Faço graça... Brinco e jogo com o poder que as palavras têm. A interpretação fica à cargo do receptor, mas manipular a reação e o impacto que essas palavras terão, com certeza é arte cedida por quem transmite a informação.
Adoro esse mundo de imagens fantasiadas, de esperanças criadas no mundo paralelo da imaginação, de manusear cenas criadas na mente de outrem, enquanto se enxerta de palavras novas as cabeças de humanos simples, incapazes de pensar por si ou apresentar opiniões próprias.
À esses seres, sinto muito... São seriamente suscetíveis às influências externas. Muito provavelmente não construiram identidade e personalidade próprias... E se nutrirão das informações das bocas demagogas.
Flastrona? Demagoga? Em que classe de mentes pensantes cabe a minha inspiração, eu não sei. As construções de uma mente furtivamente fértil é terreno onde homem nenhum pisa, e a intelectualidade corrompe os inteligentes, tornando sutíl a linha que separa a humildade da soberba.
Mas ainda gosto, me vanglorio, e vulgarizo a inteligência que me cabe. Gosto de fazer graça, e por vezes, me fazer de idiota. Comprovo que é muito mais fácil invadir os pensamentos alheios e persuadi-los do que grande parte das pessoas acham. Pena que esse é um segredo que poucos conhecem, pois essa grande parte é o alvo a se corromper por mentes como a minha.
Por fim, chego a conclusão que ser sensata não me basta. Preciso viajar em minhas digitações noturnas para que me prove que sou capaz de não me fazer entendida por essa maioria. Preciso fazer com que aconteça, com que se torne real, para então ter a plena certeza de que sim, posso ser uma idiota, que não acredita nas minhas próprias verdades, mas que não se corrompe pelas informações que o mundo cria, e que o que me influencia é justamente a confusão mental causada pelas filosofias traçadas por mim mesma, enquanto me julgo melhor que os outros.
Triste fim daquele que se julga, enquanto envenenado pela soberba, e não consegue enxergar que muito mais grave do que a doença da cegueira humana, é morrer isolado, como o morador nômade e solitário de uma ilha.
Por isso, imploro! Invadam a minha ilha... loteiem, separem, entrem em guerra... Não quero mais ser simplesmente a menina prodígio que assusta os seres que me cercam, admirada e temida... Quero que me entendam, mas isso quase nem eu consigo.
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