A criatividade do nosso povo me espanta e me encanta, ao mesmo tempo! Ainda que em estado caótico, os cariocas conseguem arrancar do fundo do âmago forças para sorrir e fazer piada da desgraça própria.
Enquanto navegava pela internet, em redes sociais, me deparei com frases bem humoradas, desprezando o caos e o medo que nos toma nesse momento deplorável. Comunidades dizendo "Rio de Janeiro, quando não alaga, pega fogo", ou "Vem pro Rio que tá bombando" tornaram o dia menos pesado, ainda que triste assumindo tal realidade.
Além disso, alguns comentários não podem passar em branco.
Por vezes, fui chamada de radical por ter certos tipos de pensamento de uma pessoa criada com alguns costumes militares, ou dentro de uma família de meios muito mais do que tradicionais e conservadores. Mas convenhamos, que ainda assim, não estarei errada em meus princípios extremistas!
Vejamos: Estamos vivendo em uma sociedade em que bandidos têm respaldo de Direitos Humanos, mas humano é uma terminologia errada pra aquele tipo de ser, que se esconde no meio do mato, que abandona os "seus" porque um foi atingido... Em contrapartida, atacam sem piedade os bens de outrem , ateiam fogo em veículos de transporte público, se equipam com ítens no armamento que nem a nossa polícia tem permissão para portar, e bem... Reagem à qualquer ação que as forças militares tome, com balas de ferro, agressividade e violência.
DIREITOS HUMANOS??? Isso é uma piada, né? Aliás, tudo na nossa sociedade virou uma piada! Um palhaço é eleito como o deputado mais votado do BRASIL, a polícia não pode revidar às agressões de bandidos porque os vagabundos são protegidos por uma ideologia que só favorece a eles. Os turistas visitam muito mais o nosso país por turismo sexual do que pelas formosuras das paisagens naturais, afinal, beleza natural existe em qualquer lugar, dependendo do ponto de vista de cada um.
E AÍ? Somos obrigados a viver e conviver com esses gentinhas que só pensam neles mesmos, que literalmente CAGAM E ANDAM para a sociedade em que vivem, porque são defendidos e protegidos por leis ditadas pelos homens de não tão boa vontade assim!
Porque quando o jogo muda de lado, aí sim, querem que a polícia faça justiça! Quando o filhinho paparicado do burguês ganha uma mesada de no mínimo quinhentos reais (que um trabalhador honesto luta e sua tanto para receber como salário mínimo) usa a grana pra subir o morro e comprar drogas, financiando assim o tráfico, garantindo o emprego da bandidagem... Ninguém imagina que o mesmo fornecedor atearia fogo no carro de um amigo de infância, ou que a bala perdida sobrecairia em um amigo ou parente.
Ai sim... Agora há motivos mais do que suficientes pra cair em cima da pele dos policiais, que não fizeram seu serviço quando deviam fazer. Esquecem-se que eles mesmos "ataram" as mãos de quem deveria fazer o serviço, e COMPRARAM as armas dos marginais. Indiretamente, mas compraram.
E agora, que o bicho tá pegando no Rio, que toda a população está morrendo de medo, se trancafiando em casa e deixando de viver nos mais diversos âmbitos sociais, prejudicando seus dias de trabalho... CADÊ OS DIREITOS HUMANOS do trabalhador, do morador da favela que não tem nada a ver com a história e não consegue entrar em casa? Cadê os Direitos humanos para os policiais que morrem em combate?
Direitos Humanos??? Uma ova! Sou a favor sim, da política do "larga o dedo", vagabundo tem mesmo que ter uma lição... E das bem dadas! E se não pode atirar pra matar, que atire para ferir. Direitos humanos deveriam servir para humanos de verdade, e não pra esse bando de bichos não evoluídos...
Onde já se viu? Desfilam com armamento pesado, se exibem... E fogem porque os "ASA" (helicópteros de reportagem e de segurança) não podem reagir.
Falando em ASAs... Ainda não entenderam que quanto mais a imprensa se mete, pior fica? Parabéns às teletransmissoras, que entregaram aos bandidos de mão beijada o planejamento tático das forças militares de como entrar na favela. Deu tempo de sobra de os "queridinhos dos direitos humanos" fugirem e aliarem forças com os comparsas da comunidade vizinha.
