Eu precisava vir. Hoje, acho que as únicas amigas que me entenderiam, eram as minhas palavras. Por dias, tenho me sufocado com tantas coisas que estão presas, e receio que muitas das coisas que eu venha qu, escrever, não façam sentido.
Sentido? Desabafar precisa ter sentido? Palavras precisam ter sentido? Desde quando?
E eu acho que eu estou, aos poucos, perdendo a minha sanidade, que já não é muita... Todo esse turbilhão, girando, girando, me fazendo perder o sono, perder os sentidos, a razão... E girando, girando, me fazendo enlouquecer um pouco mai, a cada vez que venho a pensar nos assuntos.
Fantasmas, fantasmas por todas as partes. Mais feios e obscuros do que as olheiras que preenchem o meu rosto. Não é possível! Eu realmente perdi o juízo, ou foi o mundo que se corrompeu demais.
Dor, dói, tá doendo, não quer parar! Estou doente, estou podre, por dentro! Por mais que dentro, pelo invisível aos olhos. Doendo, doente... Acho que relembrei as sensações adormecidas de suicida! Psicólogos, psiquiatras, alguém! Estou implorando por ajuda, por algum fio de luz, que me salve. E até a posição em que me encontro, no sofá, se torna incômoda.
Eu quero que pare, eu quero que pare!! Essas vozes, essas lembranças, esses fantasmas que insistem em gritar na minha cabeça!!! E a dor interna vem acompanhada da dor física!!! A dor de barriga, a dor de estômago. O enjoo... E eu só quer que pare!
Deus! Não é possível que isso seja só por causa de problemas de relacionamentos... Não é possível que seja apenas uma crise de insanidade, por pensar demais. E hoje, eu temo pela minha sanidade!!! O passado aqui, batendo à minha porta, assim como eu corro paro o banheiro.
Alguém faz parar!! Alguém? Eu estou aqui, com a casa cheia, mas sozinha! Ninguém vem ao meu encontro, ninguém vem me salvar. Estresse? O que? Tô é pagando com a minha língua, o preço de querer ser durona, quando sou apenas um ser frágil! Tô me sentindo um feto recém retirado do invólucro uterino, prematuramente! Não estou preparada para esse mundo, não estou!
As lágrimas caem, o coração aperta... Senhor, faz parar! E com o tempo, o resultado não vem, e eu perco até a minha fé! Onde Ele se esconde, quando a gente precisa? O que é a justiça Dele, quando filhos seus perecem, em Terra!
Alguém, pelo amor de QUALQUER COISA, faz parar!!!!
Os olhos inchados, vidrados, a boca seca, os enjoos, as tonturas... A insônia, me atacando, e eu me levanto com pressa, procurando berço, procurando fuga no meu "diário eletrônico". E penso se é bom ou ruim, estar aqui e não ter público pra assistir. Quantos teriam resposta? Quantos iriam rir? A desgraça alheia é sempre uma boa fatia para a comédia da vida. Amanhã, quem sabe, rir desse "desnorteio"... Mas hoje, não! Hoje eu só queria que alguém fizesse o meu cérebro parar! As vozes, os fantasmas, as dores... Alguém?!
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