quarta-feira, 19 de maio de 2010

Quanto tempo o tempo tem?

E o mundo dá voltas, e parte e volta ao mesmo ponto de onde iniciou sua jornada. Ainda assim, a carga de experiências e conhecimentos adquiridos a cada volta que damos, nos torna novas pessoas, ainda que as mesmas.

Surpreendo-me com a velocidade e voracidade que o tempo tem em consumir todo o tempo reservado a outras coisas, que não a trabalho ou compromissos. Já não tenho todo o tempo do mundo para dar atenção aos meus amigos, para papear e jogar conversa fora na esquina. Mas sempre que posso, procuro dar atenção, mesmo que virtualmente; mas ainda assim, para mim, não é suficientemente bom.

Não tenho tempo para ir ao comércio do meu bairro, a fim de procurar novas roupas, novos sapatos, novas tendências da moda. Mas sempre que posso, vou dando o meu “jeitinho” de brasileiro, apertando aqui ou ali, indo a outros centros comerciais, como os do Centro da Cidade. Mas ainda assim, para mim, não é suficientemente bom.

Já não sei mais o que é namorar em casa, e por esse motivo hoje me encontro solteira. Não gosto da ideia de namorar apenas para corresponder a um status da sociedade de “não encalhada”. Estar com outras pessoas exige atenção, dedicação, carinho, afeto, respeito... Coisas que, recentemente, não tenho encontrado nem para e por mim, direito. Meu sono, minhas necessidades físicas, tudo isso violado ou parcialmente retirado de mim, por mim mesma, por uma exigência emergencial de mundo.

E então, o que fazer para melhorar? Parar de trabalhar? Não nos relacionarmos com outras pessoas? Ignorar as nossas necessidades? Olha amo muito meus amigos e meus casos, mas acho que seria injusto cobrá-los as minhas contas, e pedir abrigo em suas casas.

Infelizmente, por mais que eu pense em uma solução saudável, não consigo chegar a uma conclusão lógica sobre o que poderia ser a solução de todos os problemas do mundo. Mas não sou Deus, e acho que seria muita prepotência minha achar que eu poderia ter essa resposta. Tudo bem que o significado do meu nome pode me salvar, mas não estou muito para piadinhas sem graça.

Bom, conformada, pelo menos, eu já estou... Vou aguardando ansiosamente o dia em que eu poderei me aposentar, curtir mais o meu tempo... Viajar, ter a família junta, conhecer novas coisas, comer coisas antes não vivenciadas. Tudo de uma vez só... Por enquanto, vejo o que posso, conheço quem acho interessante e viajo sempre que for possível, pois a vida não pode parar.

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