Liberdade de expressão sim, querer se meter no esquema da segurança, NÃO! e OS CHEFES DE SEGURANÇA poderiam muito bem deixar as informações em sigilo. Mas não, fala mais que a própria língua deixa! A vaidade ainda fala mais alto.
Isso muito me comove... Faz até com que eu pense que há muito mais coisas por detrás do que as emissoras transmitem. Não acham? Muito forjado, muito entregue, muito veiculado... e tudo o que é demais, o Santo desconfia. E eu também!
Então, queridos bloggeiros, leitores, viciados em internet. Reflitam, ponham a cabeça pra funcionar... E lutem pelos direitos humanos de verdade, porque esse sim, eu não sei onde foi parar.
Direitos Humanos? Onde?
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
terça-feira, 23 de novembro de 2010
O gradativo estranhamento da amizade gerada no ventre da vaidade humana
Coisas acontecem na nossa vida, e nós nem esperamos a maior parte delas. Alguns fatos, ainda que felizes, causam um gradativo estranhamento pelo fato de não entendermos... Claro, o desconhecido assusta! E daí surgem os mitos.
Mas não vou tratar de mitos, vou tratar da realidade, e relatar de forma simples como algumas coisas acontecem da forma que a gente menos espera, com as pessoas que menos pensamos, no momento em que a gente nem desconfia. E embora tudo isso soe como uma grande trapalhada do destino, creio que as coincidências não existem, e que tudo vem para quem merece, da forma como Ele lá em cima escreve.
Em um dia simples de domingo, daqueles que não damos nada, bem cara de "Domingão do Faustão", resolvemos encontrar os amigos... Um deles nos chama para presenciar a apresentação de uma banda nova, com um som alternativo. É para lá que eu vou. E fui!
Ter amigo músico é sempre uma grande oportunidade de conhecer pessoas novas... Dentre esse tempo de relacionamento com gente da música e dos ambientes noturnos, minha lista de conhecidos e amigos aumentou quase que drasticamente. Dentre essas pessoas da lista, vou comentar de uma, em especial.
"Mr. ?" me pareceu de primeira, um pouco metidinho, por falar de uma forma mais rebuscada. Achei que assim ele queria se mostrar um pouco mais inteligente que os demais, e chamar a atenção por isso. Eu, como professora, logo reparo nos contextos, e no destaque que uma pessoa tem, assim que pronuncia palavras de alto calão. Assim como reparo um cobrador de van falando que o transporte passa no "WERRRRRRRT SHOPIM". Desculpem-me... Vícios de alguém que estudou Português demais!
Esse ser me pareceu um misto de simpatia e arrogância, características muito comuns de quem tem "Síndrome de Estrelinha", no meio artístico. Por isso minha implicância reservada. Mas as conversas se cruzaram, e eu, no auge da minha "ladyce", respondi com a educação que me foi dada.
Mas somos pessoas pertencentes ao mesmo grupo amigos de night, e os destinos acabam por cruzarem em algum ponto do caminho paralelo. Uma ou outra vez, nos vimos, e trocamos um oi, até uma dança, e uma cantada. O mais engraçado é que bastou a cantada para a aproximação, enquanto, na maior parte das vezes, uma cantada não prevista no roteiro pode repelir... Ter o efeito contrário!
Muitas conversas surgiram desde então. Acredite, nunca pensei que eu pudesse ter tanto assunto com um desconhecido. Agora, não tão desconhecido e bem menos averso aos meus princípios. Coisas surgiram desde então e uma coisa foi fundamental para o crescimento de um sentimento que nenhum dos dois consegue explicar direito: admiração pela confiança inspirada na sinceridade. Acho que é isso...
Chegamos a um ponto inesperado: Em pouco tempo de amizade, bem menos de um ano, sabemos coisas de um e de outro, que muitos não sabem... Aconselhamos em coisas que talvez nem somos especialistas, mas sempre querendo o bem um do outro!
