho?

Com isso, uma reivindicação por melhores condições de trabalho e por um salário mais justo de um núcleo distinto faz com que vários outros trabalhadores, de outras empresas, de outras áreas, percam a credibilidade dentro de suas companhias, mesmo que os atrasos e faltas sejam justificáveis... Mas não justificadas nos pontos diários.

Mas esse é apenas um ponto de vista sobre os efeitos prejudiciais que uma greve de transporte público e coletivo pode causar num momento como esse. E as pessoas que perderam tudo nas chuvas de semana passada, que precisam correr atrás de novos documentos, que ainda precisam trabalhar, pois a vida continua? E também daqueles que se encontram doentes, pelas águas contaminadas das enchentes ou não? Será que o cobrador do ônibus não tem nenhum tio internado em hospital? Ou nenhum motorista tem uma esposa prestes a ter um bebê? Muitos cariocas vivem essa situação e PRECISAM, NECESSITAM E DEPENDEM dos transportes públicos.

E então, caro leitor... Comece a refletir se o seu próximo está pensando em você agora, da forma que você gostaria... e retribua, mesmo que esse pensamento não exista! As coisas só começam a mudar a partir do momento em que modificamos a nós mesmos. A minha casa só estará limpa, quando eu não tiver mais o hábito de sujá-la!

Bom dia!

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Serpente Vermelha

Essa semana, me deparei com uma serpente vermelha. Ela era extensa e luminosa, e percorria toda a trajetória de uma vida. Ela demorava a terminar, diante dos meus olhos, tamanha era a sua extensão... Eu a perdia de vista, eu não tinha noção de onde se encontrava a sua cabeça. Apenas sabia que eu começava em sua calda, e logo atrás de mim, a serpente mudava de cor, variando do amarelo brilhante ao branco azulado. Ainda ai, a sua forma se prolongava por muitos e muitos metros.

Esse bicho de proporções gigantescas não tem restrição: Aparece tanto em dias de calor quanto de frio, secos ou chuvosos. Mas dependendo do clima, ela pode mudar seu tamanho e se tornar catastrófica!!!

A serpente não é inteiriça... Ela se subdivide em pequenas repartições de luzes intermitentes, que acendem e apagam... (mais acendem que apagam!!!) dentre uma e outra pisadas de freio que os motoristas estressados e cansados do Rio de Janeiro são obrigados a dar, no retorno aos seus devidos lares.

Este ser iluminado aparece para mim e para tantos outros moradores da Cidade Maravilhosa todas as noites, depois de uma longa jornada de trabalho. E não é nada agradável se deparar com o rabo da serpente. Seu chocalho aguçado emite sons estridentes que apenas provocam maior irritação aos que já se encontram à beira de um colapso nervoso. Seu tamanho assusta àqueles que precisam chegar rapidamente às suas casas, por motivos diversos. As suas luzes provocam o marejar de olhos de muitos cidadãos. Não queríamos estar no corpo dessa serpente luminosa, mas somos diariamente forçados a enfrentar essa vermelhidão e não temos escapatória.

Essa serpente tem nome: se chama tráfego caótico! E você pode encontrá-la em vários pontos de muitas cidades por ai... A minha eu encontro sempre na Avenida Brasil. Um pesadelo constante... Mas, um dia, eu ainda mato essa cobra danada!!!

O Mal da Mulher Moderna

Ultimamente tenho estado muito pensativa... Um milhão de informações geram um turbilhão de ideias, pensamentos, emoções! Em partes, isso tudo é culpa de uma carência interminável que sinto de forma constante. E claro, isso tem motivo.

Tudo parte de um pressuposto de histórico familiar. Mais conhecido como a criação que se tem, os valores e todas as regras e conselhos derivados de pai e mãe. Sempre ouvi minha mãe dizer que mulher, hoje em dia, tem que ser independente, não pode depender de homem algum, que precisa conquistar seu espaço no mercado de trabalho e no mundo. E até ai, eu concordo. Lutas e mais lutas de movimentos feministas iriam pelo ralo, caso fosse diferente.

Mas, ao mesmo tempo, a mesma Sra. Rainha do Lar, minha digníssima mãe, diz que somos seres humanos e que precisamos de alguém ao nosso lado, para nos dar apoio, para dividir os momentos bons e ruins, para ser, junto a nós, um alicerce para a construção de uma coisa chamada FAMÍLIA. Pensamentos meio contraditórios, hoje em dia... Sim, contraditórios! Pelo menos ao meu ponto de vista.

