sábado, 1 de junho de 2013

Despedida

Enquanto a mim couber este fardo
Em nutrir no peito sentimento vão
De amar só e desfrutar da acompanhada solidão

Não se torna sofrimento a espera
De um retorno não tão certo
Muito embora seja certa a volta à tua terra

O que aguardar de nós, carcomidos em ferrugem
Em todo esse passar de tempo?
A inconstância que impera em mente
Traz aos olhos a neblina, com o vento

E o selo da despedida daquela noite,
À vontade, em permanecer entre nós
Dragou-me a alma e tomou-me em açoite

A lágrima não deixada arde mais em alma
Que a dor dos infelizes condenados ao inferno
Guardo comigo, silenciosa, no coração, a chama

Até que o tempo torne o retorno breve

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