E nos tornamos amigos ao ponto de que muitos dos nossos amigos, que conhecemos há mais tempo, não chegaram. Mas que engraçado! E que estranho... Por que? Por que ele? Por que assim? Por que, porque e por ques de todas as formas?
Nossa última experiência foi a mais hilária... Num aniversário de uma amiga, uma banda de amigos em comum estava tocando, e ele, um dos músicos... E dos amigos em comum também! Haha... Pois enquanto ele estava trabalhando, eu estava na farra, mas lá... Dançando e cantando, dando apoio, mas curtindo a comemoração e a bebemoração...
Momentos de farra, de loucura, de night! Ah, como eu gosto... No fim do show, assim como antes de tocar, o grupo se reuniu novamente, e a conversa fluiu como sempre. Aquela conversa deu pano pra manga... De um bar, fomos para outro... Demos o nosso alô e... Fomos para casa dele (Apenas eu, ele e mais uma amiga, que estava louca e dormiu na rede).
Essa situação constrangeria qualquer um no seu estado normal, depois de ja ter rolado alguma investida, e algumas confissões! Mas não... Zoamos, conversamos mais e mais e assim chegamos ao ponto onde estamos hoje: amigos de infância conhecidos há pouco tempo.
Agora, hilariante e enlouquecedora é essa vida que nos toma, criando pegadinhas e situações que a gente fica filosofando horas para tentar entender. Mas se fosse para ser entendida, a resposta viria rápido, né?
Então, Viva às estranhezas geradas gradativamente no ventre da vaidade humana, que dá o fruto da amizade inesperada e sinceramente confiável.
Mas não vou tratar de mitos, vou tratar da realidade, e relatar de forma simples como algumas coisas acontecem da forma que a gente menos espera, com as pessoas que menos pensamos, no momento em que a gente nem desconfia. E embora tudo isso soe como uma grande trapalhada do destino, creio que as coincidências não existem, e que tudo vem para quem merece, da forma como Ele lá em cima escreve.
Em um dia simples de domingo, daqueles que não damos nada, bem cara de "Domingão do Faustão", resolvemos encontrar os amigos... Um deles nos chama para presenciar a apresentação de uma banda nova, com um som alternativo. É para lá que eu vou. E fui!
Ter amigo músico é sempre uma grande oportunidade de conhecer pessoas novas... Dentre esse tempo de relacionamento com gente da música e dos ambientes noturnos, minha lista de conhecidos e amigos aumentou quase que drasticamente. Dentre essas pessoas da lista, vou comentar de uma, em especial.
"Mr. ?" me pareceu de primeira, um pouco metidinho, por falar de uma forma mais rebuscada. Achei que assim ele queria se mostrar um pouco mais inteligente que os demais, e chamar a atenção por isso. Eu, como professora, logo reparo nos contextos, e no destaque que uma pessoa tem, assim que pronuncia palavras de alto calão. Assim como reparo um cobrador de van falando que o transporte passa no "WERRRRRRRT SHOPIM". Desculpem-me... Vícios de alguém que estudou Português demais!
Esse ser me pareceu um misto de simpatia e arrogância, características muito comuns de quem tem "Síndrome de Estrelinha", no meio artístico. Por isso minha implicância reservada. Mas as conversas se cruzaram, e eu, no auge da minha "ladyce", respondi com a educação que me foi dada.
Mas somos pessoas pertencentes ao mesmo grupo amigos de night, e os destinos acabam por cruzarem em algum ponto do caminho paralelo. Uma ou outra vez, nos vimos, e trocamos um oi, até uma dança, e uma cantada. O mais engraçado é que bastou a cantada para a aproximação, enquanto, na maior parte das vezes, uma cantada não prevista no roteiro pode repelir... Ter o efeito contrário!
Muitas conversas surgiram desde então. Acredite, nunca pensei que eu pudesse ter tanto assunto com um desconhecido. Agora, não tão desconhecido e bem menos averso aos meus princípios. Coisas surgiram desde então e uma coisa foi fundamental para o crescimento de um sentimento que nenhum dos dois consegue explicar direito: admiração pela confiança inspirada na sinceridade. Acho que é isso...