Nós, mulheres "modernas", vivemos dia após dia a luta de conquistar o nosso lugar no mundo, pois ainda que já tenham passado anos desde a "conquista das calcinhas", o mundo é machista de uma forma geral. E aquelas que seguem esse ritmo acabam sofrendo com a falta de tempo para as atividades destinadas ao flerte, à conquista, ao romance.

E então, nos encontramos com o dilema. O trabalho ou o amor?

No presente momento, vivo a fase da mulher moderna sem tempo. O tempo que me sobra, sim, eu uso para sair com amigos, para extravazar o estresse acumulado durante os dias trabalhados. Uso para um lazer único e exclusivo meu. Não, não é exclusivo, e não é falta de tempo para flerte! Nós conhecemos pessoas nas boates, nos bares, na internet. Nós temos a oportunidade de doar um pouco mais do que a nossa atenção a essas pessoas, que podem estar ali com o mesmo intuito que você... ou não. A diferença de hoje em dia para os tempos anteriores ao nosso é que baseamos os nossos relacionamentos em breves contatos, em informações superficiais. E as pessoas acabam pré-julgando umas as outras, sem um real conhecimento.

Como mulher moderna, já ouvi de tudo! Até classificações como "devoradora de homens", no sentido de que a figura da mulher aparece, sozinha, num balcão de bar, à espera, à espreita de um pequeno inocente que caia nas teias dessa viúva negra, pronta a atacar. Ela não vai em qualquer um, ela tem alvo certo, TEM QUE SER aquele que ELA escolher. E não ao contrário. E então ela usa, brinca... Faz do inocente o seu bonequinho de voodoo particular, para só depois, o devolver ao mundo, apaixonado pela mesma e certo de que sofrerá de desilusão amorosa.

Calma ai... Alto lá!!!! Não somos nenhuma Quimera [mitologia]!!! Somos seres humanos sim, temos sentimentos sim... E não são todas as mulheres da face da terra que se utilizam desse tipo de comportamento. E as que fazem uso, creio eu que seja por um bom motivo. Motivo pelo qual hoje, em alguns momentos, com certos tipos de homem, até eu me permito agir da mesma forma como fui tratada, vezes atrás... Ou naquele exato momento. Afinal de contas, será que o homem que lê essa mensagem agora pensa que ele não vai tratar a atual como a ex, porque são pessoas diferentes, porque as mesmas o trataram de formas diferentes?

Não sou de criar relacionamentos atrás de relacionamentos... Sou muito reservada ao ponto de ter criado uma casca protetora "anti-canalhas", que só faz aumentar a espessura vide porradas tomadas a cada experiência. Não sou de ficar tecendo teias e tramóias em balcões de bar, ativando radares detectores de homens inocentes, a fim de romances relâmpagos, "pentes" e "rapidinhas", para enfeitiçá-los e depois jogá-los na rua da amargura. E sei que mulheres modernas não são assim. Somos carentes, à espera de homens que compreendam que os tempos mudaram, homens que não tenham medo de assumir um relacionamento com uma mulher que tenha mais pulso, que ganhe mais, que seja capaz de sustentar uma casa sem a interferência do salário dele, mas que com a ajuda, as coisas ficam muito melhores.

É uma pena que o pensamento dominante seja de que, "se a mulher manda na casa, o meu pinto fica menor". As coisas seriam muito mais simples se o machismo e o feminismo fossem deixados de lado, assim como o orgulho, e as pessoas se entregassem mais.

Acho que aqui ficou a receita para a realização do sonho da minha mãe... E da solução para a minha carência afetiva. Será que um dia eu encontro alguém que não tenha problemas com mulheres modernas? (Risos)

Bem vindo!

Bom dia a todos!!!

Hoje, após a leitura de alguns textos presentes no blog, resolvi criar um... Sou adepta a algumas modinhas de internet, algumas seguem com louvor, outras... São abandonadas como cão sem dono, deitados na calçada, em dia de chuva.

E por quê resolvi então criar logo um blog? Alguns pensamentos são consideráveis: Eu sou formada em Letras... Logo, gosto das literaturas (diversas). Também gosto de escrever, mas este não tem ligação alguma com o primeiro. Não se engane... Terceiro, porque gostaria de registrar, de alguma forma, alguns pensamentos que tenho durante os dias que se passam, e infelizmente, pelas atribulações do dia a dia, não tenho tempo hábil para registrar. Bem, como trabalho com internet o dia todo, esta pode ser, talvez, a solução para tal problema.

E então, daremos início aos trabalhos. Vejamos se sou capaz, e do que eu sou capaz!!! Rs!