terça-feira, 24 de julho de 2012

Na boca ou nos dedos, uma latrina no lugar.

Acho inacreditável a capacidade que certas pessoas têm de adubar o mundo com as suas frases e comentários infelizes. Frases e comentários de merda!

Já diziam os antigos ensinamentos: Melhor você se manter quieto e deixar que as pessoas pensem que você é um idiota, do que abrir a boca e dar a confirmação! Mas, infelizmente, acho que têm pessoas que perdem a noção do que é ridículo, e nos "presenteiam" com suas torneirinhas de asneiras, deliberadamente. Não se preocupam na mínima repercussão que suas palavras podem ter e o rumo que certos comentários podem tomar. Ainda mais com tanta facilidade ao acesso às informações, com os meios de comunicação tão interligados, atualmente.

É, eu não sei se isso é proposital, se aquela pessoa está berrando por atenção, para compensar alguma falta da infância, de pais ausentes, falta de educação devida, falta de experiência de vida. Por vezes, a minha concepção diz que foi falta de porrada mesmo!

Vejam bem, não estou, aqui, defendendo qualquer tipo de agressão! Não é isso, e quem for bem letrado e souber interpretar com olhos críticos, saberá distinguir. O problema todo é que, desde que até os tapinhas dados pelas mães são considerados crimes, não há controle dos ensinamentos passados às crianças. Eu já tomei uns belos tapas, nas horas certas, e não tenho a mínima pretensão de matar os meus pais, como bem vemos por aí. Mas voltemos ao caso principal.

Há um tempo, vimos o caso de uma "patricinha Zona Sul", Paulista, estudante de Direito, expor suas opiniões sobre o povo nordestino, pelo Twitter. A bela mocinha, cheia de condições sociais, de informação, cultura, acesso à internet e bons livros... Menina de classe média-alta, declarando em redes sociais e alto acesso sua repugnância ao povo do Nordeste Brasileiro. Usando palavras de baixo calão, denegrindo imagens, expondo o seu preconceito no nível "ultra hard asiático". Pobre coitada!




Tudo o que a mãe pensou em dar como instrução, indo ralo abaixo, junto com a "lavada" tomada pela justiça, em comunhão com as milhares de denúncias recebidas pelo Ministério Público, e denúncias feitas na própria Tweetpage. A bela burguesinha foi condenada. Como réu primária, um serviço daqueles, comunitários, pagar cestas básicas ou trabalhar como voluntária em alguma ONG... Dizem que ela foi condenada mesmo, por alguns anos, encarcerada.

Mas será que é o suficiente? Acho que, muito mais efetivo que isso, seria, talvez, dar umas férias forçadas a ela, em uma das casas mais pobres de um sertanejo nordestino, tendo que se virar como eles. Castigos com doses humanitárias não fazem mal a ninguém.

Hoje, enquanto olhava as atualizações de uma outra rede social da internet... Vejo um outro caso de intolerância. Um paulista, que se julga LINDO, comentou um post de uma página no facebook, que dizia: Em terra de Chapinha, quem tem cachos é rainha. Não consegui entrar no post, diretamente, devido o tamanho do acesso, a essa hora, depois de tanta explanação, mas aqui está a campanha que lançaram pela rede:


Reparem no comentário feliz que essa pessoa fez, na foto que é de uma criança! O que passa pela cabeça de um sujeito como esse? Como esses? E esses foram apenas dois casos recentes, dos quais eu me prestei, sei lá o porque, a escrever sobre.

Desde quando o seu "nível social" te faz ser mais importante ou melhor que qualquer outra pessoa na face da Terra? Desde quando o dinheiro que você tem no banco, ou o local onde você mora te faz melhor que qualquer um? Conheço muita gente da Zona Sul do Rio de Janeiro que não vale 1/3 do que os meu alunos da comunidade. A conta bancária NÃO INTERFERE no seu caráter.

Superioridade? Alguém aqui se julga Deus? Alguma coisa parecida? São muitas as perguntas a serem feitas, muitas delas ainda sem respostas. Não quero pagar de moralista. Cada um tem sim o direito de pensar da forma que quiser, do jeito que lhe for permitido, de acordo com o nível de instrução que lhe foi dado. Mas isso não precisa ser divulgado!!! Guarde o que não prestar da sua personalidade para você mesmo!!!

