Uma hora, essa bifurcação apareceria em seus caminhos. E esse, sempre fora o seu medo...
Vivendo atemporalmente, aceitava como gracejo a vivacidade em encarar as novidades do momento à sós. Mas era apenas o seu momento. O momento dele, apenas.
Momentos em que ela nunca fiz parte, enquanto Lola lutava para fazer com que cada momento meu fosse deles. Perspectivas diferentes. Caminhares diferentes em que ele nutriu sua presença como a de uma expectadora do seu espetáculo...
Ingenuamente, dessa forma em que, um dia, ela se prometeu não agir ou pensar... Se rendeu aos encantos de olhar para o ser que há além da capa,para o interior. Era doce, leve, amável, confortável...
Me inspirei ali, e a expectativa criou raízes. Tola Lola! Já vivestes isso, já provastes do veneno que a amargura da frustração traz consigo, e mesmo assim se deixou levar.
Ah, e como ela queria que fosse verdade...! Tola Lola, que achou que, um dia, poderia acreditar no coração, novamente.
E assim, retomando o juízo, olhou por cima da situação criada, e sentiu ódio de si mesma! Por que? Qual é o segredo? Onde encontrar aquele alguém que sentirá algo parecido com o mesmo, de volta?
Tola Lola, que ainda acredita no amor!
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