terça-feira, 27 de abril de 2010

Guerra da Noite

Fim de semana chegando... Feriado prolongado... "Yes"! Hoje é sexta, finalmente. Expressões comumente editadas como um "script" na fala de pessoas que anseiam pelos momentos de paz e sossego, longe do trabalho...

MENTIRA: o que eles querem é o prazer da próxima balada, os flertes, a dança e o cheiro de cio que os circunda, quando o suor começa a brotar de cada glândula sudorípara, misturadas às essências de testosterona e progesterona.

A maquiagem, o perfume, a calça nova, detalhes que chegam a atingir às roupas íntimas... Tudo faz parte de um arsenal de guerra: os soldados já estão a postos e prontos para o ataque (deles mesmos ou do lado “inimigo”).

Os olhos são como uma espécie de mira, daquelas encontradas em armas de grande porte... Para atiradores de elite. Bem, algumas pessoas não têm a mínima noção de como usar esse instrumento, e saem atirando para qualquer coisa que apareça em seu campo de visão e alcance. Outros são extremamente cautelosos e ponderam cara movimento, antes de lançar sua única bala; certeira.

Nessa guerra em que vivo, fico boa parte do tempo de espectadora e, percebo que entre mortos e feridos, todos saem inteiros e sem grandes escoriações. As feridas abertas são apenas pequenos cortes feitos com papel. Daqueles que você sabe que não precisará de um hospital, mas ainda assim, aquele cortezinho se mostra ali, ardendo e incomodando.

Percebi também que se aquele corte feito de forma tão sutil for cutucado e refeito sempre que arma e alvo se encontrarem, a ferida vai se tornando viva, pulsando e jorrando por si o sangue vermelho que move as paixões.

Mas amor de bala é feito em guerra, e ferra, e corta, e fere, e mata. Conheço poucas pessoas que foram para guerra e foram condecorados com amores duradouros. Não foi feito pra ser duradouro, e quase sempre não é. E destrói, e corrói, e magoa e dói. Vamos para a batalha com o semblante da esperança de conquistarmos a glória e nos deparamos com o desprezo e a solidão.

E por fim, o que nos resta é um monte de doces ilusões e amargas realidades.

2 comentários:

  1. Esse é bastante parecido com um do Jabor sobre amor na balada, que ele diz que mulher e homens vem se comportando como robos na noite. programados para afzer sempre o mesmo. Sair com alguem, beber, e voltar pra casa de manhã e sozinho

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  2. Esse eu nunca li... :S

    É, tô virando uma Jaborzinha!!! Hahahaha... Ele que me veja!!! Vai entrar com um processo contra identidade duplicada!!

    Apenas me identifico... Grande autor!!! E sempre me sinto lisongeada com a comparativa!

    Obrigado, Francismar!!!!

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