Por isso é que eu termino esse texto com uma das primeiras frases dessa postagem: É muito melhor deixar que as pessoas achem que você é um idiota enquanto você está quieto, do que abrir a boca e dar-lhes a certeza.

Cada vez mais, vejo pessoas com extremo acesso às informações do mundo inteiro, usando viseiras de burro, e fazendo das suas bocas e dedos, latrinas e grandes depósitos de merda...

Que haja Luz no mundo!!!

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Cabos e chibatas

Em ano eleitoral, encontro=me muito satisfeita em ter a oportunidade de visitar um país que não é o meu. Em período de férias fui conhecer um local que não é a minha origem, portadora de uma cultura bastante diferente da minha, com língua, comida, hábitos... clima, tudo bem ao contrário (ou quase) das que eu vivo em meu dia a dia.

Pois bem, por que começar falando justamente de ano eleitoral? Porque eu acho que o empenho em fazer a população uma massa homogênea de ignorantes que os governantes têm tem obtido êxito. Mas vamos a alguns fatos, pra tornar mais clara a minha explicação.

Os Estados Unidos Mexicanos, ou México, como é popularmente conhecido, não é um país extremamente rico, nem está no "top five" de países mais desenvolvidos do mundo. Mas quando você chega, você descobre que entre o mesozoico e o contemporâneo, mesmo que em alguns quesitos eles estejam atrasados, vi que estamos mais que eles. E por que?

Dentre as cidades que eu tive a oportunidade de conhecer, mesmo tendo um carro alugado à minha disposição, fiz questão de andar por transportes públicos. Me surpreendi quando achei que me depararia com aqueles ônibus maltrapilhos, com ramos de palha e galinhas dentro. E eu pensando que me sentiria em uma cena de clandestinos de filme "western" americano.

E o que eu tive, pelo extremo oposto, foi uma experiência incrível de transportes públicos que funcionam bem, e em bom estado, por um custeio irrisório, se comparado ao nosso. Paguei a bagatela de 3 PESOS para andar de ônibus pela Capital Cidade do México, para lugares bem distantes. 3 pesos equivalem, mais ou menos, a 50 centavos de reais. Isso me fez lembrar da época em que eu pagava em moedinhas de 10 centavos, até completar o mesmo valor, pelo transporte em uma Kombi 822 até o West Shopping Campo Grande, porque a Kombi fazia um preço mais em conta. E hoje, o máximo promocional que encontro é 2,50, por uma passagem.

Além dos ônibus, vi funcionar maravilhosamente bem o metrô. Com conexões e baldeações para QUALQUER parte da capital, paga-se a quantia de 2 pesos. Algo em torno dos 30 centavos de real. É, fazia calor, de vez em quando. Mas o que é calor, se comparado ao Metrô do Rio de Janeiro, em que o ar condicionado não funciona, você encontra superlotação, calor humano e desconforto pelo absurdo de 3,20!!!

O cúmulo maior foi vivido em Cancún. Cidade altamente turística, linda, cheia de boas atrações de todos os tipos. Andamos por lá, de ônibus, por 8 pesos. 1,30 reais, mais ou menos. Mas o melhor vem agora: o ônibus, pelo qual pagamos tão caro, era integrado com televisão, ar condicionado e, pasmem, rede wi-fi  de internet. Está bom para você?

Alguém aí já viu alguma coisa parecida com isso, no Rio de Janeiro??? Porque eu... Nem em sonho!

E dentre tanta miséria, cidades com níveis culturais tão discrepantes, os locais mais ricos me mostraram que um bom governo não vive apenas de impostos e mais impostos sobre impostos. Mas de uma boa administração e menos sede e gana de dinheiro. Salários justos e dignos aos governantes já seria um bom começo.

É óbvio que no México, nem tudo é composto por paraísos e flores. A corrupção policial é maior do que no Brasil. Vivi experiências com ela, que nunca tive aqui. Mas isso é um outro assunto a ser tratado.

