Filosofando, acordei pensando no texto do Léo, e nos meus. Nas coisas que pessoas que me cativaram comentaram sobre seus relacionamentos... E cheguei a seguinte conclusão: Somos uma geração de relacionamentos abertos. E não vale muito a pena de arriscar a mudar esse status social. Acho até que esse deveria ser incluído como uma das opções de status, em fichas e relatórios, documentos e afins, assim como já existe em páginas de relacionamento da Internet.
Vamos falar um pouco sobre esse assunto de relacionamentos, então, como os outros textos que tenho aqui. Mas não de forma poética... Vamos decorrer sobre a minha "filosofia de banheiro".
O que seria, pois, um relacionamento aberto? Este é um tipo de relação estabelecida entre duas pessoas, do sexo oposto ou não, que se identifica muito com o namoro, porém, as partes envolvidas têm a liberdade de se relacionar com outras pessoas, fora desse "relacionamento estável", sem a cobrança de ciúmes, ou juras de fidelidade. No entanto, o sentimento existe! Essas pessoas se gostam e sabem disso; vivem como um casal normal, mas... Geralmente, é cada um para o seu lado, e enquanto juntos, são como um casal de fato; quando separados, são livres e individuais.
Pensando bem, acho que essa foi uma fórmula alcançada por vários estudiosos da vida, para amenizar os efeitos de uma potencial traição. Ora, se não sou casada nem tenho um namoro com outra pessoa, nada me impede de sair com outros caras, certo?
E ai é que mora o perigo! Criando esse hábito de nos relacionarmos com as pessoas de forma tão livre, corremos o risco de eximir com o que chamamos de casamento. Como constituir uma família, se as pessoas acham que fidelidade e responsabilidade para com a outra pessoa são "grilhões" que nos prendem?? E fazemos o que??? Teremos uma legião de mães e pais solteiros, de homens e mulheres independentes, decidindo se hoje, a noite será no apartamento dele ou dela. Mas na manhã seguinte, é cada um para o seu lado, com a sua vida, com os seus problemas.
Desaprendemos a casar!!! Não sabemos mais como suportar alguém dentro de casa, que não a gente. Nossos filhos, "aturamos", porque são parte de nós. E mesmo assim, nem todos os pais têm essa concepção.
Nos tornamos seres tão individualistas, que chegamos ao ponto do egoísmo! Somos egoístas, queremos que nos OFEREÇAM momentos felizes, que nos OFEREÇAM prazeres, mas nunca doar. Sempre o "eu" em primeiro lugar. E em segundo, e em terceiro... Os tempos atuais, as evoluções humanas, a falta de tempo, as atribulações diárias, o estresse... tudo isso nos torna impessoais, intolerantes, passivos de reações passionais.
Não digo que sou contra o relacionamento aberto. Sou até adepta do status. Mas não é um tipo de relacionamento que eu quero para o resto da minha vida. Não é que eu queira alguém para chamar de meu, pois continuarei a disseminar o pensamento egoísta, doença dos novos tempos. Só que um dia, um cobertor de orelha fará falta. Uma pessoa do seu lado, te apoiando e te ajudando quando você precisar SERÁ necessária... E isso, nem sempre você conseguirá com amigos. AMIGOS são tudo o que queremos, mas eles sim, têm as suas vidas, e nós, as nossas. E uma companhia pode... DEVE ser amigo também. Mas terá as alegrias e as tristezas de dividir momentos que não se repetem. E no entanto, somos mesquinhos aduladores de status sociais adversos.
Ainda assim, creio no ser humano; creio no sentimento; creio no amor. Creio de o calvário de Cristo não foi em vão, e que ainda haverá tempos em que o real valor da Sua ação para com a humanidade terá seu devido valor.
Nesse dia, quem sabe, recuperaremos o SER humano que existe dentro de nós, e teremos a consciência de que todos temos as nossas fases em relacionamentos... E que relacionamentos abertos fazem parte... mas só fazem PARTE das nossas vidas, e não um ideal.
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