Chegamos a um ponto inesperado: Em pouco tempo de amizade, bem menos de um ano, sabemos coisas de um e de outro, que muitos não sabem... Aconselhamos em coisas que talvez nem somos especialistas, mas sempre querendo o bem um do outro!
E nos tornamos amigos ao ponto de que muitos dos nossos amigos, que conhecemos há mais tempo, não chegaram. Mas que engraçado! E que estranho... Por que? Por que ele? Por que assim? Por que, porque e por ques de todas as formas?
Nossa última experiência foi a mais hilária... Num aniversário de uma amiga, uma banda de amigos em comum estava tocando, e ele, um dos músicos... E dos amigos em comum também! Haha... Pois enquanto ele estava trabalhando, eu estava na farra, mas lá... Dançando e cantando, dando apoio, mas curtindo a comemoração e a bebemoração...
Momentos de farra, de loucura, de night! Ah, como eu gosto... No fim do show, assim como antes de tocar, o grupo se reuniu novamente, e a conversa fluiu como sempre. Aquela conversa deu pano pra manga... De um bar, fomos para outro... Demos o nosso alô e... Fomos para casa dele (Apenas eu, ele e mais uma amiga, que estava louca e dormiu na rede).
Essa situação constrangeria qualquer um no seu estado normal, depois de ja ter rolado alguma investida, e algumas confissões! Mas não... Zoamos, conversamos mais e mais e assim chegamos ao ponto onde estamos hoje: amigos de infância conhecidos há pouco tempo.
Agora, hilariante e enlouquecedora é essa vida que nos toma, criando pegadinhas e situações que a gente fica filosofando horas para tentar entender. Mas se fosse para ser entendida, a resposta viria rápido, né?
Então, Viva às estranhezas geradas gradativamente no ventre da vaidade humana, que dá o fruto da amizade inesperada e sinceramente confiável.
sábado, 13 de novembro de 2010
Poder ver e não poder tocar...
Fico analisando cada atitude que tomo nos últimos tempos... Me controlo para não ser a precipitada, e me martirizo porque acho que não dei passos suficientes para alcançar o que eu quero pra mim...
Poder ver, mas não poder tocar, daquela maneira que eu idealizo! Mulher, sempre sonhadora, sempre imaginativa, sempre querendo o que não tem, estimulando esse lado fantasioso da coisa.
E sempre complicando. Seria muito mais fácil se a vergonha não existisse, se a timidez sumisse, se os pensamentos não transbordassem, se o mundo fosse melhor, se eu fosse de mais atitude... mais impulso, menos pensamento e racionalização.
E ele ainda não me dá bola... Se faz de amigo, me procura muito de vez em nunca, e me faz entender que sentiu a minha ausência, uma vez que percebe que estou sumida. Mas ainda não me dá nenhuma chance de aproximação, e torna tudo muito impessoal. E AI EU FAÇO O QUE???
Aceito sugestões de como, quando e onde!!!
Poder ver, mas não poder tocar, daquela maneira que eu idealizo! Mulher, sempre sonhadora, sempre imaginativa, sempre querendo o que não tem, estimulando esse lado fantasioso da coisa.
E sempre complicando. Seria muito mais fácil se a vergonha não existisse, se a timidez sumisse, se os pensamentos não transbordassem, se o mundo fosse melhor, se eu fosse de mais atitude... mais impulso, menos pensamento e racionalização.
E ele ainda não me dá bola... Se faz de amigo, me procura muito de vez em nunca, e me faz entender que sentiu a minha ausência, uma vez que percebe que estou sumida. Mas ainda não me dá nenhuma chance de aproximação, e torna tudo muito impessoal. E AI EU FAÇO O QUE???
Aceito sugestões de como, quando e onde!!!
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Cansadinha da Estrela!
Ah, muitas coisas estão acontecendo ao mesmo tempo, e por mais que boa parte dessas coisas sejam boas, eu estou ficando um pouco cansada. Hoje, por exemplo, acordei cansada e dolorida, mesmo depois de um domingo nada produtivo. Além de net, mal comi! Apenas dormi e dormi.