O que cabe, aqui, é dizer que nós, enquanto brasileiros, temos que retomar o sonho de um país melhor. E muito me entristece ver que estamos cavando um buraco tão fundo dentro da nossa própria ignorância, que talvez não tenhamos mais como sair dele.

Sementes

Um dia, me disseram que, quem planta vento, colhe tempestade.

E, quase agora, enquanto observava displicentemente o facebook, vi uma atualização com essa frase. Parei para refletir.

O que será que eu tenho plantado, então, para colher o nada?

Não, eu não tenho colhido nada. Mas as minhas sementes nunca vingam.Geminam, porém nunca crescem. Acho então que estou errando na maneira do plantio, em como regar, em manter a planta viva.

Ou não! Talvez, o erro não esteja exatamente com o agricultor, mas na semente que se tem escolhido. Não adianta tentar plantar milho no algodão, como se faz com o feijão, enquanto cursamos o ensino fundamental. Não é todo sentimento que segue a mesma regra de um, que tenha dado certo. Não é todo objetivo que será alcançado através dos mesmos métodos de outros, já conquistados.

E enquanto não se consegue uma planta vistosa e saudável, o que fazer? Ainda arriscar outras sementes? Outras terras? Outras formas de plantar?

Preciso, sim... Cuidar do meu jardim, para que as borboletas venham até mim!

quinta-feira, 12 de julho de 2012

As famosas crônicas!

Voltei, mais uma vez!

E com a corda toda!!! Sim, época de férias chegando, aproveitando o ócio, tenho tempo pra deixar fluir a minha inspiração, que insiste em aparecer nos momentos de angústia sentimental.

É, estou vivendo mais uma, bem complexa por sinal. Estou confusa, triste, com vontade de desistir de tudo... Sendo que eu não tenho nada. Explica?


Estou aprendendo a lidar com isso e ser mais humana, de certa forma. Fiquei, uma vez, com medo de me tornar com uma espécie de android, máquina sem sentimentos. Mas de um tempo para cá, tenho me permitido mais, me apaixonado mais e, como consequência... Me "estrupiado" mais!


Essa é a parte ruim. A parte que ninguém gosta, a  parte que nenhuma pessoa planeja viver. Mas que é necessária, eu sei.


Necessária? NÃO! Por que deveria?


As pessoas perderam tanto a fé em si mesmas, que se conformam com a substituição de relacionamentos que "não dão certo", se acostumam, se acomodam, e acham mais fácil partir para outra do que lutar um pouquinho que seja para fazer dar certo. A primeira dificuldade, incompatibilidade, discussão... Qualquer coisa é motivo!


É isso que me deixa triste. Tenho conhecimento da minha forma egoísta de viver. Optei por ser assim, e hoje sofro as consequências da carência que bate em época de TPM e frio, por exemplo, não tendo um cobertor de orelha. Mas e as outras pessoas? Tenho visto-as desenhando o mesmo destino egoísta e solitário. Entristeço, frustro, observo "a crônica do desastre anunciado", como uma amiga diz.


E conversando com um amigo, sobre um post do facebook em que ele me criticou negativamente... Chegamos à conclusão de que a questão é o "prestar". Fulano, ciclano, beltrano... Nunca prestam. E os que prestam, acabam virando nossos amigos. Analisei, achei verdade, e pensei que pode ser isso porque, pelo menos, como amigos, temos maior segurança no sentido de não perder. 


Ok, além de egoísta, mimada que quer suas vontades feitas... Eu perco as piadas, fico encalhada, mas nunca deixo um amigo!!! 


E lá vamos nós... Encarar futilidades, cultuar a beleza, priorizar o prazer da luxúria e da bebedeira. Viva aos relacionamentos sustentados pela falta de coragem de amor! Viva aos que são fracos! Viva à imaturidade que temos, à covardia que cultivamos, às acomodações!


Nos vemos mais à frente! Aquelas figuras idosas, rodeando bares, com fugidinhas aos motéis, azarando os ninfetos (as), e acabando solitários no deserto de uma king size...