Enquanto observo a mudança de tempo, pela janela entreaberta, ao cair da tarde, fico pensando nas minhas frustrações com as pessoas com as quais mantive algum tipo de relacionamento mais íntimo que o de apenas bons amigos. E sempre sou assombrada pelo pensamento de que o erro foi meu, em fazer não dar certo.
E fico ali, confabulando, tentando imaginar o porque que algumas pessoas têm tanta facilidade em arrumar namorados e namoradas, e outras, como eu... Ficam tanto tempo solteiras. Será que estamos atirando com o calibre errado? Será que estamos errando no alvo? Ou será que, realmente, nos dias atuais, está muito difícil de conhecer pessoas que queiram se relacionar.
Talvez, eu tenha me tornado exigente demais para o mercado, e qualificada de menos como alguém que possa ser considerada "para namorar". Ou, pode ser que eu seja tão qualificada que, de um modo geral, as pessoas prefiram me manter por perto, sem o risco de maiores traumas, e então, resolvem ser apenas amigos.
Eu não sei... Ainda estou perdida, diante da enxurrada de informações, de imaginações e de sugestões sobre o assunto. Estou tão atolada em suposições que não consigo focar em apenas uma opção plausível. Não sei mais distinguir solteiros convictos de pessoas muito enroladas, ou magoadas com relações passadas.
Enquanto isso, vejo que muitas outras pessoas estão compartilhando dos mesmos pensamentos, somados às outras filosofias modernas de relacionamento interpessoal. Há muito a ser discutido, debatido, examinado, analisado.
Talvez, se fossemos menos racionais, pensaríamos menos e amaríamos mais.
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