Essa faxina da morada da alma que eu resolvi dar está me custando um pouco de energia, e acho que estou precisando renovar meu estoque de Redbull! Nem guaraná, nem coca-cola estão me mantendo ligada à essa altura.
E ainda tenho que ir à Realengo, dar aula, depois de acordar cedo e chegar duas horas antes para fazer a lotação da escola no Município.
Aaaaaah, tô cansada de novo, só de pensar...
Essa faxina da morada da alma que eu resolvi dar está me custando um pouco de energia, e acho que estou precisando renovar meu estoque de Redbull! Nem guaraná, nem coca-cola estão me mantendo ligada à essa altura.
E ainda tenho que ir à Realengo, dar aula, depois de acordar cedo e chegar duas horas antes para fazer a lotação da escola no Município.
Aaaaaah, tô cansada de novo, só de pensar...
domingo, 7 de novembro de 2010
Palavras...
Por um tempo fiquei afastada, resolvi dar um jeito na casa da minha alma, além de correr atrás de coisas que realmente importam! Fui correr atrás da minha satisfação pessoal e profissional também, por quê não?
Durante esse tempo, não tinha tempo nem de controlar a minha respiração, por vezes acelerada, por outras quase na preguiça de inserir ar nos pulmões. Passei por momentos de abstinência de palavras, de ausência de pessoas, de reclusão e afastamento, de conhecimentos de outros mundos e pessoas.
Pensei que tinha esquecido algumas lembranças que vieram como enxurrada nos últimos tempos, e me vi carente, dentre tantas outras pessoas que conseguem um relacionamento de três semanas e consideram isso como uma vitória nos dias de hoje... E eu me mantenho aqui, inerte na minha bolha de proteção, porque se for para sofrer com aviso prévio, eu prefiro continuar nas catacumbas da solteirice!
Também me vi extremamente preguiçosa para com as minhas obrigações... Por pequenos momentos achei que estava me abstendo da vida, e reconhecendo os desenhos das paredes no quarto da depressão, mas... Como a habilidade de reestruturação molecular que as largatixas têm com seus rabos (caudas) ou as planárias, me recuperei facilmente, mas nunca totalmente. A vida deixa marcas nos seus mais diversos aspestos. Enfim, vida que segue!
Mas resolvi dar uma sacodida na vida nos últimos dias, e tomara que seja uma decisão de longo prazo, que dure e que eu dê uma acordada! Que eu atinja muitos outros objetivos, porque os últimos dias foram sim, muito produtivos...
E que eu ainda ganhe um presente bem legal do Papai Noel! E vamos chegando a mais um fim de ano!
Durante esse tempo, não tinha tempo nem de controlar a minha respiração, por vezes acelerada, por outras quase na preguiça de inserir ar nos pulmões. Passei por momentos de abstinência de palavras, de ausência de pessoas, de reclusão e afastamento, de conhecimentos de outros mundos e pessoas.
Pensei que tinha esquecido algumas lembranças que vieram como enxurrada nos últimos tempos, e me vi carente, dentre tantas outras pessoas que conseguem um relacionamento de três semanas e consideram isso como uma vitória nos dias de hoje... E eu me mantenho aqui, inerte na minha bolha de proteção, porque se for para sofrer com aviso prévio, eu prefiro continuar nas catacumbas da solteirice!
Também me vi extremamente preguiçosa para com as minhas obrigações... Por pequenos momentos achei que estava me abstendo da vida, e reconhecendo os desenhos das paredes no quarto da depressão, mas... Como a habilidade de reestruturação molecular que as largatixas têm com seus rabos (caudas) ou as planárias, me recuperei facilmente, mas nunca totalmente. A vida deixa marcas nos seus mais diversos aspestos. Enfim, vida que segue!
Mas resolvi dar uma sacodida na vida nos últimos dias, e tomara que seja uma decisão de longo prazo, que dure e que eu dê uma acordada! Que eu atinja muitos outros objetivos, porque os últimos dias foram sim, muito produtivos...
E que eu ainda ganhe um presente bem legal do Papai Noel! E vamos chegando a mais um fim de ano!
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