Boa tarde a todos!!!
Parte da minha "alegria momentânea" de hoje vem do fato de eu ter descoberto meios secundários para reencontrá-los no meu horário normal... Agora posso matar as saudades um pouco mais frequentemente.
Porém, digo momentânea, porque hoje recebi uma notícia muito triste, mas para que eu me faça entender, eu preciso voltar no tempo, e deixá-los informados.
Já faz muito tempo que ando maturando uma ideia que me consome todos os dias. Independente de todas as coisas que acontecem no meu dia a dia, sempre tive uma grande vontade (reprimida) de sair de casa. Conquistar a independência sempre é algo muito comum entre as mulheres de hoje em dia.
A expressão "maturando" foi usada, porque internamente, tinha resolvido comigo mesma que essa ideia só seria exteriorizada quando eu me sentisse completamente capaz de arcar com as consequências que esse ato poderia me trazer, na minha vida pessoal, profissional, social. Ou seja, em todos os setores da minha vida. Só não esperava que eu recebesse a reação que recebi, quando me achei devidamente adulta.
Por falta de tempo, e pela praticidade, escrevi um e-mail contando esse meu desejo interno de sair de casa, para a minha mãe, juntamente a uma proposta recebida de uma amiga, de ir morar com ela.
Sim, eu sei... O assunto é delicado demais para ser tratado dessa forma, e escrever um e-mail nunca é a forma mais sociável, sadia e interessante de abordar qualquer assunto. Mas só queria deixá-la a par dos novos acontecimentos.
Achei que tomar uma atitude dessas, mostrá-la o quão responsável quero me tornar, por mim mesma; as atitudes maduras; essa ânsia de conhecer o mundo afora, só a deixariam orgulhosa de mim, vendo que tinha alcançado êxito na criação de um dos seus filhos, que agora está pronto para voar com as suas próprias asas. E me enganei redondamente.
Ao invés disso, recebi um e-mail ríspido, banhado em veneno, com pontas afiadas, a fim de machucar e envenenar meu sonho de infância. Sem querer, arranhei a face da minha mãe, e recebi como resposta um soco na boca do estômago.
Fui mal interpretada, e talvez precipitada em minhas palavras, e o baque de uma ruptura no cordão umbilical imaginário fez com que a leonina que habita em minha mãe reagisse, querendo proteger a cria, contra tudo e todos. E a minha esperança de menina mulher, que aguardava ansiosa por um sorriso de apoio, foi atingida pela ira das patas da leoa.
Respirei fundo, contei até 100, 200... Relutei contra a vontade de deixar que o marejar dos olhos transbordassem, e se transformassem numa cachoeira sem fim. Porque é nisso que eu me transformo, quando desato a chorar.
Pela minha decisão, estou intimada a fazer parte de um julgamento familiar que ocorrerá próximo ao fim de semana, onde eu, pelo visto, sou réu cofesso.
Não critico o olhar de mãe. Não a culpo por ter me magoado dessa forma. Sei que, como eu disse a ela, a galinha quando choca seus ovos, quer os pintinhos bem debaixo das suas asinhas. A resposta foi que pata de galinha não mata pinto. Mas pintinhos viram pintos, e depois galos/galinhas.
O que ela não entende é que NÃO HÁ um motivo em especial em eu querer sair de casa. É simplesmente o MEU QUERER, é achar que já estou mais do que macaca velha para ficar dependendo de pai e mãe. É perceber que já tenho que começar a dar os meus próprios passos sozinha. É seguir uma lei natural da vida, independente do motivo que acompanhe essa atitude. Não é abandono de lar, enjoo da mesma casa, erro de criação e principalmente, não é falta de amor!
É simplesmente saber que hoje em dia, não criamos filhos para nós mesmos, e sim para o mundo. E que cada um tem seu tem e sua hora de perceber quando é chegado o momento de encarar o mundo de frente. E eu acho que o meu chegou.
Posso sim, cometer burradas, enfiar os pés pelas mãos mas, quem nunca os cometeu, que atire a primeira pedra!
escrever é fazer terapia com você mesma. Continue escrevendo...faz a alegria das milhares de pessoas que moram no seu coração, a começar por mim.
ResponderExcluirFiquei orgulhoso, passarinha.